Jornal Página 3
Coluna
América Misteriosa
Por Dalton Delfini Maziero

Pirâmide da Lua – Adoração ao Deus da montanha

Pode o sacrifício de guerreiros, aplacar a ira dos deuses e conceder benefícios a alguém? Durante muito tempo, uma elite de sacerdotes fez prevalecer essa visão, construindo impressionantes templos cujas ruinas sobrevivem até nossos dias.

Por cerca de 600 anos, uma construção em especial - no litoral norte do Peru - funcionou como espaço de adoração ao Deus Ai Apaec, também conhecido como “O Degolador”. Chamada hoje de Huaca de La Luna (Pirâmide da Lua), esse gigantesco edifício celebrava um importante calendário ritual da cultura Mochica. Diferentes das pirâmides egípcias, as pirâmides mochicas não serviam exatamente como sepulturas: eram palcos de rituais quase teatrais, de sacrifícios e domínio ideológico sobre a população! No caso da Pirâmide da “Lua”, eles não cultuavam esse astro, mas sim Ai Apaec, Senhor da Montanha (Cerro Blanco) e do Céu. Os antigos peruanos acreditavam que montanhas ou rios eram possuidores de vontade própria. Como as montanhas eram provedoras de água para a agricultura, era comum sua adoração. Hoje, sabemos que os efeitos climáticos do “El Niño” arrasaram os mochicas, dando motivo para muitos rituais de sacrifício, na esperança de climas mais amenos.

Os Mochicas viveram na costa peruana entre 50 e 750 d.C. Tiveram uma estreita relação com as forças da natureza. Foram guerreiros famosos e exímios artistas. Nos deixaram algumas das cerâmicas mais bonitas do mundo pré-colombiano. Também foram hábeis construtores! A Pirâmide da Lua foi inteiramente erguida com tijolos de adobe (barro seco ao sol), composta por plataformas, pátios e rampas. Era a simulação de uma montanha escalonada.

Os rituais que aconteciam no pátio interno da pirâmide eram violentos. Guerreiros capturados em batalhas eram ali sacrificados (degolados), e seu sangue oferecido ao deus Aiapaec. Mas antes, eram preparados, despidos, amarrados e despojados de suas armas. Todo ritual foi representado em frisos, compondo murais enormes e coloridos. Nos impressionantes desenhos, podemos ver a procissão dos degolados e a imagem do deus a quem era o ritual, dedicado. O sacerdote esperava dessa forma, manter a ordem no universo mochica.

A Pirâmide da Lua tem aproximadamente 290 x 210 metros de comprimento. Assim como outros edifícios pré-colombianos, passou por várias reformas e ampliações. Cada uma delas durou cerca de 100 anos! Ela possui várias rampas e quatro pátios cerimoniais! Calcula-se em 40 milhões de tijolos de adobe para sua construção. Seus espetaculares murais, com representações da flora, fauna, guerreiros capturados e do Deus Ai Apaec formam hoje um dos pontos turísticos mais incríveis da região, atraindo turistas do mundo todo!


Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 19/05/2017 às 10h22 | daltonmaziero@uol.com.br

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Kiva - Arquitetura do Sagrado

A Kiva é, provavelmente, um dos espaços sagrados mais antigos das Américas, ainda em uso. Tipicamente norte americano (EUA), a estrutura foi utilizada por todos os povos chamados genericamente de Pueblos, ou seja, os Hopis, Anazasis, Mogollon, Hohokam, Taos, Zunis, entre outros. Mas podemos afirmar que uma Kiva surgiu desde seu princípio, como um espaço ritualístico?

Arqueólogos apontam que sua origem remonta a um estilo de casa pré-histórica chamada “Pit House”, geralmente em formato circular, escavada abaixo da linha do solo. Seu telhado, apoiado em toras de madeira e revestido com galhos mais finos, era montado a partir da linha do solo, e depois recoberto de barro. O resultado - para quem olhava por fora - era o de vislumbrar uma pequena elevação no horizonte. O espaço interno, arredondado, era utilizado como moradia, dormitório, espaço de cozinha e também de rituais. Com o tempo, esses espaços rituais se destacaram dos residenciais, formando as Kivas.

