Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Quatro consórcios disputam a obra do alargamento de praia de Balneário Camboriú

Serviço está orçado em R$ 85 milhões

Domingo, 23/2/2020 8:17.
Arquivo JP3.
Samaroni Benedet, secretário de compras de Balneário Camboriú.

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O secretário de Compras de Balneário Camboriú, Samaroni Benedet, esteve na Câmara de Vereadores na última quarta-feira (19) falando sobre a licitação para o alargamento da faixa de areia da praia central. Ele foi convidado pelo vereador Nilson Probst, que acredita que há ‘questões incorretas’ no processo.

Nilson disse ao Página 3 que a licitação é ‘o maior empréstimo da história de Balneário Camboriú’ e que ele e os demais vereadores queriam mais detalhes.

“Tínhamos dúvidas e eu vejo que existem questões incorretas. Vou estudar as respostas do Samaroni para ver qual caminho tomar. Ele explicou bem, só que eu entendo que há encaminhamentos que não são corretos. Vou analisar o caso juridicamente para me posicionar”, disse o vereador sem apontar os supostos erros no processo licitatório.

“Sou a favor do alargamento da faixa de areia, é um projeto antigo ainda de outros governos e que exige muito cuidado. É um valor muito considerado envolvido e não podemos ter erros”, acrescentou Nilson.

A licitação

Samaroni explicou que há quatro consórcios disputando a licitação, num total de nove empresas.

“As maiores empresas do mundo estão participando desta licitação, na maioria da Europa, consorciadas com brasileiras, para poderem executar o serviço de forma como foi desenhado no edital”, explicou Samaroni.

O Tribunal

Sobre o suposto sobrepreço apontado pelo Tribunal de Contas, Samaroni contou que esteve nesta semana em Florianópolis, com o prefeito Fabrício Oliveira, prestando esclarecimentos ao conselheiro-relator Cleber Muniz Gavi.

“Não há qualquer temor da nossa parte de que haverá sobrepreço na contratação, é certo que os preços vão reduzir, e reduzir muito quando ocorrer a abertura das propostas. O Tribunal de Contas decidiu não foi pela suspensão da licitação, mas que quando abríssemos as propostas de preço enviássemos para eles avaliarem e se estiver tudo certo poderemos contratar. É isso que aconteceu, nada mais”, destacou Samaroni.

Jazida de areia

O secretário foi questionado pelo vereador André Meirinho sobre a situação para uso da jazida da areia e respondeu que Balneário Camboriú possui autorização federal para utilizá-la na recuperação da faixa de areia (ele diz preferir o termo recuperação ao invés de alargamento).

Samaroni esclareceu que não há nenhuma ligação dela com particulares e, ao Página 3, ele mostrou que o município tem autorização federal para uso gratuito da areia.

“Vamos utilizar 2,1 milhões de metros cúbicos de areia e a jazida é muito maior, então isso nos deixa bastante seguros de que é um projeto que terá êxito em sua execução”, acrescentou.

Licença

Sobre a Licença Ambiental de Instalação (LAI) que ainda falta, Samaroni disse que o processo está um pouco lento, mas ‘é óbvio’ que as obras só iniciarão quando o Instituto do Meio Ambiente despachar o documento.

Orçamento

O vereador NIlson perguntou ao secretário quem é o responsável pelo orçamento da obra, e Samaroni respondeu que foi pago pelo Instituto Mais BC; feito pela empresa Alleanza, que tem sócio Sérgio Gollnick (citado por Nilson) e foi revisado pelo engenheiro Rubens Spernau, servidor do município.

O secretário comparou a jazida de areia que está a cerca de 15 Km de distância e a 35m de profundidade com a usada em Florianópolis para alargar a praia de Canasvieiras que estava a 4m de profundidade o que reduz substancialmente o custo devido às especificações das dragas.

A que será usada em Balneário busca a areia no fundo do mar, enche o porão e vem até próximo à costa para bombear o material até a praia.


