Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Motoristas de aplicativos, táxis e Praiana debatem hoje acessibilidade em Balneário Camboriú

Susana, atleta da seleção brasileira, sofreu constrangimento domingo

Quinta, 19/9/2019 12:53.
Divulgação/ICED
Susana, atleta da seleção brasileira, sofreu constrangimento domingo

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A atleta de handebol em cadeira de rodas Susana Cristina da Silva, 34 anos, passou por uma situação complicada na manhã do último domingo. Ela, que vai representar o Brasil no Parapan-Americano, foi constrangida por um motorista do aplicativo Uber que se negou a levá-la para o treino, na Escola Higino Pio, no Bairro das Nações, porque a cadeira de rodas dela ‘poderia riscar o carro’.

A situação gerou polêmica e um debate entre motoristas de aplicativos, táxis e a Viação Praiana acontece hoje no Instituto Catarinense de Esportes para Deficientes, que fica na Rua Paraguai, nº 440, no Bairro das Nações.

A treinadora de Susana é a também paratleta Gevelyn Almeida, que conta que a sua aluna já estava dentro do carro quando o homem percebeu que não conseguiria ‘ajeitar’ a cadeira de rodas e pediu que ela descesse do veículo.

“Ela ficou totalmente abalada, feriu a questão dela de dignidade, porque já estava dentro do carro. Pessoas viram a cena e apoiaram ela. Ela chegou chorando no treino, foi bem complicado”, conta.

Gevelyn é também presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência de Balneário Camboriú e hoje (19) à tarde vão se reunir para decidir o que vão fazer a respeito do caso. Susana já registrou um boletim de ocorrência e acionou a Uber.

“Vamos emitir uma nota de repúdio pelo Conselho e vamos tomar algumas providências, caso a atleta queira. Ontem (18) ela esteve na Promotoria, depôs a respeito, fez o boletim de ocorrência e entrou em contato com o aplicativo. Tudo isso gerou o debate que vai acontecer hoje à noite. É a nossa forma de sensibilizar os motoristas a respeito do transporte da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. Queremos instrui-los da melhor forma, auxiliando no processo de entendimento”, diz.

A treinadora lembra que infelizmente situações como a de Susana são comuns, e que por isso o debate é tão importante. “Talvez se o motorista tivesse sido mais sensível isso tudo não teria acontecido. A comunidade dos motoristas de aplicativo é uma das que mais cresce, se conseguirmos fazer com que eles entendam das nossas dificuldades e não coloquem como empecilho, entendendo que podemos superar as dificuldades numa conversa, no ‘como fazer’, já ficaremos muito felizes. Usaremos dessa situação ruim que aconteceu para tirar algo de proveitoso, que é essa reunião. Esperamos que seja bom para ambas as partes”, completa.

O presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos da Foz do Rio Itajaí (AMAFRI (), Felipe Mafra, estará presente no momento e explica que o objetivo é entender como melhor atender as pessoas com deficiência.

“Eles utilizam o transporte por aplicativo e também o público, e muitas vezes os motoristas não sabem como auxiliá-los, como a desmontar uma cadeira de roda. É justamente isso que vamos debater. Será uma roda de conversa”, comenta.


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Página 3
Divulgação/ICED
Susana, atleta da seleção brasileira, sofreu constrangimento domingo
Susana, atleta da seleção brasileira, sofreu constrangimento domingo

Motoristas de aplicativos, táxis e Praiana debatem hoje acessibilidade em Balneário Camboriú

Susana, atleta da seleção brasileira, sofreu constrangimento domingo

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Quinta, 19/9/2019 12:53.

A atleta de handebol em cadeira de rodas Susana Cristina da Silva, 34 anos, passou por uma situação complicada na manhã do último domingo. Ela, que vai representar o Brasil no Parapan-Americano, foi constrangida por um motorista do aplicativo Uber que se negou a levá-la para o treino, na Escola Higino Pio, no Bairro das Nações, porque a cadeira de rodas dela ‘poderia riscar o carro’.

A situação gerou polêmica e um debate entre motoristas de aplicativos, táxis e a Viação Praiana acontece hoje no Instituto Catarinense de Esportes para Deficientes, que fica na Rua Paraguai, nº 440, no Bairro das Nações.

A treinadora de Susana é a também paratleta Gevelyn Almeida, que conta que a sua aluna já estava dentro do carro quando o homem percebeu que não conseguiria ‘ajeitar’ a cadeira de rodas e pediu que ela descesse do veículo.

“Ela ficou totalmente abalada, feriu a questão dela de dignidade, porque já estava dentro do carro. Pessoas viram a cena e apoiaram ela. Ela chegou chorando no treino, foi bem complicado”, conta.

Gevelyn é também presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência de Balneário Camboriú e hoje (19) à tarde vão se reunir para decidir o que vão fazer a respeito do caso. Susana já registrou um boletim de ocorrência e acionou a Uber.

“Vamos emitir uma nota de repúdio pelo Conselho e vamos tomar algumas providências, caso a atleta queira. Ontem (18) ela esteve na Promotoria, depôs a respeito, fez o boletim de ocorrência e entrou em contato com o aplicativo. Tudo isso gerou o debate que vai acontecer hoje à noite. É a nossa forma de sensibilizar os motoristas a respeito do transporte da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. Queremos instrui-los da melhor forma, auxiliando no processo de entendimento”, diz.

A treinadora lembra que infelizmente situações como a de Susana são comuns, e que por isso o debate é tão importante. “Talvez se o motorista tivesse sido mais sensível isso tudo não teria acontecido. A comunidade dos motoristas de aplicativo é uma das que mais cresce, se conseguirmos fazer com que eles entendam das nossas dificuldades e não coloquem como empecilho, entendendo que podemos superar as dificuldades numa conversa, no ‘como fazer’, já ficaremos muito felizes. Usaremos dessa situação ruim que aconteceu para tirar algo de proveitoso, que é essa reunião. Esperamos que seja bom para ambas as partes”, completa.

O presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos da Foz do Rio Itajaí (AMAFRI (), Felipe Mafra, estará presente no momento e explica que o objetivo é entender como melhor atender as pessoas com deficiência.

“Eles utilizam o transporte por aplicativo e também o público, e muitas vezes os motoristas não sabem como auxiliá-los, como a desmontar uma cadeira de roda. É justamente isso que vamos debater. Será uma roda de conversa”, comenta.


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