Jornal Página 3
Coluna
América Misteriosa
Por Dalton Delfini Maziero

EL CAÑO – OS GUERREIROS DE OURO

Existe no Panamá, um sítio arqueológico surpreendente, mas desconhecido ainda da maioria das pessoas. Trata-se do Parque Arqueológico de El Caño, localizado na região de Coclé.

Entre 2005 e 2010, a arqueóloga Julia Mayo descobriu uma necrópole, formada por sete montes circulares funerários. Próximo a eles, uma espetacular fileira de colunas de pedras basálticas, que lembram em muito, os dólmens europeus. O interior da sepultura revelou personagens de uma alta cultura - batizada de Coclé – junto a dezenas de corpos sacrificados, cerâmica refinada e peças de ouro maciço, esmeraldas e cobre. Os pesquisadores acreditam que existam ainda dezenas de sepultamentos na região.

Até o momento, com a abertura de duas sepulturas, foram recolhidas mais de 600 peças de ouro, finamente trabalhadas; prova incontestável da capacidade de metalurgia dessa civilização. Com o ouro, produziam ornamentos para orelhas, brincos, pulseiras e narigueiras; além de representações de seus Deuses, como um Homem Pássaro. Julia Mayo, com base em suas pesquisas, datou os vestígios entre 750 e 1000 dC. Após esses 250 anos, o local foi abandonado por uma violenta seca causada pelo fenômeno El Niño.

Além das peças em ouro, chama a atenção o número de pessoas sacrificadas em cada sepultamento. Em um deles, no qual se encontrava um nobre menino de 10 anos de idade, foram encontrados 47 esqueletos pertencentes aos sacrificados. Não se sabe ainda como essas pessoas viajavam ao além com seu mestre. Os arqueólogos não encontraram vestígios de violência, o que nos faz pensar que eles o acompanhavam de livre vontade. Contudo, foram encontrados vestígios do veneno (tetrodotoxina) produzido pelo peixe “porco espinho”. Este peixe - que possui a capacidade de inflar como uma bola - é munido de espinhos altamente venenosos. Portanto, não é improvável que as pessoas ingeriam o veneno voluntariamente para sua jornada ao além.

Ao contrário dos Maias – mais ao norte – a civilização Coclé não nos deixou pirâmides em pedra, nem palácios, cidades ou calendários esculpidos. Por este motivo, a região não atraiu o turismo e passou despercebida até então. Naturalmente que existiram aldeias, mas essas desmancharam pelo efeito da chuva, calor e longevidade.

Hoje, um dos maiores problemas no estudo da cultura Coclé está na geografia de seu sítio. Por causa de sua proximidade com o Rio Grande, as sepulturas sofrem de constantes alagamentos na época de chuvas, afundando o terreno por vezes, sete metros abaixo das águas. Restam aos arqueólogos, apenas três meses anuais para bombear a água das sepulturas e escavar uma nova área, em busca de informações dessa fascinante civilização!

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 20/06/2018 às 09h43 | daltonmaziero@uol.com.br

O enigma dos fornos Andinos

No mundo pré-colombiano, a fundição de minérios alcançou o status de culto. Muito antes da introdução do amálgama e mercúrios no período colonial, pelos espanhóis, os povos andinos já empregavam uma técnica de fundição que só recentemente está sendo compreendida.

Os fornos andinos – conhecidos como huayrachina – são rústicos, aparentemente simples, mas capazes de atingir 1200ºC de calor! A temperatura alcançada, por si, já é motivo de admiração. Mas ela ocorre através de um pequeno recipiente de argila cilíndrica, furado em várias partes, que pode ser carregado facilmente por uma pessoa. Por anos, os cientistas tentaram reproduzir os efeitos desses fornos andinos em outros países, contudo, sem sucesso.

Ao que parece, os povos andinos desenvolveram uma técnica de queima, capaz de explorar os melhores recursos oferecidos pela Cordilheira: o vento e a altitude! Por esse motivo o artefato só consegue excepcional desempenho em altas regiões. Com ventos que alcançam entre 4 e 11 metros por segundo, os pequenos fornos são capazes de um alto desempenho. Com apenas seis quilogramas de combustível (carvão vegetal), são capazes de fundir 3 quilos de metal puro.

