Jornal Página 3
Coluna
ALBC Ecos Literários
Por Academia de Letras

O TEMPLÁRIO

O Templário, 12º livro do escritor Luiz Antonio Hecker Kappel, já está disponível para venda na Amazon.com

Toda a renda será revertida para a Associação Amor pra Down.


Extrato do prefácio escrito pela profa. Maisa Schmitz :

Neste seu novo livro, “O Templário”, Kappel deixa flagrar, logo no início, o seu olhar curioso e atento que dá lugar e valor a todas as personagens que encontra, tanto para enaltecer como para produzir questionamento, crítica, reflexão: “eu era um novato naquele horário, naquele ônibus que percorria mais de 100 km entre as prainhas onde embarcavam e desembarcavam todas as cores, cheiros e tamanhos... era um povo que não parava de entrar ou sair do ônibus... onde todos pareciam ser apenas um.” Ele transforma o ônibus coletivo no palco central desta sua nova história. O trivial, o cotidiano, o simples, o anonimato tem ali, uma nova roupagem; transforma-se em importante lugar de descobertas, encontros e reencontros para articulações, tomadas de decisões, resolver quebra-cabeças existenciais; (re)pensar o trabalho, arquitetar planos e desbaratar quadrilhas! As personagens, num primeiro momento incógnitas, assumem, logo em seguida, papéis, vida, nomes; tornam-se sujeitos. Ele próprio encarna uma personagem e através dela, veste-se de justiceiro, que, sem perder a humanidade, deliberadamente assume correr riscos no intuito de livrar familiares, amigos, o país e o mundo, da bandidagem. E a gente se identifica com isto e torce para que dê certo; embora um e outro possa não concordar com os meios, algumas justificativas e posicionamentos. De algum modo, todos que experimentamos um pouco de generosidade e empatia em relação ao outro, gostaríamos de ter algum poder para livrar o mundo dos males que o afligem. Estes que registram a história ou escrevem histórias utilizando sua poderosa ferramenta: a palavra; estão aí para motivar e despertar em cada um de nós, o interesse, o desejo de saber e ampliar horizontes. Através da leitura podemos acessar a fatos, ler e conversar; pesquisar, estudar, fazer e expandir consciência, aprender a investigar, discutir, argumentar e depois (re)formular e partilhar ideias e conceitos. Paulo Freire, explicita bem isto: “Com a palavra, o homem se faz homem. Ao dizer a sua palavra, pois, o homem assume conscientemente sua essencial condição humana”.

Escrito por Academia de Letras, 02/07/2019 às 09h52 | elianarjz@gmail.com

Seleção de poemas de Hang Ferrero

Dialética

nunca deveria ter dito o que disse; nunca. foi como esfriar a chama com a saliva entre os dedos, apagar as velas antes de servir o prato. tinha ela, à nuca, poros eriçados, tal qual a pele dela, o cheiro, tinha tudo.

nunca deveria ter esfriado, a vela ou o prato, nunca. tinha a pele, o cheiro, tal qual a chama, tudo dela e, entre os dedos ter dito o que disse, sem antes aos poros servir à nuca.

 

Plumbum

não cede

abusa das velharias desta máquina

revisa tabus

 

não cessa

delirante, pós-histórico

trata-me com prejuízo e dor

 

não recordo

das tratativas que se opõem

ao que chamo de jornada

 

à saber:

sê longa ainda ( a vida ) e

vejo tua boca irriquieta e amarela; é riso?

 

oh, éter

impetuosa consciência presa ao corpo

qual vingança

 

desgarra

solta qualquer quinhão da paz

ou forja-te ininteligível em mim

 

na desgraça

acovardo eu,

quais outros sacrifícios antevês?

Escrito por Academia de Letras, 19/06/2019 às 11h57 | elianarjz@gmail.com

Trovas tema outono

Com mágoas não perco o sono
e sigo, alegre, a cantar
pisando as folhas de outono
que enfeitam meu caminhar!

  • Antonio Juraci Siqueira
 

A idade é, por excelência,
a grande mestra do amor.
– É no outono da existência
que a paixão tem mais calor!

  • A. A. de Assis
 

Foste a pior das escolhas...
e no outono, em meus cansaços,
eu me sinto uma das folhas
que despencou dos teus braços.

  • Almerinda F. Liporage (Tita)
 

Pleno outono ... e em meu atalho,
sem um amor que me acolha,
invejo a sorte do orvalho
que se abriga em qualquer folha.

  • Edmar Japiassu Maia
 

Ressequidas e revoltas,
rolando sem direção,
lembranças são folhas soltas
no outono do coração.

  • Marina Gomes de Souza
 

Refaça ilusões frustradas!...
O outono nos dá a lição:
- Com folhas secas, pisadas,
tece tapetes... no chão!

