Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Balneário Camboriú terá cremação social a partir da próxima semana

 É a primeira cidade catarinense a ofertar esse serviço gratuito

Quarta, 25/9/2019 7:14.
Divulgação
O Crematório Athenas fica na rua Professora Erotides da Silva Fontes, 1.200, sala B, no Bairro São Vicente, em Itajaí

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A partir de segunda-feira (30) Balneário Camboriú ofertará aos moradores de baixa renda um programa de cremação social, em parceria com o Crematório Athenas, de Itajaí. Famílias que recebem até três salários mínimos poderão usufruir da cremação. O pedido já era antigo e agora é realidade na cidade, que é a primeira de Santa Catarina a contar com esse serviço gratuito para a comunidade carente.

Ideia é antiga: desde 2013

O vereador Arlindo Cruz citou a parceria na sessão legislativa de ontem (24). Ele foi um grande defensor da criação do convênio da prefeitura com algum crematório da região. Ao Página 3, ele conta que desde 2013 apresenta ao governo municipal a ideia, reforçando o quanto é necessário que a população carente tenha essa opção.

“Construir um crematório municipal seria muito mais caro, e eu sugeri que a prefeitura fizesse essa parceria. O prefeito Fabrício me ouviu e agora isso finalmente vai ser realidade na nossa cidade. É um modelo simples. A família ficará responsável pelo velório, que pode ser feito em casa, na capela mortuária ou em igreja, e na hora do cortejo ao invés de ir para o cemitério vai para o Crematório Athenas”, diz.

Arlindo relembra a situação crítica do cemitério de Balneário, que já está superlotado, assim como o da cidade vizinha Camboriú, citando que não há espaço para fazer outro cemitério na região.

“A cremação é uma boa opção e agora quem quiser e não podia pagar, tem essa opção gratuita. Muitas pessoas optavam por sepultamento porque era caro cremar, custa em torno de R$ 4 mil a cerimônia completa com velório e R$ 1,8 mil só a cremação. E agora com essa parceria R$ 970 a cremação e a prefeitura paga. Para o município não é caro e é mais um serviço que vamos oferecer para a comunidade”, completa.


Precisou regulamentar

A diretora do Patrimônio da prefeitura Claudineia (Zezé) da Costa Wolff, explica que recebiam vários pedidos da comunidade e que o vereador Arlindo indicou a ideia do convênio. Em julho a prefeitura lançou o decreto 9474, pois havia uma lei de 1964 com artigo que citava que o município tinha o direito de oferecer cremação aos moradores, mas não havia uma regulamentação para tal.

“Fizemos o decreto para regulamentar como seria oferecida a cremação e quem teria direito. O processo licitatório começou, solicitamos orçamento com quatro empresas próximas, uma de Balneário, outra de Itajaí, de Palhoça e Joinville, mas da reunião participaram somente duas, o Crematório Vaticano de Balneário e o Athenas, de Itajaí. O Athenas venceu porque deu o menor preço, por R$ 970 cada cremação”, salienta.

Quem poderá usufruir da cremação social são as famílias de baixa renda, com renda de até três salários mínimos. Zezé afirma que para o município esse programa tende a ser ‘muito bom’, porque a cremação é mais ecológica do que o sepultamento, envolvendo ainda a questão da falta de espaço que o cemitério municipal enfrenta.

“Os assistentes sociais vão avaliar a situação das famílias, amanhã (26) às 16h teremos uma reunião na prefeitura com os assistentes, funerárias, coordenação do cemitério, diretoria do hospital e com o crematório para alinhar como tudo deve funcionar, porque o processo precisa ser rápido”, diz.

Em caso de sepultamento, a certidão de óbito só precisa ser assinada por um médico, já na cremação são necessárias duas assinaturas.

“O processo é burocrático e por isso precisa estar bem alinhado com todos os envolvidos, principalmente para não gerar problemas para as famílias, que já enfrentam um processo complicado com o luto”, acrescenta.
O velório poderá ser feito na capela mortuária do cemitério, e inclusive a prefeitura conta com o programa funeral social, onde as famílias ganham o caixão e sepultamento, sem nenhum custo. Esse serviço poderá ser usufruído também por quem optar pela cremação.

“Na próxima semana já estará valendo o programa. Somos a primeira cidade de Santa Catarina a oferecer algo assim, sendo mais uma opção para a nossa população. Após 10 dias a família recebe a urna com a identificação do ente querido e as cinzas”, finaliza. 


