Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Lançado credenciamento de artistas, comunidade pode ajudar com alimentos e materiais de limpeza

Segunda, 27/4/2020 17:36.
Divulgacao/PMBC
Vereador Patrick Machado, Dagma Castro, prefeito Fabrício Olveira, Denize Leite, Bia Mattar, João Alexandre e Marilene

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O Conselho Municipal de Política Cultural de Balneário Camboriú e a Fundação Cultural da cidade acabam de lançar um formulário para credenciar artistas quanto suas necessidades em tempo de pandemia do Coronavírus. Em paralelo a isto, a comunidade pode ajudar doando alimentos, produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza. Somente no site da Fundação Cultural, há quatro mil artistas cadastrados.

Credenciamento

A presidente do Conselho da Cultura, Dagma Castro, explica que os artistas vêm sentindo a necessidade de unir a classe, e acabaram criando um grupo no WhatsApp.

“O objetivo é dialogar e buscar formas de ajudar o coletivo, com ações imediatas. Com base nisso, criamos um formulário para diagnosticar quem são os ‘pares’ da cultura e qual auxílio precisam. A Fundação também estava desenvolvendo um questionário, e então resolvemos unir as duas ações, buscando alcançar o máximo possível da classe artística”, diz.

Dagma lembra que há algumas perguntas que o governo precisa diagnosticar, mas que nada disto será divulgado (somente em anônimo), e que é necessário conhecer os artistas e também seus grupos familiares.

“E também queremos saber o que deixou de girar na cidade por conta da pandemia. Somos uma classe assim como o turismo e construção civil, geramos recursos, pagamos nossos aluguéis, fazemos compras. Somos uma economia importante”, acrescenta.

Os artistas devem se credenciar através deste link: clique aqui

Mercadinho da Cultura

Com base no credenciamento será apurado o que a classe precisa. E o Conselho e um grupo de artistas voluntários lançarão a campanha ‘Quem tem, põe, quem não tem, tira’, que envolve buscar ações para auxiliar os artistas de Balneário Camboriú. A principal ação é o Mercadinho da Cultura, onde a comunidade poderá doar alimentos, materiais de limpeza e produtos de higiene pessoal; e os artistas poderão retirar aquilo que precisam.

“Buscamos arrecadar (quem tem, põe) e distribuir esse valor (quem não tem, tira). O Jô Soares tinha um personagem que citava isso. Todo mundo pode ajudar. Até sexta-feira (1º) queremos ter os primeiros dados do formulário e já a partir desta terça-feira (28) queremos começar a arrecadar os alimentos e demais materiais, para na próxima segunda (4) já começarmos a distribuir”, salienta.

A ideia do Conselho é que o Mercadinho seja montado nos fundos do Teatro Bruno Nitz, e estão aguardando o retorno da Fundação para saber se o local pode ser liberado para a ação. Dagma acrescenta que quem quiser atuar como voluntário também é bem-vindo.

“Vamos atuar dentro das normas da OMS, pensamos em dar a liberdade para os artistas escolherem aquilo que consomem e suprir a real necessidade deles. Também esperamos doação de produtos para as crianças, como bolacha, leite, etc.”, afirma.

Apoio econômico

A presidente salienta que os artistas também precisam de apoio econômico. Está sendo ‘desenhado’ um financiamento coletivo, onde haverá também disponível para compra produtos dos próprios artistas da cidade, como artesanatos, fotografias, etc. Há ainda o plano de, através do Fundo Municipal de Cultura, abrir um edital emergencial de compartilhamento online de produtos, como lives, cursos e workshops – tudo através da internet.

“É exatamente neste momento onde estamos contando com a cultura para nos entretermos neste isolamento necessário, estamos vendo filmes e lives, lendo livres, também temos que olhar para essa categoria com juízo de valor. São os trabalhadores da cultura que estão oferecendo conforto e entretenimento. Não podemos esperar que os artistas sempre estejam voluntários. Somos um classe econômica importante”, destaca.

“A pandemia não impede a execução da LIC”

Outra pendência é a LIC (Lei de Incentivo a Cultura), onde foram selecionados 32 projetos. O Conselho se reuniu na última semana com o prefeito Fabrício Oliveira, onde, segundo Dagma, ‘explicaram longamente’ a importância dos contratos serem assinados com urgência.

“O recurso está lá, precisa ter celeridade. A LIC precisa ser liberada logo. Através desses 32 projetos alcançamos uma cadeia produtiva de pelo menos 350 artistas, é extremamente necessário. Não acontecerá contato com o público neste momento, agora os projetos podem ser organizados. A pandemia não impede a execução da LIC. O prefeito disse que esse recurso está preservado, mas até agora nada aconteceu. Ele nos ouviu e nos deu a garantia, queremos continuar acreditando na palavra dele”, completa.


Legenda foto:Da esquerda para a direita, vereador Patrick Machado (que ajudou com a agenda com prefeito), Dagma Castro - presidente Conselho da Cultura, prefeito Fabrício Olveira, Denize Leite - presidente da Fundação Cultural, Bia Mattar - está na Comissão de Acompanhamento do Edital da LIC indicada pelo Conselho, João Alexandre Conselheiro da Cultura pelo Artesanato e Marilene, da Casa dos Conselhos



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Página 3
Divulgacao/PMBC
Vereador Patrick Machado, Dagma Castro, prefeito Fabrício Olveira, Denize Leite, Bia Mattar, João Alexandre e Marilene
Vereador Patrick Machado, Dagma Castro, prefeito Fabrício Olveira, Denize Leite, Bia Mattar, João Alexandre e Marilene

Lançado credenciamento de artistas, comunidade pode ajudar com alimentos e materiais de limpeza

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Segunda, 27/4/2020 17:36.

