Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Clima de Balneário Camboriú será estudado por pesquisadores de três universidades

Cidade parece ser um caso único de climatologia urbana

Sexta, 17/1/2020 8:58.
Divulgação
Professores e alunos no topo do edifício Yachthouse by Pininfarina na manhã de ontem.

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Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e da Universidade de São Paulo (USP), dentro de poucas semanas e durante um ano, recolherão dados em pelo menos 21 pontos da cidade para produzir estudos climatológicos inéditos sobre Balneário Camboriú.

Balneário Camboriú foi escolhida pela proponente, a UFSM, devido ao fato de ser a única cidade litorânea altamente verticalizada, na latitude 27 graus, em todo o planeta.

A ideia do estudo, segundo o Prof. Dr. Cássio Arthur Wollmann, surgiu três anos atrás quando ele verificou que Balneário Camboriú -que vinha se destacando negativamente na mídia por seus prédios projetarem sombra sobre a praia central-, poderia contrariar os paradigmas da climatologia urbana.

A urbanização comumente produz ilhas de calor nas cidades, ou seja, áreas nas quais a temperatura apresenta-se mais elevada quando comparada com o entorno da cidade, e a umidade atmosférica menor, mas conforme o interesse dos pesquisadores aumentava surgiu a hipótese de aqui as coisas não serem bem assim e a sombra se constituir em fator de conforto e não de desconforto.

Parece não haver dúvidas que o paredão de prédios prejudicou a ventilação da cidade, mas as hipóteses poderão ser melhor compreendidas com as quatro teses de doutorado e uma de mestrado que resultarão da análise futura dos dados.

COMUNIDADE AJUDANDO

Após contato dos pesquisadores com jornalistas locais, em setembro, a escolha de pontos para instalar os equipamentos ganhou impulso devido à colaboração de pessoas e entidades.

Foi decisiva a participação da Emasa que franqueou suas estações elevatórias, além de outras dependências, para colocar os medidores e se tornou parceira da pesquisa.

Nos próximos dias a Emasa assinará Convênio de Cooperação Técnico-Científica com o Departamento de Geociências da UFSM o que não envolve custo pois toda a pesquisa está sendo paga pela universidade.

Além da Emasa, cederam espaço para instalar os equipamentos em suas casas os ex-vereadores Gil Koeddermann e Fábio Flôr; o pároco da Igreja Santa Inês; o Jornal Página 3; o Lar dos Velhinhos; Eluma Petshop; o pároco e o zelador da Igreja da Barra; o Corpo de Bombeiros; Pasqualotto & GT; alguns amigos dos pesquisadores e o Legislativo municipal.

Em alguns desses locais os moradores anotarão em planilhas os dados colhidos pelos equipamentos, em outros o registro será automático.

Uma colaboração interessante veio da construtora Pasqualotto & GT que permitiu a instalação dos equipamentos de medição no topo do edifício Yachthouse by Pininfarina, o prédio residencial que será o mais alto do Brasil.

Coletar em altura, segundo os pesquisadores, será positivo pois a maioria dos estudos nessa área se dá ao nível do solo.

A união voluntária de forças em torno da pesquisa científica sugere que Balneário Camboriú tem mesmo um clima especial pois consegue que uma mega-construtora, uma petshop, o Lar dos Velhinhos e outros personagens trabalhem em torno de um projeto em comum.

QUEM SÃO OS PESQUISADORES

Professores
Prof. Dr. Cássio Arthur Wollmann (UFSM)
Prof. Dr. João Paulo Assis Gobo - (UNIR/RO)
Prof. Dr. Júlio Barboza Chiquetto - (USP)

Alunos de doutorado*
Ismael Luiz Hoppe
Amanda Comassetto Iensse
Tarcísio Oliveira da Costa
Iago Turba Costa

* Todos já são mestres pelo Programa de Pós graduação em Geografia da UFMS.

Aluna de graduação em Geografia Licenciatura Plena
Luana Writzl

Participação como colaboradora de discussões, da Profa. Dra. Eliane Maria Foleto.

Inclui-se ainda entre os colaboradores locais a Epagri de Itajaí, fornecendo dados climáticos e espaço para calibração dos equipamentos juntos aos equipamentos deles, com apoio do técnico e geógrafo Paulo Fantini.