  • Therezinha Dieguez Brisola
 

Folhas migradas de outono,
tais quais meus sonhos trincados,
vagam pelo chão, sem sono,
à demanda de outros prados...

  • Dáguima Verônica
 

Mesmo no outono da vida
continuo a caminhar,
piso a folha ressequida;
mas há luz em meu olhar!

  • Gislaine Canales
 

Numa profusão de cores
vem o outono, sedutor,
inspirar os sonhadores
num convite para o amor.

  • Eliana Jimenez
 

Parceria ALBC e UBT - União Brasileira dos Trovadores
Seção de Balneário Camboriú/SC

Escrito por Academia de Letras, 10/04/2019 às 00h15 | elianarjz@gmail.com

Cazuza no museu

No início da manhã, abaixo da pirâmide de vidro, uma fila começava a se formar rapidamente. Era visível a excitação das pessoas que aguardavam o horário de abertura.

Não se tratava da presença de nenhuma celebridade, nem um evento de tecnologia, muito pelo contrário. Tratava-se da visita ao maior museu do mundo. Dedicar um dia inteiro para visitar o Louvre, deixando a lindíssima capital francesa do lado de fora, deveria ter um importante significado que eu me propus a descobrir.

A história da arte e consequentemente da própria humanidade estava ali, peça por peça, galeria por galeria. Poses e paisagens, com seus contextos de moral, costumes e religião. Instantâneos capturados por almas talentosas capazes de manipular luz e sombra ou de moldar tecidos transparentes em blocos de mármore.

De repente, minha brasilidade aflorou na música de Cazuza “vejo um museu de grandes novidades”. Em outro verso, da mesma canção, cantarolei “o tempo não para, não para não, não para...”.

Olhei pela janela. Lá fora o movimento mostrava que o tempo e a pressa estão intimamente ligados e ambos não cessam. Lá dentro, no entanto, o tempo não era importante diante da contemplação das mais lindas e interessantes obras já produzidas.

Cenas bucólicas, pintadas numa tarde de luz outonal, me alvejavam o coração. Será que todos sentiam a mesma coisa que eu? Um misto de arrebatamento e gratidão?

Fiquei pensando nas crianças e seus brinquedos eletrônicos. Será que para essa nova geração a visita ao museu seria algo interessante?

Comecei a reparar nas famílias com filhos pequenos. Vi um menininho puxando a roupa de sua mãe para chamar a atenção. Curiosa, me aproximei. Eram brasileiros. O menininho dizia numa evidente expectativa:

- Mãe, cadê a Monalisa?

Senti muita alegria por ter presenciado essa cena. Só a arte tem o poder de aproximar pessoas que viveram em tão diferentes épocas e realidades, ignorando as diferenças intergeracionais.

Anoiteceu. O museu já anunciava o encerramento das atividades. Um dia memorável chegava ao final. Ainda estava com a mesma trilha sonora tilintando no pensamento. É claro que o tempo não para, mas quando a sensibilidade e o sentimento estão no comando, cada minuto pode render uma eternidade.

 

Escrito por Academia de Letras, 08/04/2019 às 11h24 | elianarjz@gmail.com

Frases de Odir Antônio Lehmkuhl

Muitas das nossas certezas são apenas incertezas dos nossos pensares incertos.

 

Já é tempo de se entender que não se pode trocar bens materiais por favores espirituais.

 

Cada um abraça a vida do seu jeito, isso é lógico! Será que existe certeza na lógica? Retórica paradoxal!

 

Não é bom que a prepotência, orgulho, arrogância e piolhos, subam em nossas cabeças!

 

Para escutar a mensagem do tempo, até o vento se cala!

 

Cada cabeça é uma sentença, como cada sapato é para um pé!

 

Mato seco acabado, por ele uma nuvem chorou!

O mato ficou molhado e, agradecido, brotou!

 

Apontar erros alheios é ridícula tentativa de aparentar ser o melhor!

 

Até o vento não ajuda quem não sabe velejar!

 

Na vida não existem retornos, não podemos mudar o passado; mas no presente, podemos construir melhor o futuro!

Escrito por Academia de Letras, 02/04/2019 às 10h33 | elianarjz@gmail.com

Poemas de Hang Ferrero

No meu peito,
uma tempestade incessante.
O meu coração prefere a mansidão,
mas não tem jeito:
o vendaval é mais confiante.


Porque tudo tem ritmo na mata,
na verde mata dos duendes
que oferecem chás e comilança
e até algumas gemas, nas pontas,
das preciosas zarabatanas
de hortelã.


Fechar os olhos agora,
é como brecha de nuvem e,
pensamento, é luz de espanto.

Quanto cabe em um?
O que quero tanto, em um?
Meu lar, na tempestade solar
Meus 99 sóis mais tu.