O Conselho Municipal de Política Cultural de Balneário Camboriú e a Fundação Cultural da cidade acabam de lançar um formulário para credenciar artistas quanto suas necessidades em tempo de pandemia do Coronavírus. Em paralelo a isto, a comunidade pode ajudar doando alimentos, produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza. Somente no site da Fundação Cultural, há quatro mil artistas cadastrados.

Credenciamento

A presidente do Conselho da Cultura, Dagma Castro, explica que os artistas vêm sentindo a necessidade de unir a classe, e acabaram criando um grupo no WhatsApp.

“O objetivo é dialogar e buscar formas de ajudar o coletivo, com ações imediatas. Com base nisso, criamos um formulário para diagnosticar quem são os ‘pares’ da cultura e qual auxílio precisam. A Fundação também estava desenvolvendo um questionário, e então resolvemos unir as duas ações, buscando alcançar o máximo possível da classe artística”, diz.

Dagma lembra que há algumas perguntas que o governo precisa diagnosticar, mas que nada disto será divulgado (somente em anônimo), e que é necessário conhecer os artistas e também seus grupos familiares.

“E também queremos saber o que deixou de girar na cidade por conta da pandemia. Somos uma classe assim como o turismo e construção civil, geramos recursos, pagamos nossos aluguéis, fazemos compras. Somos uma economia importante”, acrescenta.

Os artistas devem se credenciar através deste link: clique aqui

Mercadinho da Cultura

Com base no credenciamento será apurado o que a classe precisa. E o Conselho e um grupo de artistas voluntários lançarão a campanha ‘Quem tem, põe, quem não tem, tira’, que envolve buscar ações para auxiliar os artistas de Balneário Camboriú. A principal ação é o Mercadinho da Cultura, onde a comunidade poderá doar alimentos, materiais de limpeza e produtos de higiene pessoal; e os artistas poderão retirar aquilo que precisam.

“Buscamos arrecadar (quem tem, põe) e distribuir esse valor (quem não tem, tira). O Jô Soares tinha um personagem que citava isso. Todo mundo pode ajudar. Até sexta-feira (1º) queremos ter os primeiros dados do formulário e já a partir desta terça-feira (28) queremos começar a arrecadar os alimentos e demais materiais, para na próxima segunda (4) já começarmos a distribuir”, salienta.

A ideia do Conselho é que o Mercadinho seja montado nos fundos do Teatro Bruno Nitz, e estão aguardando o retorno da Fundação para saber se o local pode ser liberado para a ação. Dagma acrescenta que quem quiser atuar como voluntário também é bem-vindo.

“Vamos atuar dentro das normas da OMS, pensamos em dar a liberdade para os artistas escolherem aquilo que consomem e suprir a real necessidade deles. Também esperamos doação de produtos para as crianças, como bolacha, leite, etc.”, afirma.

Apoio econômico

A presidente salienta que os artistas também precisam de apoio econômico. Está sendo ‘desenhado’ um financiamento coletivo, onde haverá também disponível para compra produtos dos próprios artistas da cidade, como artesanatos, fotografias, etc. Há ainda o plano de, através do Fundo Municipal de Cultura, abrir um edital emergencial de compartilhamento online de produtos, como lives, cursos e workshops – tudo através da internet.

“É exatamente neste momento onde estamos contando com a cultura para nos entretermos neste isolamento necessário, estamos vendo filmes e lives, lendo livres, também temos que olhar para essa categoria com juízo de valor. São os trabalhadores da cultura que estão oferecendo conforto e entretenimento. Não podemos esperar que os artistas sempre estejam voluntários. Somos um classe econômica importante”, destaca.

“A pandemia não impede a execução da LIC”

Outra pendência é a LIC (Lei de Incentivo a Cultura), onde foram selecionados 32 projetos. O Conselho se reuniu na última semana com o prefeito Fabrício Oliveira, onde, segundo Dagma, ‘explicaram longamente’ a importância dos contratos serem assinados com urgência.

“O recurso está lá, precisa ter celeridade. A LIC precisa ser liberada logo. Através desses 32 projetos alcançamos uma cadeia produtiva de pelo menos 350 artistas, é extremamente necessário. Não acontecerá contato com o público neste momento, agora os projetos podem ser organizados. A pandemia não impede a execução da LIC. O prefeito disse que esse recurso está preservado, mas até agora nada aconteceu. Ele nos ouviu e nos deu a garantia, queremos continuar acreditando na palavra dele”, completa.


Legenda foto:Da esquerda para a direita, vereador Patrick Machado (que ajudou com a agenda com prefeito), Dagma Castro - presidente Conselho da Cultura, prefeito Fabrício Olveira, Denize Leite - presidente da Fundação Cultural, Bia Mattar - está na Comissão de Acompanhamento do Edital da LIC indicada pelo Conselho, João Alexandre Conselheiro da Cultura pelo Artesanato e Marilene, da Casa dos Conselhos



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