Para os nativos, os fornos huayrachina eram objetos de culto, mágicos e sagrados, associados aos poderes provenientes da altitude. Tanto que mesmo após a conquista espanhola, continuaram a ser utilizados, em especial na região de Potosí (Bolívia). Muita dessa magia proveniente dos fornos está relacionada às luzes de diferentes cores, ao cheiro peculiar dos metais e também aos sons provenientes do vento que passa em alta velocidade pelos orifícios do cilindro.

A experiência recente com esses fornos ocorreu na Mina Aguilar, localidade de Tilcara, Argentina. Segundo Télam Pablo Cruz (investigador do Conicet), o processo revelou o baixo uso de carvão vegetal, o que altera nossa noção de custo ecológico dos povos pré-colombianos, para a produção de metais. Também revelou que o processo em altíssima temperatura produzia um efeito diferenciado no brilho e características finais da peça produzida. Todo o processo – da extração do metal bruto da terra ao polimento final da peça – era quase um processo de “alquimia”, amplamente mágico no conceito dos antigos povos.

Os Incas, que expandiram suas terras pautadas nos assentamentos de minérios, viram os espanhóis fazerem o mesmo. Todo o projeto colonial – em especial Potosí – foi baseado em muito, nos assentamentos já existentes.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 05/06/2018 às 09h29 | daltonmaziero@uol.com.br

As tumbas de Tlalpan

Em 2006, a Universidade Pontifícia do México (Tlalpan) – localizada ao sul da capital – decidiu ampliar as instalações de sua Biblioteca e construir mais sete módulos de dormitórios. O que era para ser apenas uma reforma rotineira, deu lugar a uma intrigante descoberta arqueológica.

A cerca de 1,5 metros de profundidade, os arquitetos encontraram indícios de vestígios arqueológicos muito antigos. Como rege a lei mexicana, ao menor sinal de vestígios do passado, devem ser acionados os arqueólogos do INAH (Instituto Nacional de Antropologia e Historia), neste caso, capitaneado pelo arqueólogo Alejandro Meraz Moreno e por Jimena Rivera Escamilla. O que encontraram foi além de todas as expectativas: um fosso, com um enterramento formado por 10 esqueletos em espiral! Junto a eles, vestígios do mais antigo assentamento da zona sul do México, datando de aproximadamente 2.500 anos no passado.

Tecnicamente, o que localizaram foi um fosso cônico, com a abertura de superfície menor em relação ao seu interior. Esse tipo de construção foi usada no passado para armazenamento de grãos abaixo do solo, mas também como sepultura. A datação dos artefatos de cerâmica junto aos esqueletos, apontaram para um período entre 500 aC e 200 dC, uma época chamada de Formativo pelos estudiosos mesoamericanos. Somente depois disso, no período Pré-clássico, é que os habitantes dessa região começaram a mudar de vida, intensificando a agricultura, sua alimentação e ampliando as aldeias.

Os corpos encontrados tinham seus braços e pernas entrelaçados, formando uma espécie de “tecido humano”, o que sugere alguma espécie de ritual. Junto aos corpos (adultos, jovens e crianças), havia também ossos de um cachorro.

Este surpreendente sepultamento deve ter relação com o abandono da aldeia de Tlalpan - alguns anos depois no Pré-clássico - devido a erupção do vulcão Xitle. Geólogos da Universidade Nacional Autônoma do México apontam a erupção entre 50 e 280 de nossa era, resultando no abandono da região e interrupção do desenvolvimento das aldeias locais. Segundo Alejandro Meraz, a história registra um súbito aumento populacional na região de Texcoco, na zona norte da capital mexicana, entre 200 e 300 dC.

Essa descoberta traz a tona toda uma discussão social sobre a importância dos estudos arqueológicos preliminares nos casos de construções modernas. O México é provavelmente, o segundo país do mundo com mais vestígios arqueológicos em seu subsolo. Megacidades como a do México, impõem barreiras nessas pesquisas, que precisam ser desenvolvidas em conformidade com as necessidades dos tempos modernos.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 21/05/2018 às 10h05 | daltonmaziero@uol.com.br

SAYWAS – CALENDÁRIO SOLAR INCAICO

Recentemente, pesquisadores do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana realizaram uma surpreendente descoberta no deserto do Atacama! Num platô localizado a 4.200 metros de altitude, identificaram pequenas estruturas de pedra conhecidas como “saywas”, descritas por alguns cronistas e viajantes dos séculos XVII e XVIII, e que funcionavam como calendário astronômico.