Escrito por Academia de Letras, 27/03/2019 às 11h26 | elianarjz@gmail.com



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O TEMPLÁRIO

O Templário, 12º livro do escritor Luiz Antonio Hecker Kappel, já está disponível para venda na Amazon.com

Toda a renda será revertida para a Associação Amor pra Down.


Extrato do prefácio escrito pela profa. Maisa Schmitz :

Neste seu novo livro, “O Templário”, Kappel deixa flagrar, logo no início, o seu olhar curioso e atento que dá lugar e valor a todas as personagens que encontra, tanto para enaltecer como para produzir questionamento, crítica, reflexão: “eu era um novato naquele horário, naquele ônibus que percorria mais de 100 km entre as prainhas onde embarcavam e desembarcavam todas as cores, cheiros e tamanhos... era um povo que não parava de entrar ou sair do ônibus... onde todos pareciam ser apenas um.” Ele transforma o ônibus coletivo no palco central desta sua nova história. O trivial, o cotidiano, o simples, o anonimato tem ali, uma nova roupagem; transforma-se em importante lugar de descobertas, encontros e reencontros para articulações, tomadas de decisões, resolver quebra-cabeças existenciais; (re)pensar o trabalho, arquitetar planos e desbaratar quadrilhas! As personagens, num primeiro momento incógnitas, assumem, logo em seguida, papéis, vida, nomes; tornam-se sujeitos. Ele próprio encarna uma personagem e através dela, veste-se de justiceiro, que, sem perder a humanidade, deliberadamente assume correr riscos no intuito de livrar familiares, amigos, o país e o mundo, da bandidagem. E a gente se identifica com isto e torce para que dê certo; embora um e outro possa não concordar com os meios, algumas justificativas e posicionamentos. De algum modo, todos que experimentamos um pouco de generosidade e empatia em relação ao outro, gostaríamos de ter algum poder para livrar o mundo dos males que o afligem. Estes que registram a história ou escrevem histórias utilizando sua poderosa ferramenta: a palavra; estão aí para motivar e despertar em cada um de nós, o interesse, o desejo de saber e ampliar horizontes. Através da leitura podemos acessar a fatos, ler e conversar; pesquisar, estudar, fazer e expandir consciência, aprender a investigar, discutir, argumentar e depois (re)formular e partilhar ideias e conceitos. Paulo Freire, explicita bem isto: “Com a palavra, o homem se faz homem. Ao dizer a sua palavra, pois, o homem assume conscientemente sua essencial condição humana”.

Escrito por Academia de Letras, 02/07/2019 às 09h52 | elianarjz@gmail.com

Seleção de poemas de Hang Ferrero

Dialética

nunca deveria ter dito o que disse; nunca. foi como esfriar a chama com a saliva entre os dedos, apagar as velas antes de servir o prato. tinha ela, à nuca, poros eriçados, tal qual a pele dela, o cheiro, tinha tudo.

nunca deveria ter esfriado, a vela ou o prato, nunca. tinha a pele, o cheiro, tal qual a chama, tudo dela e, entre os dedos ter dito o que disse, sem antes aos poros servir à nuca.

 

Plumbum

não cede

abusa das velharias desta máquina

revisa tabus

 

não cessa

delirante, pós-histórico

trata-me com prejuízo e dor

 

não recordo

das tratativas que se opõem

ao que chamo de jornada

 

à saber:

sê longa ainda ( a vida ) e

vejo tua boca irriquieta e amarela; é riso?

 

oh, éter

impetuosa consciência presa ao corpo

qual vingança

 

desgarra

solta qualquer quinhão da paz

ou forja-te ininteligível em mim

 

na desgraça

acovardo eu,

quais outros sacrifícios antevês?

Escrito por Academia de Letras, 19/06/2019 às 11h57 | elianarjz@gmail.com

Trovas tema outono

Com mágoas não perco o sono
e sigo, alegre, a cantar
pisando as folhas de outono
que enfeitam meu caminhar!

  • Antonio Juraci Siqueira
 

A idade é, por excelência,
a grande mestra do amor.
– É no outono da existência
que a paixão tem mais calor!

  • A. A. de Assis
 

Foste a pior das escolhas...
e no outono, em meus cansaços,
eu me sinto uma das folhas
que despencou dos teus braços.

  • Almerinda F. Liporage (Tita)
 

Pleno outono ... e em meu atalho,
sem um amor que me acolha,
invejo a sorte do orvalho
que se abriga em qualquer folha.

  • Edmar Japiassu Maia
 

Ressequidas e revoltas,
rolando sem direção,
lembranças são folhas soltas
no outono do coração.

  • Marina Gomes de Souza
 

Refaça ilusões frustradas!...
O outono nos dá a lição:
- Com folhas secas, pisadas,
tece tapetes... no chão!

