Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Abusos com salários na prefeitura geram reação na Câmara de Vereadores

Prefeitura está gastando cerca de R$ 500 mil por mês com pagamentos extras.

Quarta, 13/5/2020 10:06.
Facebook pessoal.
Vereador Probst (de camisa xadrez), na reunião com o secretário da Administração.

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Os supersalários que a prefeitura pagou para alguns dos seus funcionários foram o tema principal da tribuna livre, na sessão ordinária desta terça-feira (12). O vereador Nilson Probst que vem alertando há alguns dias, disse que o assunto não é novo, porque neste mês a prefeitura pagou R$ 515 mil de horas extras e sobreavisos, no mês passado foram R$ 586 mil e em fevereiro quase meio milhão. Ele informou que qualquer ‘desconfiança’ que havia sobre esse assunto, deixou de existir, porque o secretário de Administração,Edson Luiz Bertelli, confirmou tudo.

“O próprio secretário veio aqui e disse que é tudo ilegal, imoral. A lei é clara, o problema é que o secretário autorizou o pagamento. O máximo permitido são 60h extra e pouco mais de 200h de sobreaviso. Vou citar um exemplo: uma servidora grávida trabalhou 716h extra em um mês que tem 720h. Como pode um absurdo desses? Não tem explicação. É caso de polícia”, disse.

Ele acrescentou que o problema não é a hora extra, quando o servidor está realmente trabalhando. “O problema é quando ele não está trabalhando, está em casa e recebendo para não fazer nada, quase todas as secretarias têm esse problema”, segue Probst.

O vereador Leonardo Piruka disse que um servidor fazer mais de 200 horas extras é inacreditável e que se houver tanta necessidade de fazer horas extras, que elas sejam distribuídas entre vários servidores.

“A distribuição vigente é preocupante. Se a hora extra é muito necessária então que se faça de forma correta, distribuir entre vários trabalhadores e não sobrecarregar um com 18, 19h por dia. Não podemos nos calar, convido os colegas a pensar em uma sabatina, reuniões, CPI, o que for necessário, porque precisamos dar uma resposta à população”, disse.

O vereador André Meirinho sugere mais controle nos gastos públicos, para evitar excesso de benefícios.

“Ainda mais nesse momento em que teremos problemas com a arrecadação, precisamos de muito equilibrio nos gastos, para seguir em frente”.

O vereador Eduardo Meneghelli (Torto) disse que não concebe que alguém seja eleito para fazer algo assim. “Alguém errou, quase sempre é o secretário que assina”, emendou na tribuna.

O vereador Marcelo Achutti concorda com a opinião de Torto e afirmou não acreditar que o prefeito saiba, por exemplo, que uma funcionária readaptada recebeu mais de R$ 20 mil de pagamento e que uma gestante de 37 semanas recebeu mais de R$ 15 mil de salário.

“Acredito que o prefeito não vai aceitar essa sacanagem”, resumiu.

O vereador Aldemar Bola Pereira disse que o secretário da Administração atendeu prontamente o convite para esclarecer o assunto e disse que esse também é o desejo do prefeito. Contudo, Bola definiu a situação como um ‘descontrole’ do governo, que coloca o prefeito em risco, em ano eleitoral.

“Enquanto alguns cortaram parte dos seus salários, outros estão trabalhando como voluntários, uns poucos estão recebendo valores exorbitantes, até cinco vezes o valor do seu salário? É abuso de poder mesmo em tempo de pandemia. O prefeito pode se tornar inelegível sim”, acrescentou.

Pelo menos cerca de 100 funcionários, segundo o vereador Nilson Probst, precisam ter suas folhas de pagamento analisadas com mais profundidade, mas o caso mais emblemático é o de uma professora cujo salário base é R$ 4.509,61 e recebeu em abril R$ 21.127,57.


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Vereador Probst (de camisa xadrez), na reunião com o secretário da Administração.
Vereador Probst (de camisa xadrez), na reunião com o secretário da Administração.

Abusos com salários na prefeitura geram reação na Câmara de Vereadores

Prefeitura está gastando cerca de R$ 500 mil por mês com pagamentos extras.

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Quarta, 13/5/2020 10:06.

Os supersalários que a prefeitura pagou para alguns dos seus funcionários foram o tema principal da tribuna livre, na sessão ordinária desta terça-feira (12). O vereador Nilson Probst que vem alertando há alguns dias, disse que o assunto não é novo, porque neste mês a prefeitura pagou R$ 515 mil de horas extras e sobreavisos, no mês passado foram R$ 586 mil e em fevereiro quase meio milhão. Ele informou que qualquer ‘desconfiança’ que havia sobre esse assunto, deixou de existir, porque o secretário de Administração,Edson Luiz Bertelli, confirmou tudo.

“O próprio secretário veio aqui e disse que é tudo ilegal, imoral. A lei é clara, o problema é que o secretário autorizou o pagamento. O máximo permitido são 60h extra e pouco mais de 200h de sobreaviso. Vou citar um exemplo: uma servidora grávida trabalhou 716h extra em um mês que tem 720h. Como pode um absurdo desses? Não tem explicação. É caso de polícia”, disse.

Ele acrescentou que o problema não é a hora extra, quando o servidor está realmente trabalhando. “O problema é quando ele não está trabalhando, está em casa e recebendo para não fazer nada, quase todas as secretarias têm esse problema”, segue Probst.

O vereador Leonardo Piruka disse que um servidor fazer mais de 200 horas extras é inacreditável e que se houver tanta necessidade de fazer horas extras, que elas sejam distribuídas entre vários servidores.

“A distribuição vigente é preocupante. Se a hora extra é muito necessária então que se faça de forma correta, distribuir entre vários trabalhadores e não sobrecarregar um com 18, 19h por dia. Não podemos nos calar, convido os colegas a pensar em uma sabatina, reuniões, CPI, o que for necessário, porque precisamos dar uma resposta à população”, disse.

O vereador André Meirinho sugere mais controle nos gastos públicos, para evitar excesso de benefícios.

“Ainda mais nesse momento em que teremos problemas com a arrecadação, precisamos de muito equilibrio nos gastos, para seguir em frente”.

O vereador Eduardo Meneghelli (Torto) disse que não concebe que alguém seja eleito para fazer algo assim. “Alguém errou, quase sempre é o secretário que assina”, emendou na tribuna.

O vereador Marcelo Achutti concorda com a opinião de Torto e afirmou não acreditar que o prefeito saiba, por exemplo, que uma funcionária readaptada recebeu mais de R$ 20 mil de pagamento e que uma gestante de 37 semanas recebeu mais de R$ 15 mil de salário.

“Acredito que o prefeito não vai aceitar essa sacanagem”, resumiu.

O vereador Aldemar Bola Pereira disse que o secretário da Administração atendeu prontamente o convite para esclarecer o assunto e disse que esse também é o desejo do prefeito. Contudo, Bola definiu a situação como um ‘descontrole’ do governo, que coloca o prefeito em risco, em ano eleitoral.

“Enquanto alguns cortaram parte dos seus salários, outros estão trabalhando como voluntários, uns poucos estão recebendo valores exorbitantes, até cinco vezes o valor do seu salário? É abuso de poder mesmo em tempo de pandemia. O prefeito pode se tornar inelegível sim”, acrescentou.

Pelo menos cerca de 100 funcionários, segundo o vereador Nilson Probst, precisam ter suas folhas de pagamento analisadas com mais profundidade, mas o caso mais emblemático é o de uma professora cujo salário base é R$ 4.509,61 e recebeu em abril R$ 21.127,57.


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