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Página 3
Arquivo JP3.
Samaroni Benedet, secretário de compras de Balneário Camboriú.
Samaroni Benedet, secretário de compras de Balneário Camboriú.

Quatro consórcios disputam a obra do alargamento de praia de Balneário Camboriú

Serviço está orçado em R$ 85 milhões

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Domingo, 23/2/2020 8:17.

O secretário de Compras de Balneário Camboriú, Samaroni Benedet, esteve na Câmara de Vereadores na última quarta-feira (19) falando sobre a licitação para o alargamento da faixa de areia da praia central. Ele foi convidado pelo vereador Nilson Probst, que acredita que há ‘questões incorretas’ no processo.

Nilson disse ao Página 3 que a licitação é ‘o maior empréstimo da história de Balneário Camboriú’ e que ele e os demais vereadores queriam mais detalhes.

“Tínhamos dúvidas e eu vejo que existem questões incorretas. Vou estudar as respostas do Samaroni para ver qual caminho tomar. Ele explicou bem, só que eu entendo que há encaminhamentos que não são corretos. Vou analisar o caso juridicamente para me posicionar”, disse o vereador sem apontar os supostos erros no processo licitatório.

“Sou a favor do alargamento da faixa de areia, é um projeto antigo ainda de outros governos e que exige muito cuidado. É um valor muito considerado envolvido e não podemos ter erros”, acrescentou Nilson.

A licitação

Samaroni explicou que há quatro consórcios disputando a licitação, num total de nove empresas.

“As maiores empresas do mundo estão participando desta licitação, na maioria da Europa, consorciadas com brasileiras, para poderem executar o serviço de forma como foi desenhado no edital”, explicou Samaroni.

O Tribunal

Sobre o suposto sobrepreço apontado pelo Tribunal de Contas, Samaroni contou que esteve nesta semana em Florianópolis, com o prefeito Fabrício Oliveira, prestando esclarecimentos ao conselheiro-relator Cleber Muniz Gavi.

“Não há qualquer temor da nossa parte de que haverá sobrepreço na contratação, é certo que os preços vão reduzir, e reduzir muito quando ocorrer a abertura das propostas. O Tribunal de Contas decidiu não foi pela suspensão da licitação, mas que quando abríssemos as propostas de preço enviássemos para eles avaliarem e se estiver tudo certo poderemos contratar. É isso que aconteceu, nada mais”, destacou Samaroni.

Jazida de areia

O secretário foi questionado pelo vereador André Meirinho sobre a situação para uso da jazida da areia e respondeu que Balneário Camboriú possui autorização federal para utilizá-la na recuperação da faixa de areia (ele diz preferir o termo recuperação ao invés de alargamento).

Samaroni esclareceu que não há nenhuma ligação dela com particulares e, ao Página 3, ele mostrou que o município tem autorização federal para uso gratuito da areia.

“Vamos utilizar 2,1 milhões de metros cúbicos de areia e a jazida é muito maior, então isso nos deixa bastante seguros de que é um projeto que terá êxito em sua execução”, acrescentou.

Licença

Sobre a Licença Ambiental de Instalação (LAI) que ainda falta, Samaroni disse que o processo está um pouco lento, mas ‘é óbvio’ que as obras só iniciarão quando o Instituto do Meio Ambiente despachar o documento.

Orçamento

O vereador NIlson perguntou ao secretário quem é o responsável pelo orçamento da obra, e Samaroni respondeu que foi pago pelo Instituto Mais BC; feito pela empresa Alleanza, que tem sócio Sérgio Gollnick (citado por Nilson) e foi revisado pelo engenheiro Rubens Spernau, servidor do município.

O secretário comparou a jazida de areia que está a cerca de 15 Km de distância e a 35m de profundidade com a usada em Florianópolis para alargar a praia de Canasvieiras que estava a 4m de profundidade o que reduz substancialmente o custo devido às especificações das dragas.

A que será usada em Balneário busca a areia no fundo do mar, enche o porão e vem até próximo à costa para bombear o material até a praia.


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