Jornal Página 3
Coluna
América Misteriosa
Por Dalton Delfini Maziero

Cholula - a grande pirâmide mesoamericana

A América ainda é um continente a ser escavado!

Quando visitei o México em 2012, estive em um pequeno povoado chamado Cholula. Aquele lugar estaria fadado ao esquecimento, se não fosse por um gigantesco morro – chamado por alguns moradores de “cerrito” – bem no coração da cidade. No alto desse morro, figura a igreja de Nuestra Señora de los Remedios, que compõe uma bela paisagem com o vulcão Popocatépetl ao fundo.

Nem todos se dão conta, mas aquela montanha é, na verdade, a maior pirâmide do mundo em volume! A Grande Pirâmide de Cholula – também conhecida como Pirâmide de Tepanapa ou de Tlachihualtépetl – possui cerca de 4,45 milhões de metros cúbicos, cerca de 30% maior (em volume) do que a pirâmide de Quéops, no Egito. Ela foi dedicada a Chiconaquiahuitl (Deus das nove chuvas) e posteriormente a Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada. Sua base mede 450 x 450 metros e alcança 66 metros de altura. Os arqueólogos descobriram que a grande pirâmide foi erguida em vários estágios – entre os séculos II aC e VIII dC – como se uma pirâmide fosse sobreposta a anterior.

O povoado de Cholula é habitado desde o século II aC. Contudo, alcançou seu auge no Período Clássico, entre 600 e 700 dC. Durante esse período, Cholula logrou grande importância dentro do mundo Mesoamericano. Vários povos ocuparam o lugar, entre eles Olmecas, Teotihuacanos, Toltecas e Mexicas. Sua importância religiosa dentro do mundo mesoamericano era tão grande, que possuiu paralelo com Teotihuacán, onde se encontra a gigantesca Pirâmide do Sol. Mesmo pouco tempo antes da invasão espanhola (1519), o mundo Mexica (asteca) solicitava para diversas cerimônias, sacerdotes oriundos do povoado de Cholula.

Os espanhóis, presenciando a importância sagrada desse local, pretenderam sacramentar a supremacia católica com a construção (1594) da Igreja de Nuestra Señora de los Remédios no topo da antiga pirâmide nativa. Mas o que se vê hoje é a igreja proveniente de sua reconstrução (1864), após um terremoto.

Para não danificarem o monumento colonial, arqueólogos decidiram perfurar a base da pirâmide com mais de 8 km de túneis. A entrada dos visitantes se faz por um desses túneis - verdadeiramente impressionante - que leva o visitante a percorrer a base das antigas pirâmides sobrepostas, observando vários detalhes de sua antiga construção. Cholula é, sem dúvida, mais um exemplo da perseverança e técnica dos antigos povos das Américas.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

 

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 04/12/2017 às 10h24 | daltonmaziero@uol.com.br

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KJARISIRI – A lenda do degolador

A América Latina é repleta de lendas e mitos, por vezes, assustadores. Muitos deles são fusões entre lendas pré-colombianas e superstições europeias da época da conquista espanhola. Esta que segue, recolhi junto aos aymaras, em minhas andanças ao redor do lago Titicaca.

Nakaq, Nakajj, Nakkaq, Nacaj, entre outras variantes, vem de Nakay ou Nak'ay, que significa "aquele que degola". São conhecidos também como Kjarisiri, Llik'ichiri ou simplesmente, "Chupa Sebo". A variedade com que descrevem este lendário personagem no Peru e Bolívia é impressionante. No Peru pré-colombiano, Nacac significava "carniceiro". Não como açougueiro, mas sim na função em que uma pessoa esfolava animais para um sacrifício religioso.

No Titicaca, é muito difundida a versão do "Chupa Sebo", homem comum que vaga solitariamente pelas montanhas em busca de viajantes desavisados. Muitos acreditam nele e nas maldades que é capaz de realizar. Segundo os aymaras, o Kjarisiri atuar assim: Escolhe a vítima, aproximando-se sorridente, ganhando sua confiança. Depois oferece uma bebida que a deixa desacordada. Em seguida, opera a vítima - sem deixar cicatrizes - com o auxílio de uma faca, recolhendo sua gordura em uma vasilha. Na manhã seguinte, o viajante acorda e segue seu caminho sem lembrar do ocorrido. Logo adoece e morre, depois de dois dias. Segundo uma das versões, a gordura recolhida era vendida aos hospitais, para utilização em operações!