Existem evidências de Kivas em 500 dC, utilizadas pelas comunidades como espaço ritual e cerimonial. Em antigos povoados como Pueblo Bonito e Mesa Verde, existe uma kiva para cada 50 habitações. Em outras localidades, apenas uma grande kiva para toda comunidade. Esse espaço tipicamente masculino, com o tempo, foi utilizado também para tomada de decisões políticas. Atualmente, ele funciona para atividades socialmente domésticas, integrativas e também espirituais, inclusive com a participação do sexo feminino.

Uma grande kiva chegava a atingir cerca de 30m², e era composta por uma série de particularidades, como um fosso para atear fogo, sistema de ventilação, plataformas utilizadas para assentos, nichos de parede e “sipapus”, também conhecidos como “lugar de origem”, por onde os falecidos emergiam do submundo. Entre 1150 e 1300 dC, as kivas tornaram-se mais elaboradas, profundas e em formato de torres. Neste tipo de comunidade maior, existiam cerca de cinco ou seis “residências” diretamente associadas ao espaço da kiva.

Em Mesa Verde, podemos encontrar uma profusão de kivas que se sobrepõem lado a lado. Arqueólogos se perguntam qual a antiga necessidade nesse tipo de construção tão compacta e repetitiva. Afinal, não bastava um único espaço para atender a comunidade? Uma possível explicação está na utilização da kiva como uma antiga “igreja”. Cada um de seus “quartos” eram destinados a um ritual específico. Sabemos que a oração pela chuva, boa colheita, caça abundante ou cura de doenças eram praticadas. Desta forma, existe a possibilidade de um ritual antigo ser composto por diversas etapas, realizado em espaços separados.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/

 

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 08/05/2017 às 11h06 | daltonmaziero@uol.com.br

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A grande pirâmide Cahokia

Muitas pessoas sabem que o continente americano está repleto de pirâmides. Algumas sabem que essas pirâmides são bem diferentes das egípcias, em sua estrutura e concepção: são pirâmides escalonadas, compostas por plataformas sobrepostas. Mas poucos sabem que uma das maiores pirâmides do mundo, se encontra justamente no interior dos EUA.

O nome dessa pirâmide é “Monte dos Monges” (Monks Mound), e pertence ao sítio arqueológico de Cahokia, em Collinsville, Illinois. Em 1988, arqueólogos calcularam suas dimensões em cerca de 30 metros de altura, com uma base de aproximadamente 291 x 236 metros, ocupando cerca de 14 hectares. Isso faz de Monks Mound, uma pirâmide maior - em sua base - que a de Quéops (Egito) que possui 230 x 230 metros. Contudo, a egípcia é mais alta, atingindo 146 metros. Comparada com outra gigantesca construção americana - a Pirâmide do Sol em Teotihuacán (México) - também a supera em sua base, com seus 222 x 225 metros. Contudo, a de Teotihuacán atinge 64 metros de altura. Segundo o arqueólogo Tim Pauketat (Universidade de Illinois), Monks Mounds é a terceira ou quarta maior pirâmide do mundo, em termos de volume!

Os habitantes de Cahokia – Mississippians – não deixaram registros escritos, mas apenas símbolos gravados em madeira, pedra e cerâmica. Contudo, sua sociedade era bastante complexa e organizada, capaz de elaborar templos, sepulturas e espaços sagrados com enormes totens em madeira. O nome original de Cahokia até hoje é desconhecido.

A construção de sua maior pirâmide teve início em 900 dC - em 1300 Cahokia já se encontrava desabitada - mas a localização de lajes de calcário e restos de cedro vermelho aponta para uma ocupação do terreno no Arcaico Tardio (3000-1000 aC). Ela foi inteiramente erguida com argila transportada em cestos de vime. O historiador Rick Osmon calcula que foram necessárias mais de 43 milhões de cestas para compô-la. Uma incrível demonstração de esforço humano! Um dado importante: a argila utilizada apresentava cores diversas, depositadas em camadas, proveniente de locais à centenas de quilômetros de distância. Originalmente, a pirâmide era visualizada como um mosaico de cores – argila vermelha, laranja, branca, azul, cinza, castanho e preto – arranjadas em camadas de diversas espessuras.

O nome “Monks Mound” surgiu no início do século XIX. Em 1809, monges franceses haviam construído uma pequena comunidade ao lado da pirâmide, utilizando as plataformas para plantar trigo. Em 1813, Hugh Henry Brackenridge (escritor, advogado e juiz da Suprema Corte da Pensilvânia) visitou o local, e publicou uma pequena descrição do sítio, chamando o morro de “Monte dos Monges”!