  • Therezinha Dieguez Brisola
 

Folhas migradas de outono,
tais quais meus sonhos trincados,
vagam pelo chão, sem sono,
à demanda de outros prados...

  • Dáguima Verônica
 

Mesmo no outono da vida
continuo a caminhar,
piso a folha ressequida;
mas há luz em meu olhar!

  • Gislaine Canales
 

Numa profusão de cores
vem o outono, sedutor,
inspirar os sonhadores
num convite para o amor.

  • Eliana Jimenez
 

Parceria ALBC e UBT - União Brasileira dos Trovadores
Seção de Balneário Camboriú/SC

Escrito por Academia de Letras, 10/04/2019 às 00h15 | elianarjz@gmail.com

Cazuza no museu

No início da manhã, abaixo da pirâmide de vidro, uma fila começava a se formar rapidamente. Era visível a excitação das pessoas que aguardavam o horário de abertura.

Não se tratava da presença de nenhuma celebridade, nem um evento de tecnologia, muito pelo contrário. Tratava-se da visita ao maior museu do mundo. Dedicar um dia inteiro para visitar o Louvre, deixando a lindíssima capital francesa do lado de fora, deveria ter um importante significado que eu me propus a descobrir.

A história da arte e consequentemente da própria humanidade estava ali, peça por peça, galeria por galeria. Poses e paisagens, com seus contextos de moral, costumes e religião. Instantâneos capturados por almas talentosas capazes de manipular luz e sombra ou de moldar tecidos transparentes em blocos de mármore.

De repente, minha brasilidade aflorou na música de Cazuza “vejo um museu de grandes novidades”. Em outro verso, da mesma canção, cantarolei “o tempo não para, não para não, não para...”.

Olhei pela janela. Lá fora o movimento mostrava que o tempo e a pressa estão intimamente ligados e ambos não cessam. Lá dentro, no entanto, o tempo não era importante diante da contemplação das mais lindas e interessantes obras já produzidas.

Cenas bucólicas, pintadas numa tarde de luz outonal, me alvejavam o coração. Será que todos sentiam a mesma coisa que eu? Um misto de arrebatamento e gratidão?

Fiquei pensando nas crianças e seus brinquedos eletrônicos. Será que para essa nova geração a visita ao museu seria algo interessante?

Comecei a reparar nas famílias com filhos pequenos. Vi um menininho puxando a roupa de sua mãe para chamar a atenção. Curiosa, me aproximei. Eram brasileiros. O menininho dizia numa evidente expectativa:

- Mãe, cadê a Monalisa?

Senti muita alegria por ter presenciado essa cena. Só a arte tem o poder de aproximar pessoas que viveram em tão diferentes épocas e realidades, ignorando as diferenças intergeracionais.

Anoiteceu. O museu já anunciava o encerramento das atividades. Um dia memorável chegava ao final. Ainda estava com a mesma trilha sonora tilintando no pensamento. É claro que o tempo não para, mas quando a sensibilidade e o sentimento estão no comando, cada minuto pode render uma eternidade.

 

Escrito por Academia de Letras, 08/04/2019 às 11h24 | elianarjz@gmail.com

Frases de Odir Antônio Lehmkuhl

Muitas das nossas certezas são apenas incertezas dos nossos pensares incertos.

 

Já é tempo de se entender que não se pode trocar bens materiais por favores espirituais.

 

Cada um abraça a vida do seu jeito, isso é lógico! Será que existe certeza na lógica? Retórica paradoxal!

 

Não é bom que a prepotência, orgulho, arrogância e piolhos, subam em nossas cabeças!

 

Para escutar a mensagem do tempo, até o vento se cala!

 

Cada cabeça é uma sentença, como cada sapato é para um pé!

 

Mato seco acabado, por ele uma nuvem chorou!

O mato ficou molhado e, agradecido, brotou!

 

Apontar erros alheios é ridícula tentativa de aparentar ser o melhor!

 

Até o vento não ajuda quem não sabe velejar!

 

Na vida não existem retornos, não podemos mudar o passado; mas no presente, podemos construir melhor o futuro!

Escrito por Academia de Letras, 02/04/2019 às 10h33 | elianarjz@gmail.com

Poemas de Hang Ferrero

No meu peito,
uma tempestade incessante.
O meu coração prefere a mansidão,
mas não tem jeito:
o vendaval é mais confiante.


Porque tudo tem ritmo na mata,
na verde mata dos duendes
que oferecem chás e comilança
e até algumas gemas, nas pontas,
das preciosas zarabatanas
de hortelã.


Fechar os olhos agora,
é como brecha de nuvem e,
pensamento, é luz de espanto.

Quanto cabe em um?
O que quero tanto, em um?
Meu lar, na tempestade solar
Meus 99 sóis mais tu.

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