Entre 1570 e 1584, o padre Cristóbal de Molina anotou, enquanto trabalhava no hospital para indígenas de Cusco, uma série de lendas e tradições que seus próprios pacientes lhe transmitiam. Elas foram registradas em sua obra, "Ritos e fábulas dos incas" (1571). Nele, o autor deixa um relato que mostra serem os boatos sobre pessoas que recolhiam sebo, algo muito antigo: "No ano de 71 (1571) ...acreditavam os índios, que da Espanha haviam mandado (os espanhóis) a este reino por gordura dos índios para curar certas doenças que não se encontravam para ela medicina (cura) senão na citada gordura, (por isso) andavam os índios muito recatados e se estranhavam dos espanhóis com tanto agrado, que a lenha, ervas e outras coisas não a queriam levar a casa de espanhol, por dizer que os matassem ali dentro para retirar-lhes a gordura."

Outra versão fala do Kjarisiri como padres franciscanos, saindo em bandos de seus Conventos. Nela, seriam capazes de fazer adormecer suas vítimas com um pó mágico, soprado em seus rostos. Além de sua túnica, carregavam uma corda, faca e sinos, em sua marcha macabra. Os camponeses os descrevem como pessoas baixas, troncudas, com barba e cabelos compridos. Para muitos, é sinônimo de morte. Contudo, ele pode ser evitado através do alho, a exemplo das superstições europeias sobre vampiros. Apesar de macabras, são histórias fascinantes que enriquecem a mitologia de nosso continente.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 16/11/2017 às 15h28 | daltonmaziero@uol.com.br

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San Agustín - Campo de estátuas mortuárias

Existe na Colômbia, um lugar singular! Próximo ao Rio Magdalena – entre as Cordilheiras Central e Oriental –, surge um sítio arqueológico repleto de sepulturas, demarcado por centenas de estátuas em pedra. São obras únicas, que retratam humanos animalizados, invocando antigos rituais de transformação, procriação, adoração ao mundo selvagem e à morte.

Arqueólogos descobriram evidências que o sítio onde hoje se encontram as estátuas foi ocupado já no século IV aC. Contudo, as estátuas e sepulturas que hoje podemos ver, foram construídas entre 200 aC e 800 dC. É muito provável que a necrópole de San Agustín fosse utilizada – a exemplo de Sillustani, no Peru – como um sítio onde diversos grupos enterravam e adoravam seus mortos. Ou seja, era antes de tudo, um terreno sagrado. Ao longo de vales e montanhas, arqueólogos localizaram aglomerados de estátuas isoladas, Esses conjuntos mais distantes do centro de San Agustín receberam nomes próprios como “Alto de los Idolos”, “Lavapatas”, “El Tablón”, entre outros. Neles, foram encontradas sepulturas em forma de montes artificiais – 30 metros de diâmetro por 5 metros de altura – e estátuas com mais de 4 metros de altura.

A forte mentalidade metafísica desse povo guiou suas vidas por séculos, construindo uma cosmovisão bem particular. No centro de tudo, as representações em forma de estátuas, determinando a estratificação social, os cultos e rituais, e a leitura de seu panteão religioso, povoado de seres antropomorfos e elementos celestes, como o raio, a chuva, o sol e a lua.

Entre as representações naturais de maior frequência, encontram-se os cultos ao Jaguar e a Serpente. O primeiro deles é partilhado por diversos povos da Cordilheira dos Andes, e esteve associado ao poder adquirido deste animal pelos homens. A força, a fúria, a rapidez, elementos incorporados através das estátuas, representadas com bocas felinas e dentes agudos. Já a serpente, geralmente associada às divindades da chuva, está associada aos rituais de invocação de divindades benevolentes, que tragam fertilidade às colheitas. Além desses animais, também encontramos representações de macacos, esquilos, peixes, lagartos, rãs, morcegos, entre outros.