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Página 3
Divulgação
Professores e alunos no topo do edifício Yachthouse by Pininfarina na manhã de ontem.
Professores e alunos no topo do edifício Yachthouse by Pininfarina na manhã de ontem.

Clima de Balneário Camboriú será estudado por pesquisadores de três universidades

Cidade parece ser um caso único de climatologia urbana

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Sexta, 17/1/2020 8:58.

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e da Universidade de São Paulo (USP), dentro de poucas semanas e durante um ano, recolherão dados em pelo menos 21 pontos da cidade para produzir estudos climatológicos inéditos sobre Balneário Camboriú.

Balneário Camboriú foi escolhida pela proponente, a UFSM, devido ao fato de ser a única cidade litorânea altamente verticalizada, na latitude 27 graus, em todo o planeta.

A ideia do estudo, segundo o Prof. Dr. Cássio Arthur Wollmann, surgiu três anos atrás quando ele verificou que Balneário Camboriú -que vinha se destacando negativamente na mídia por seus prédios projetarem sombra sobre a praia central-, poderia contrariar os paradigmas da climatologia urbana.

A urbanização comumente produz ilhas de calor nas cidades, ou seja, áreas nas quais a temperatura apresenta-se mais elevada quando comparada com o entorno da cidade, e a umidade atmosférica menor, mas conforme o interesse dos pesquisadores aumentava surgiu a hipótese de aqui as coisas não serem bem assim e a sombra se constituir em fator de conforto e não de desconforto.

Parece não haver dúvidas que o paredão de prédios prejudicou a ventilação da cidade, mas as hipóteses poderão ser melhor compreendidas com as quatro teses de doutorado e uma de mestrado que resultarão da análise futura dos dados.

COMUNIDADE AJUDANDO

Após contato dos pesquisadores com jornalistas locais, em setembro, a escolha de pontos para instalar os equipamentos ganhou impulso devido à colaboração de pessoas e entidades.

Foi decisiva a participação da Emasa que franqueou suas estações elevatórias, além de outras dependências, para colocar os medidores e se tornou parceira da pesquisa.

Nos próximos dias a Emasa assinará Convênio de Cooperação Técnico-Científica com o Departamento de Geociências da UFSM o que não envolve custo pois toda a pesquisa está sendo paga pela universidade.

Além da Emasa, cederam espaço para instalar os equipamentos em suas casas os ex-vereadores Gil Koeddermann e Fábio Flôr; o pároco da Igreja Santa Inês; o Jornal Página 3; o Lar dos Velhinhos; Eluma Petshop; o pároco e o zelador da Igreja da Barra; o Corpo de Bombeiros; Pasqualotto & GT; alguns amigos dos pesquisadores e o Legislativo municipal.

Em alguns desses locais os moradores anotarão em planilhas os dados colhidos pelos equipamentos, em outros o registro será automático.

Uma colaboração interessante veio da construtora Pasqualotto & GT que permitiu a instalação dos equipamentos de medição no topo do edifício Yachthouse by Pininfarina, o prédio residencial que será o mais alto do Brasil.

Coletar em altura, segundo os pesquisadores, será positivo pois a maioria dos estudos nessa área se dá ao nível do solo.

A união voluntária de forças em torno da pesquisa científica sugere que Balneário Camboriú tem mesmo um clima especial pois consegue que uma mega-construtora, uma petshop, o Lar dos Velhinhos e outros personagens trabalhem em torno de um projeto em comum.

QUEM SÃO OS PESQUISADORES

Professores
Prof. Dr. Cássio Arthur Wollmann (UFSM)
Prof. Dr. João Paulo Assis Gobo - (UNIR/RO)
Prof. Dr. Júlio Barboza Chiquetto - (USP)

Alunos de doutorado*
Ismael Luiz Hoppe
Amanda Comassetto Iensse
Tarcísio Oliveira da Costa
Iago Turba Costa

* Todos já são mestres pelo Programa de Pós graduação em Geografia da UFMS.

Aluna de graduação em Geografia Licenciatura Plena
Luana Writzl

Participação como colaboradora de discussões, da Profa. Dra. Eliane Maria Foleto.

Inclui-se ainda entre os colaboradores locais a Epagri de Itajaí, fornecendo dados climáticos e espaço para calibração dos equipamentos juntos aos equipamentos deles, com apoio do técnico e geógrafo Paulo Fantini.


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