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Página 3
Divulgação
O Crematório Athenas fica na rua Professora Erotides da Silva Fontes, 1.200, sala B, no Bairro São Vicente, em Itajaí
O Crematório Athenas fica na rua Professora Erotides da Silva Fontes, 1.200, sala B, no Bairro São Vicente, em Itajaí

Balneário Camboriú terá cremação social a partir da próxima semana

 É a primeira cidade catarinense a ofertar esse serviço gratuito

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Quarta, 25/9/2019 7:14.

A partir de segunda-feira (30) Balneário Camboriú ofertará aos moradores de baixa renda um programa de cremação social, em parceria com o Crematório Athenas, de Itajaí. Famílias que recebem até três salários mínimos poderão usufruir da cremação. O pedido já era antigo e agora é realidade na cidade, que é a primeira de Santa Catarina a contar com esse serviço gratuito para a comunidade carente.

Ideia é antiga: desde 2013

O vereador Arlindo Cruz citou a parceria na sessão legislativa de ontem (24). Ele foi um grande defensor da criação do convênio da prefeitura com algum crematório da região. Ao Página 3, ele conta que desde 2013 apresenta ao governo municipal a ideia, reforçando o quanto é necessário que a população carente tenha essa opção.

“Construir um crematório municipal seria muito mais caro, e eu sugeri que a prefeitura fizesse essa parceria. O prefeito Fabrício me ouviu e agora isso finalmente vai ser realidade na nossa cidade. É um modelo simples. A família ficará responsável pelo velório, que pode ser feito em casa, na capela mortuária ou em igreja, e na hora do cortejo ao invés de ir para o cemitério vai para o Crematório Athenas”, diz.

Arlindo relembra a situação crítica do cemitério de Balneário, que já está superlotado, assim como o da cidade vizinha Camboriú, citando que não há espaço para fazer outro cemitério na região.

“A cremação é uma boa opção e agora quem quiser e não podia pagar, tem essa opção gratuita. Muitas pessoas optavam por sepultamento porque era caro cremar, custa em torno de R$ 4 mil a cerimônia completa com velório e R$ 1,8 mil só a cremação. E agora com essa parceria R$ 970 a cremação e a prefeitura paga. Para o município não é caro e é mais um serviço que vamos oferecer para a comunidade”, completa.


Precisou regulamentar

A diretora do Patrimônio da prefeitura Claudineia (Zezé) da Costa Wolff, explica que recebiam vários pedidos da comunidade e que o vereador Arlindo indicou a ideia do convênio. Em julho a prefeitura lançou o decreto 9474, pois havia uma lei de 1964 com artigo que citava que o município tinha o direito de oferecer cremação aos moradores, mas não havia uma regulamentação para tal.

“Fizemos o decreto para regulamentar como seria oferecida a cremação e quem teria direito. O processo licitatório começou, solicitamos orçamento com quatro empresas próximas, uma de Balneário, outra de Itajaí, de Palhoça e Joinville, mas da reunião participaram somente duas, o Crematório Vaticano de Balneário e o Athenas, de Itajaí. O Athenas venceu porque deu o menor preço, por R$ 970 cada cremação”, salienta.

Quem poderá usufruir da cremação social são as famílias de baixa renda, com renda de até três salários mínimos. Zezé afirma que para o município esse programa tende a ser ‘muito bom’, porque a cremação é mais ecológica do que o sepultamento, envolvendo ainda a questão da falta de espaço que o cemitério municipal enfrenta.

“Os assistentes sociais vão avaliar a situação das famílias, amanhã (26) às 16h teremos uma reunião na prefeitura com os assistentes, funerárias, coordenação do cemitério, diretoria do hospital e com o crematório para alinhar como tudo deve funcionar, porque o processo precisa ser rápido”, diz.

Em caso de sepultamento, a certidão de óbito só precisa ser assinada por um médico, já na cremação são necessárias duas assinaturas.

“O processo é burocrático e por isso precisa estar bem alinhado com todos os envolvidos, principalmente para não gerar problemas para as famílias, que já enfrentam um processo complicado com o luto”, acrescenta.
O velório poderá ser feito na capela mortuária do cemitério, e inclusive a prefeitura conta com o programa funeral social, onde as famílias ganham o caixão e sepultamento, sem nenhum custo. Esse serviço poderá ser usufruído também por quem optar pela cremação.

“Na próxima semana já estará valendo o programa. Somos a primeira cidade de Santa Catarina a oferecer algo assim, sendo mais uma opção para a nossa população. Após 10 dias a família recebe a urna com a identificação do ente querido e as cinzas”, finaliza. 


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