Uma equipe multidisciplinar – formada por arqueólogos, astrônomos, documentalistas e historiadores – pode constatar que essas formações de pedra serviam para marcar solstícios, equinócios e outros eventos celestes. Cecilia Sanhueza – líder da equipe de cientistas – pode confirmar que, na madrugada de 21 de março de 2017, as saywas da localidade de Vaquillas demarcavam precisamente o ponto de saída do sol no equinócio de outono. Ainda em 2017, ela constatou o mesmo fenômeno com outras duas saywas na região de Ramaditas; mas desta vez, demarcando a saída do sol no solstício de inverno, em 21de junho.

Um detalhe que surpreendeu os pesquisadores diz respeito a sua localização: as saywas se encontram no Caminho do Inca, longe de qualquer antigo centro urbano. A questão que surge dessa descoberta é qual seria o motivo que levou os Incas a construírem tais formações em local tão isolado. Coincidência ou não, na mesma região se encontra o gigantesco Observatório Astronômico da ALMA, com mais de 66 antenas voltadas ao espaço sideral. Por este motivo, podemos dizer que os Incas já sabiam das condições celestes privilegiadas da região, para a observação astronômica.

Contudo, não devemos confundir as saywas com as apachetas! Em minhas peregrinações pelo Altiplano do lago Titicaca, deserto do Atacama e pelas terras altas de Arequipa (Peru) pude observar uma formação de pedra semelhante, chamada apacheta. Trata-se de um pequeno montículo de pedras em formato cônico, que marca um caminho ou rota. O caminhante, ao passar pela formação, costuma realizar o gesto de depositar uma pedra no monte. Esse gesto quase automático é interpretado por muitos como ato de gratidão ou pedido de proteção ao longo daquela caminhada. No passado colonial, muitas apachetas foram destruídas por acreditar-se que escondiam riquezas. Ela é, portanto, uma estrutura piramidal irregular, construída coletivamente.

Alguns cientistas acreditam que a apacheta esteja também relacionada a demarcação e um ponto geográfico, no qual o viajante possa experimentar uma mudança de horizonte e cenário. Uma espécie de controle da visibilidade!

Seja a saywa ou apacheta, ambas nos revelam um importante detalhe: os antigos pré-colombianos ocupavam suas terras desérticas, com cidades ou com construções que desafiam nossa compreensão e ciência.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 09/05/2018 às 08h17 | daltonmaziero@uol.com.br

Pachamama – A criação do mundo andino

Os aymaras (Altiplano do Lago Titicaca, Peru/Bolívia) possuem uma visão bastante particular sobre a existência da terra. Sim, porque a concebem como única e indivisível! Até a chegada incaica na região, o cultivo da terra tinha uma função coletiva, e um objetivo quase religioso. Plantavam em conjunto, mesmo que em um terreno particular, mas com resultados que favoreciam a coletividade. Pachamama gera a vida para que seja partilhada entre os homens, não para ser aproveitada de forma particular.

O respeito e veneração são tamanhos, que os aymaras criaram certos códigos com os quais podem relacionar-se e compreender as vontades e desgostos da Mãe Terra, ou Pachamama, como usualmente é chamada. Contudo, o conceito utilizado de Mãe Terra, não se refere somente a ela, no sentido material. Seu significado é muito mais complexo. Pachamama encontra-se em todos os lugares ao mesmo tempo. É a criadora benevolente da vida, e por consequência, extrapola o simples conceito de tempo. Tanto, que não existe uma data comemorativa. Tornou-se inseparável do cotidiano das pessoas. Não representa somente o solo divinizado, abençoado pelo alimento que nasce.

A determinação de Mãe, usado constantemente, significa apenas o termo mais próximo que foi encontrado pelos ocidentais para tentar compreendê-la. Não existe uma terminologia nas línguas ocidentais que possa, ou consiga expressar o seu verdadeiro significado. Pachamama é o próprio tempo em movimento. É o espaço indivisível, e por isto também, onipresente. Algo complexo demais para ser traduzido em palavras. Talvez seja a própria vida, em seu sentido mais amplo.