Apesar desta sofisticada tradição mítico-religiosa, o povo que a construiu vivia em uma rotina secular ligada a agricultura (milho, amendoim, mandioca e frutos de palmeiras), caça e pesca. De suas aldeias, erguidas em material perecível, já quase não existem vestígios. San Agustín, por sua importância arqueológica, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1995.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 03/11/2017 às 10h14 | daltonmaziero@uol.com.br

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Nos subterrâneos de Chavín de Huántar

O sítio arqueológico de Chavín de Huantar (1500 aC-500 dC.) é um dos mais complexos e surpreendentes do Peru. A civilização que o construiu deixou um sistema de profundos túneis que ainda não foram escavados por completo. São mais de 25 corredores subterrâneos! O cenário é digno do filme “Caçadores da Arca Perdida”: um labirinto escuro, formado por passagens estreitas, lajeadas por pedras, com esculturas representando ferozes homens-jaguar!

Chavín está localizado na Cordilheira Branca - um maciço montanhoso gigantesco - a 3.185 metros de altitude. Fica a exatos 462 km da capital Lima. Sua arquitetura é tão impressionante que, em 1553, o cronista espanhol Pedro Cieza de León anotou em seu diário tratar-se de obra de uma “raça de gigantes”. Hoje sabemos que não foram gigantes que a construíram, mas o cenário surpreende pelas três pirâmides que, unidas, formam um templo em “U”, um estilo que influenciou outros grupos do mesmo período, no litoral do Peru. A mais antiga dessas pirâmides esconde a porta de entrada para o mundo subterrâneo de Chavín.

Em uma das passagens abaixo da antiga pirâmide - provavelmente erguida sobre estrito critério mágico-religioso -, encontra-se o maior símbolo de Chavín: uma escultura conhecida como “Lanzón Monolítico”. Trata-se de uma escultura em forma de “lâmina de faca”, com mais de 5 metros, com um desenho tão complexo que é difícil distinguir a primeira vista um “homem sorridente com presas de felino”: o homem-jaguar. Essa figura sobrenatural parece ser feita para causar terror aos visitantes. Acredita-se que ele simbolize a fecundidade da terra, marcando a localização do universo na cosmologia Chavín.

Em 2011, uma equipe de arqueólogos peruanos e americanos descobriu outra rede de túneis sete metros abaixo da estátua “Lanzón Monolítico”. Essa nova rede se estende por mais de 550 metros. Além dos tuneis, existe também um eficiente sistema de canais utilizados para drenagem da água subterrânea. O arqueólogo John Rick (EUA) acredita que as novidades não parem por ai, uma vez que apenas 20% das ruínas foram escavadas!

O horror que as ruínas causam até hoje na população local encontra ecos em seu passado. Arqueólogos encontraram inúmeros esqueletos humanos no labirinto subterrâneo, todos sem cabeça! Isso leva a crer que existiu um ritual de decapitação. Ainda hoje, as pessoas procuram se afastar de Chavín durante a noite. Dizem escutar estranhos sons provenientes dos labirintos. É provável que seja apenas resultado dos ventos da Cordilheira e de um eficiente sistema de ventilação subterrânea, embora se saiba que a cultura chavin tenha desenvolvido uma acústica capaz de se fazer escutar – dentro dos túneis – uma pessoa conversando do lado de fora, como se ela estivesse ao seu lado!

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

 

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 23/10/2017 às 15h10 | daltonmaziero@uol.com.br

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Concha Spondylus: Tesouro pré-Colombiano

As antigas civilizações utilizavam com bastante frequência, objetos de prestígio. Esses objetos – muitas vezes resgatados da natureza – eram imbuídos de um profundo sentido religioso, mágico e de poder político. Alguns adquiriam até mesmo poder econômico. Pode um objeto de prestígio, ganhar tamanha importância, sendo capaz de direcionar as atitudes de toda uma civilização? Isso ocorreu de certa forma, no Peru (Império Inca) e em quase toda a América pré-colombiana.

O objeto que ocupou tal posto de importância foi a concha marinha conhecida como SPONDYLUS, um gênero de molusco da família Spondyliade. É caracterizada por ser muito dura e resistente, com “espinhos” em seu exterior, e uma coloração vermelha intensa, embora possa ser rosada ou mesmo branca. Na região Andina Central foi chamada de “Mullu”, e associada como símbolo feminino de fertilidade, das chuvas e da água. Escavações arqueológicas revelaram exemplares em Chavín de Huántar, geoglifos de Nazca, Copán, Tenochtitlán entre outros sítios arqueológicos.