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 17/04/2017 às 10h03 | daltonmaziero@uol.com.br

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QUIPUS – Sistema de registro Incaico

 

Pode uma antiga cultura, registrar informações de sua história, sem possuir uma escrita ou alfabeto? No caso da civilização Inca, isso de fato ocorreu! Os Incas ocuparam boa parte da América do Sul, em especial, ao longo do século XV e início do XVI de nossa era.

O sistema de registro desenvolvido pelos Incas é conhecido como “Quipus”, e foi único no mundo. A palavra “quipo”, em quêchua (língua Inca) significa “nó”. Foi utilizado em especial, para registrar informações administrativas e contábeis, mas não só isso! Os quipos eram formados por uma série de cordões e nós (geralmente algodão), atados a uma linha mestra. Todo detalhe auxiliava na definição da informação registrada: as cores dos cordões, a quantidade de nós e até mesmo a distância entre os nós. Como os Incas possuiam um sistema baseado em ordenamento decimal, conseguiram registrar desde unidades até dezena de milhares de um determinado produto estocado (colheitas) ou mesmo de recenseamento populacional ou militar; impostos e até mesmo a história de seu povo.

Também determinava a informação, a “direção” em que os cordões eram amarrados partindo da linha mestra, geralmente um cordão mais grosso. Assim, se o cordão era atado voltado para baixo ou para cima, podia significar soma ou subtração do que registrava. É interessante saber que os quipus evoluiram com o passar do tempo. Os mais antigos eram elaborados em cordões brancos. Com a ampliação e sofisticação do Estado Inca, os cordões ganharam cores, e novas possibilidades de registrar informações.

Os “Quipucamayocs” – profissionais que manipulavam os quipus – eram capazes de distinguir inclusive o gênero da informação. Por exemplo: através dos nós e cores dos fios, sabiam que um aldeiamento possuia 3.800 pessoas; e que destas, 2.000 mil eram mulheres e as demais, homens; assim como o tipo de produção que geravam. Eram sem dúvida, profissionais com grande conhecimento em matemática.

Segundo o antropólogo Gary Urton (Universidade de Harvard-EUA), a população inca “tinha que trabalhar um número específico de dias por ano em projetos do Estado e as autoridades tinham que registrar cuidadosamente essa contabilidade "tributária" nos quipus”. Gary sugere que alguns quipus foram usados também como calendários. Pois alguns foram encontrados próximos a sepulturas, com formação equivalente a dias e meses de um ano.

Quanto mais avançam os estudos sobre os quipus incaicos, mais percebemos que eles não foram usados como meras calculadoras, mas sim, como uma espécie de banco de dados!

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)
 

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 29/03/2017 às 10h21 | daltonmaziero@uol.com.br

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CHAN CHAN – A MAIOR CIDADE DE BARRO DO MUNDO


 O poderoso império Chimu ocupou uma área de aproximadamente 1.000 Km² no litoral norte do Peru. Atingiu seu auge entre 800 e 1470 de nossa era. Tamanho eram seu poderio e refinamento, que acabaram entrando em confronto com os Incas, que os derrotaram em 1470 dC.

Chan Chan está dividida em nove grandes recintos – chamados “Cidadelas” -, algumas com muros de 10 metros de altura para sua proteção. Cada cidadela era composta por pirâmides, cemitérios, jardins, residências, pátios, reservatórios de água e palácios. No interior das muralhas, foram encontrados recintos com grande quantidade de tecidos. Os chimus eram hábeis tecelões, tanto que, na derrota para o império Inca, estes levaram a Cusco vários profissionais para produção de tecidos a sua nobreza. Os arqueólogos acreditam que esses recintos abrigavam o “tesouro” chimu, formado justamente pelos tecidos habilmente confeccionados, uma vez que não possuíam moedas como nós conhecemos hoje.

Fora das muralhas, existem vestígios de residências irregulares, como as encontradas ainda hoje na região dos camponeses. Todo esse complexo gigantesco era habitado por cerca de 100 mil pessoas! Em seu auge, Chan Chan ocupou mais de 22 Km², dos quais somente 14 Km² restam atualmente.

