Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
É improvável que alargamento da praia de Balneário Camboriú aconteça neste ano

Concorrência da obra que trará expressiva valorização imobiliária está sendo retomada após 60 dias de paralisação

Segunda, 10/8/2020 17:21.
Ivan Rupp.

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(Waldemar Cezar Neto) - A prefeitura de Balneário Camboriú pretende retomar nesta terça-feira (11), após 60 dias de paralisação, a concorrência para alargamento da praia central, orçada em até R$ 85 milhões que está atrasada por causa da pandemia e de impugnações entre concorrentes.

A concorrência, em diligências administrativas desde 30 de junho, ainda está na fase de habilitação, sendo impossível prever quando acontecerá a abertura das propostas de preço, pois os quatro consórcios (Boskalis-Enterpa; Rohde Nielsen-Planaterra; DTA - Jan de Nul - Baltt e Dragabrás-Ster) que disputam a obra, tentam eliminar os concorrentes na fase documental.

Em obras desse porte não é incomum as impugnações acabarem no judiciário o que prolongaria mais ainda um desfecho, faltando apenas quatro meses e meio para terminar o governo.

É improvável que o alargamento aconteça neste ano porque a concorrência, após conhecido o vencedor, voltará ao Tribunal de Contas do Estado onde está sob análise.

Além disso -e principalmente- a obra não tem a Licença Ambiental de Instalação (LAI), documento emitido pelo famigerado Instituto do Meio Ambiente e que é indispensável para a execução.

MOTIVO ECONÔMICO

A maioria das lideranças políticas e empresariais, aponta o alargamento da praia central como um vigoroso e vital impulso para a economia da cidade que se tornou ainda mais necessário devido ao efeito arrasa-quarteirão da pandemia sobre o turismo e atividades ligadas a ele.

Há alguns focos de resistência entre ambientalistas, saudosistas, surfistas e pessoas que defendem que o dinheiro seja aplicado em saúde, sem raciocinar que Balneário Camboriú já investe nessa área, todo o ano, mais de duas vezes o que está previsto para o alargamento.

Sem a economia forte, não haverá dinheiro para a prefeitura investir em saúde, educação ou segurança. É uma análise simples, porém verdadeira, numa cidade que precisa crescer sua participação no mercado do turismo.

Os últimos números disponíveis mostram que entre 2014 e 2017 o PIB per capita de Balneário Camboriú estagnou; e desde 2008 a cidade perde espaço para outros destinos de turistas nacionais e internacionais.

VALORIZAÇÃO DOS IMÓVEIS

Em dezembro passado, o Página 3 estimou em cerca de R$ 35 bilhões o valor de mercado dos mais de 127 mil imóveis existentes na cidade e se alargamento valorizasse essas propriedades em apenas 1%, a cidade teria retorno de 3,5 vezes o que investiu.

É a chamada mais-valia, a valorização imobiliária decorrente de obras ou outros eventos que, no caso do alargamento da praia central, alguns estimam em até 20%, o que daria a soma extraordinária de R$ 7 bilhões.

O secretário do Planejamento e ex-prefeito em duas ocasiões, Rubens Spernau, que há mais de 20 anos luta para concretizar o alargamento, comentou que na pandemia, com a praia interditada, seria um bom momento para executar a obra, mas isso ainda não é possível devido aos trâmites legais.

Ele defende o alargamento para revigorar a principal atração de Balneário Camboriú e criar caminhos de retomada econômica pós-pandemia, juntamente com o centro de eventos e outras iniciativas que tragam pessoas à cidade.


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Página 3
Ivan Rupp.

É improvável que alargamento da praia de Balneário Camboriú aconteça neste ano

Concorrência da obra que trará expressiva valorização imobiliária está sendo retomada após 60 dias de paralisação

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Segunda, 10/8/2020 17:21.

(Waldemar Cezar Neto) - A prefeitura de Balneário Camboriú pretende retomar nesta terça-feira (11), após 60 dias de paralisação, a concorrência para alargamento da praia central, orçada em até R$ 85 milhões que está atrasada por causa da pandemia e de impugnações entre concorrentes.

A concorrência, em diligências administrativas desde 30 de junho, ainda está na fase de habilitação, sendo impossível prever quando acontecerá a abertura das propostas de preço, pois os quatro consórcios (Boskalis-Enterpa; Rohde Nielsen-Planaterra; DTA - Jan de Nul - Baltt e Dragabrás-Ster) que disputam a obra, tentam eliminar os concorrentes na fase documental.

Em obras desse porte não é incomum as impugnações acabarem no judiciário o que prolongaria mais ainda um desfecho, faltando apenas quatro meses e meio para terminar o governo.

É improvável que o alargamento aconteça neste ano porque a concorrência, após conhecido o vencedor, voltará ao Tribunal de Contas do Estado onde está sob análise.

Além disso -e principalmente- a obra não tem a Licença Ambiental de Instalação (LAI), documento emitido pelo famigerado Instituto do Meio Ambiente e que é indispensável para a execução.

MOTIVO ECONÔMICO

A maioria das lideranças políticas e empresariais, aponta o alargamento da praia central como um vigoroso e vital impulso para a economia da cidade que se tornou ainda mais necessário devido ao efeito arrasa-quarteirão da pandemia sobre o turismo e atividades ligadas a ele.

Há alguns focos de resistência entre ambientalistas, saudosistas, surfistas e pessoas que defendem que o dinheiro seja aplicado em saúde, sem raciocinar que Balneário Camboriú já investe nessa área, todo o ano, mais de duas vezes o que está previsto para o alargamento.

Sem a economia forte, não haverá dinheiro para a prefeitura investir em saúde, educação ou segurança. É uma análise simples, porém verdadeira, numa cidade que precisa crescer sua participação no mercado do turismo.

Os últimos números disponíveis mostram que entre 2014 e 2017 o PIB per capita de Balneário Camboriú estagnou; e desde 2008 a cidade perde espaço para outros destinos de turistas nacionais e internacionais.

VALORIZAÇÃO DOS IMÓVEIS

Em dezembro passado, o Página 3 estimou em cerca de R$ 35 bilhões o valor de mercado dos mais de 127 mil imóveis existentes na cidade e se alargamento valorizasse essas propriedades em apenas 1%, a cidade teria retorno de 3,5 vezes o que investiu.

É a chamada mais-valia, a valorização imobiliária decorrente de obras ou outros eventos que, no caso do alargamento da praia central, alguns estimam em até 20%, o que daria a soma extraordinária de R$ 7 bilhões.

O secretário do Planejamento e ex-prefeito em duas ocasiões, Rubens Spernau, que há mais de 20 anos luta para concretizar o alargamento, comentou que na pandemia, com a praia interditada, seria um bom momento para executar a obra, mas isso ainda não é possível devido aos trâmites legais.

Ele defende o alargamento para revigorar a principal atração de Balneário Camboriú e criar caminhos de retomada econômica pós-pandemia, juntamente com o centro de eventos e outras iniciativas que tragam pessoas à cidade.


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