A associação da Spondylus com a fertilidade vem do fato dela ocorrer em marés baixas somente quando da chegada do fenômeno atmosférico conhecido como “El Niño”. As águas do Pacífico tornavam-se assim, avermelhadas. Sinal, para os antigos povos, de uma presença divina. Com a chegada do El Niño, vinham também as chuvas, tão necessárias para o plantio em todo território peruano. Efetuava-se assim, um estreito laço entre antigas sociedades, força da natureza e presença divina. A Spondylus conectava o mundo terreno ao mundo espiritual.

Embora sejam encontradas em diversas ruinas de norte a sul das Américas, sua procedência ocorre apenas em águas quentes, na faixa territorial entre Equador e Caribe. Isso leva a crer que existia uma efervescente transação comercial da concha Spondylus entre o sul do Chile ao México.

O intercâmbio de conchas gerou oficinas com especialistas no Equador, que colhiam e trabalhavam o mullu, tornando-o objetos de arte e adoração. Dessa forma, a Spondylus alcançou também – além de um valor divino – um valor monetário, de acumulação. No mundo Inca, o mullu virou “moeda” para transações econômicas. Foram criados grupos especiais de Chasquis (Mollo Chasqui Camayoc) que eram corredores que levavam, em nome do Inca, a concha a territórios distantes do Império.

A Spondylus, o “alimento dos Deuses” e símbolo de poder, perdeu sua importância com a conquista espanhola na América, e a derrocada de todo um sistema de vida ligado ao sagrado e a natureza.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 08/10/2017 às 11h01 | daltonmaziero@uol.com.br

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O monte da serpente

Existe no interior dos EUA, um misterioso geoglifo que causa enormes discussões entre os estudiosos. É o chamado “Monte da Serpente” - com mais de 420 metros de comprimento -, situado nas proximidades do rio Ohio Brush, no condado de Adams, Estado de Ohio. É a maior efígie de serpente do mundo! As perguntas mais básicas ainda não foram esclarecidas: Que povo o construiu? Quando foi concebido? Com que finalidade foi feita?

A maior parte das dúvidas provém da dificuldade em se datar um geoglifo, que na teoria, é feito apenas por terra ou pedra. A datação necessita de um artefato – diretamente relacionado – que permita estabelecer uma época precisa. É o caso desse monumento. Comparado o estilo da obra aos desenhos existentes em cerâmicas antigas, muitos pesquisadores propuseram que o geoglifo fosse feito por uma das três culturas regionais, conhecidas como adena (1000-200 aC), fort ancient (1000-1750 dC) ou hopewell (200 aC-500 dC). Em 1990, partículas de carvão estabeleceram a data de 1070 dC, aproximando a obra do grupo fort ancient.

Mas nem todos concordam com os métodos de análise, inclusive porque foram encontrados nas redondezas - por investigadores da Universidade de Harvard -, sepulturas do povo adena. Este fato reforça a tese que o Monte da Serpente funcione como uma ligação mística entre o mundo dos mortos e nossa realidade.

Existem entre os povos norte-americanos, lendas envolvendo serpentes míticas. É o caso dos cherokees, que nos falam de Uktena, uma serpente gigante com poderes sobrenaturais. O personagem teria a função de encaminhar os mortos ao além. A exemplo dos geoglifos de Nasca (Peru) é possível também que o Monte da Serpente fizesse parte de um complexo de geoglifos sagrados, usados pelas antigas civilizações como grandes santuários totêmicos. A teoria ganha força ao constatarmos que existem outras serpentes semelhantes – só que menores – em regiões próximas, como em Ontário (Canadá).

Outra linha de pesquisadores - como Clark e Marjorie Hardman - acreditam que a cabeça da serpente está alinhada com o solstício de verão, com eventos lunares e também com o equinócio de cada ano. Ou seja, existia uma função coligada à astronomia e ao controle do tempo. Se a data das partículas de carvão – datando a obra de 1070 dC. – está correta, ele pode estar relacionado inclusive com a aparição do Cometa Haley, em 1066. É possível que todos tenham certa razão em suas teorias, mas fato é que o Monte da Serpente continua a desafiar nossa imaginação.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 18/09/2017 às 11h39 | daltonmaziero@uol.com.br

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Dalton Delfini Maziero

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Historiador, arqueólogo, explorador, viajante, escritor e especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria.
















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