A grande cidade de barro foi alvo de saques e roubos após sua queda. No período colonial peruano, os espanhóis acreditavam que seus enormes muros escondiam ouro e outros metais. Muitas pirâmides foram derrubadas, muros destroçados e buracos abertos em plataformas funerárias. Atualmente, os visitantes podem conhecer apenas uma das nove cidadelas, chamada “Nik An”. Esse espaço aristocrático abriga um palácio, habitações e espaços funerários. Seus muros exibem inúmeras esculturas em relevo de motivos naturais, como peixes, aves e ondas do mar.

Uma das principais estruturas de Chan Chan é a “Huaca del Dragón”, um templo cerimonial e administrativo cujos muros (60 x 54m de comprimento) estão ricamente decorados com motivos zoomorfos e naturais, fazendo relação com símbolos de fertilidade e chuva. Trata-se na verdade de uma pirâmide com dupla plataforma e rampas. Ao que tudo indica – devido aos seus 14 depósitos – a construção teve função religiosa, mas também de depósito de alimento.

O confronto com os Incas não é surpresa, quando descobrimos que Chan Chan foi um dos maiores destinos de peregrinação e adoração religiosa das Américas. Povos vinham de longe oferecer suas oferendas à nobreza da grande cidade de barro. Conquistar Chan Chan foi, portanto, uma forma de se apoderar dessa demanda religiosa, muito lucrativa por sinal! Em 1986, Chan Chan foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 14/02/2017 às 11h45 | daltonmaziero@uol.com.br

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As sete cidades de Cíbola

O que acontece, quando uma lenda medieval ultrapassa o Atlântico e se instala na América? Eu respondo: surgem os mitos!! Foi assim com as “Sete Cidades de Cíbola”, também conhecida como “Sete Cidades do Ouro”. Diz a lenda, que sete bispos saíram de Mérida (Espanha) fugindo da invasão muçulmana; mas também que o fizeram com o intuito de prevenirem os invasores sobre a posse de relíquias sagradas. Alguns anos depois, correu na região boatos que os sete bispos fundaram sete cidades em terras distantes e desconhecidas, e que as tornaram riquíssimas, repletas de ouro e pedras preciosas. Duas dessas cidades eram conhecidas como Cíbola e Quivira.

A descoberta da América criou, portanto, o cenário perfeito para a migração desses lendários bispos. Muitos exploradores acreditavam que Cíbola situava-se na atual fronteira entre México e EUA. Contudo, a localização do mito deslocou-se para o interior dos EUA, talvez por um equívoco verbal: “Cíbola” deriva de “Cibolo”, que na língua nativa de vários grupos, designava o comércio do couro de bisão. Ao serem interrogados, os nativos poderiam estar simplesmente indicando as pradarias americanas, onde se encontravam esses animais.

O primeiro relato do mito apareceu com Alvar Nuñez Cabeça de Vaca, durante a fracassada expedição de Panfilo de Narváez na Flórida (1527). A descrição – proveniente dos nativos – falava de cidades sólidas e casas grandes, onde as pessoas vestiam roupas de algodão, calçados e carregavam esmeraldas. Os espanhóis logo associaram o relato ao mito das Sete Cidades. Seguiram-se algumas expedições como a do Frei Juan de Olmedo (1537) e Frei Marco de Niza (1539), ambas guiadas por Estebanico de Orantes, um dos sobreviventes da viagem de Narváez. Ambas as expedições trouxeram apenas mais boatos.

Mas o mito das Sete Cidades estaria para sempre ligada ao nome de Francisco Vásquez de Coronado, que por 2 anos e mais de 1.200 homens, percorreu terras americanas, descobrindo a desembocadura do rio Colorado. Coronado combateu os nativos Zuñis, e posteriormente os Hopi. Mas tudo o que encontrou foram povoados que não apresentaram as riquezas esperadas.

O mito das Sete Cidades de Cíbola nunca foi desvendado, mas em minha opinião, ele nunca existiu de fato. Podemos especular que os boatos estiveram associados às grandes culturas dos EUA, como os Anasazi, Hopewell, Adena, Chaco, entre outras. Também podemos pensar que muitas tribos, querendo ver os espanhóis longe de suas terras, indicavam a existência de Cíbola sempre “um pouco mais adiante”, tornando a expedição de Coronado e dos demais, uma peregrinação sem fim.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 01/02/2017 às 09h29 | daltonmaziero@uol.com.br

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Historiador, arqueólogo, explorador, viajante, escritor e especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria.
















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