De qualquer modo, os aymaras a concebem como uma entidade viva, portadora de desejos e benevolências. Como todo ser vivo, comunica-se, alimenta-se e responde aos seres vivos de acordo com o tratamento que recebe. Existe toda uma mitologia para identificá-la. Dessa forma, encontramos entidades míticas que fazem parceria, interferindo em seu modo de ser. Os aymaras conceberam assim, Huara Tata, deus dos ventos, tempestades e furacões. Segundo a crença nativa, ele vive no topo de enormes montanhas, quando desce para impor seu "poder" sobre Pachamama. O poder aqui não é concebido em sentido ditatorial. É o poder de criação. Pachamama é essencialmente feminina e, portanto, geradora de vidas. Huara Tata é seu parceiro masculino, que desce das montanhas para fecunda-la, gerando novos filhos. O raciocínio aymara é simples e objetivo: vento que varre os pampas e montanhas é quem trás as sementes e provoca a chuva. É ele que remove a terra da superfície, que faz as águas de lagos e rios subirem, para depois cair em forma de chuva. Portanto, ele fecunda Pachamama, que possui a graça da vida. Proteja a Terra para não sofrer depois com as consequências. Em sua mentalidade, o camponês tem a certeza que Pachamama é como uma mãe.

 

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 17/04/2018 às 10h12 | daltonmaziero@uol.com.br

PUQUIOS

ENGENHARIA HIDRÁULICA DO PASSADO

Nazca (Peru) é mundialmente famosa por seus geoglifos. Contudo, aquela região oferece muitas outras surpresas do ponto de vista arqueológico. Quando estive recentemente naquele deserto, fiz questão de conhecer em detalhes os “Puquios”, um engenhoso sistema de captação de água subterrânea, que começou a ser construído por volta de 600 aC.

O deserto de Nazca é um dos mais secos do mundo. Basta olhar ao redor para ver que nenhuma cultura viveria centenas de anos em território tão adverso sem o desenvolvimento de recursos técnicos para obtenção de água. Hoje, sabemos que as águas dos poucos rios que desciam das montanhas pelos vales férteis eram transitórias, ou seja, ficavam acessíveis por poucos meses ao ano. Levantamentos nos mostram que existem seguramente 29 galerias de captação de água (aquífero) construídas entre 600 a.C. e 400 d.C. A maior parte localizadas entre 500 e 1000 metros de altitude. Alguns desses dutos atingem mais de 6 m de profundidade, e possuíam quilômetros de extensão, com aberturas para facilitar sua limpeza e manutenção. Se não fossem esses notáveis aquedutos, a região de Nazca teria água por apenas 40 dias ao ano! Os aquedutos possuíam uma função prática, que seja: a da captação de água subterrânea de boa qualidade.

Muitos desses canais subterrâneos funcionam até hoje, trazendo água das montanhas até o litoral desértico. Esses canais eram escavados profundamente, nivelados e escorados com pedras e madeira. Depois, cobertos novamente com terra. Para fazer a manutenção de limpeza – principalmente após algum terremoto – os antigos nascas os acessavam por fossos em espiral (puquios). Com a aplicação dessa engenharia hidráulica, eles conseguiram expandir suas terras agrícolas, e retirar delas batata, feijão, algodão, frutas e milho.

Estudos recentes da investigadora italiana Rosa Lasaponara, apontam uma distribuição precisa dos puquios vinculados aos veios de água subterrâneos. Mais do que um mero acesso físico às galerias subterrâneas, os puquios também tinham a função de levar o vento para debaixo do solo, forçando assim a água de reservatórios profundos a aflorar para a superfície. Dessa forma, conseguiam armazená-la em grandes piscinas. Essa engenharia notável revela também o alto grau de colaboração mútua, organização e esforço dispendido para sua realização e posterior manutenção.

Mais do que a capacidade de captação da água, os aquedutos pré-incaicos provam que os antigos Nascas não se deixavam abater por dificuldades climáticas. Ao contrário, investiam em técnicas apuradas e criativas para solucionar seus problemas.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 03/04/2018 às 09h13 | daltonmaziero@uol.com.br



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Dalton Delfini Maziero

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Historiador, arqueólogo, explorador, viajante, escritor e especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria.


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