Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
"Eu pergunto a Deus porque esse contrato venceu em minha gestão", diz David Queiroz

Secretario de Segurança e vereadores discutiram a reativação dos radares em Balneário Camboriú programada para dezembro

Quarta, 6/11/2019 18:09.
Divulgação
O secretário da Segurança David Queiroz

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A volta dos radares, que deve acontecer em dezembro, com a reativação de 26 e instalação de mais cinco, gerou debate na noite de ontem (5) na Câmara de Vereadores. O secretário de Segurança David Queiroz fez o uso da tribuna livre e respondeu questionamentos dos vereadores e opinou sobre a situação, inclusive lamentando que o contrato acabou justamente em sua gestão e que se isso não tivesse acontecido o assunto não estaria sendo discutido agora.

David iniciou sua fala citando a ‘revolução dromológica’, opinando que a sociedade vive a ‘década de velocidade’, com as redes sociais e troca rápida de informações, mas citando que ‘muito falam, mas não sabem realmente sobre o conteúdo’. O secretário chamou a atenção dos próprios vereadores e de quem estava no plenário assistindo a sessão, comentando que muitos não estavam o ouvindo e sim focando no celular.

“Poucos escutam e refletem sobre o que é dito pelas pessoas. Muita gente quer falar e pouca gente quer ouvir e entender. No WhatsApp vemos isso, com os grupos que disseminam ódio e informações equivocadas. A velocidade do conteúdo e do pensamento instantâneo reflete no fato de que muitos não sabem de verdade sobre a situação dos radares e espalham fake news, outro grande problema que estamos enfrentando”, explicou.

Segundo o secretário, não haverá mudança nos controladores de velocidade comparando com a gestão passada, e que os radares foram retirados por ‘problemas contratuais’. Ele disse que foram reinstalados os mesmos 26 que funcionavam antes e que colocaram mais cinco.

ACIDENTES TRIPLICARAM

“É com a mesma velocidade de antes (40 e 50km/h), por isso que ainda há placas e pinturas sinalizando. Estamos voltando com os radares com base em números e estatísticas das polícias Civil e Militar. Entre março e dezembro do ano passado houve 340 acidentes com vítima e 850 sem vítimas, já nesse ano de 340 foi para 1.082, mais do que triplicou, e sem vítimas passou de dois mil. Ou seja, houve um aumento significativo de acidentes com a retirada dos controladores de velocidade, e isso refletiu também nos hospitais. Por 41 dias a UTI do Ruth Cardoso esteve cheia, com quase 350 internações em razão de acidentes de veículos. Mesmo mantendo os radares que já existiam está havendo uma avalanche de informações falaciosas que não condizem com a realidade”, afirmou.

David relembrou diversas vezes, citando que o Código de Trânsito prevê que os radares são a melhor opção, falando também sobre a ‘indústria da multa’ – uma inverdade, segundo ele, já que não podem usar ‘nenhum centavo da verba proveniente das multas se não no próprio trânsito’.

“Buscamos a segurança, para evitar que mais vítimas do trânsito cheguem ao hospital, não queremos que mais pessoas sejam atropeladas. Inclusive tive acesso à um estudo que demonstrou que um veículo a 50km/h que atropelar uma pessoa tem 70% de chance de matá-la, e um a 40km/h reduz para 15%. É um número muito significativo. Fora que a vantagem de tempo é que quem está a 50km/h vai chegar apenas 18 segundos de quem está a 40km/h”, explicou.

O secretário também opinou sobre as lombadas, falando que recebeu ‘mais de 200 pedidos’ sobre o assunto, e disse que cada uma custa R$ 14 mil e que prejudicam a fluidez do trânsito, e que o Código de Trânsito não permite colocar ‘lombadas indiscriminadamente’ pela cidade, falando que inclusive foi por isso que retiraram algumas das travessias elevadas da cidade.

“O radar é a melhor opção. Conquistamos o título de cidade mais segura do Brasil e queremos mantê-lo e para isso precisamos diminuir o número de acidentes de trânsito. Não foi uma escolha aleatória, fizemos um estudo técnico de mais de 100 páginas, que posso mandar e apresentar para quem quiser saber sobre”, completou.

PÉSSIMOS CONDUTORES

Valdir de Andrade, presidente do Conselho Municipal de Segurança de Balneário Camboriú, também esteve presente e opinou que os radares se fazem necessários exatamente porque ‘somos péssimos condutores de veículos’, exaltando que os números demonstram isso.

“É matemático, é numérico. Não é Balneário Camboriú que está dizendo, é o Detran (Departamento de Trânsito) de Santa Catarina. A velocidade estimada é entre 40 e 50km/h”, disse. Valdir citou a questão dos motoboys, que se uniram e manifestaram-se contra os radares.

“Eles cortam, fazem suas atividades com escapamento aberto, mas não precisam disso, podem trabalhar sem correr e sem cortar pela direita ou pela esquerda. Se não vai pelo amor vai pela dor, se paga pelo bolso. Quem sabe daqui cinco ou 10 anos não vamos precisar de tantos radares, tendo uma sociedade mais educada e com mais consciência de trânsito. Os radares não vão ser armadilhas e sim amplamente sinalizados”, comentou.

Vereadores fizeram questionamentos e o secretário de Segurança respondeu. Acompanhe:

Marcelo Achutti -“O que faltou foi o governo comunicar, levar dados para a comunidade. A casa do povo desconhece os dados técnicos apresentados no Tribunal de Contas de Santa Catarina, deveria ser algo público, para demonstrar ao público se há ou não necessidade de instalar 32 radares (Achutti citou que a prefeitura divulgou esse número, mas David corrigiu dizendo que foi um erro na ‘ânsia’ de publicar a notícia). Pra que tirar as travessias elevadas? Vossa excelência não vai receber uma improbidade administrativa por retirá-las. Temos que parar e pensar, o governo passado passou, é um novo mandato. Somos contrários à implantação sem justificar para a comunidade de Balneário Camboriú. Apresente para a sociedade a real necessidade de implementar os radares. Vejo que em frente ao Ruth, ao posto da 1.500 ok, mas na Avenida Brasil não vai adiantar, o que adianta lá é travessia elevada, que se passar rápido deixa o motor do carro. A sociedade tem que saber. Que campanha educativa foi feita com a arrecadação dos radares? Praticamente nada”.

David Queiroz disse que não sabe o que foi feito nos últimos 10 anos, mas que nos últimos sete meses fizeram três campanhas no trânsito, com vídeos, outdoors e até teatro na rua.

“As campanhas vêm sendo feitas, mas é muito difícil porque somos uma cidade turística. Educar um veranista que vem do Mato Grosso do Sul é complicado, a educação tem que ser no Brasil inteiro, não é suficiente fazer só em Balneário Camboriú, mas estamos fazendo a nossa parte colocando os radares”, respondeu.

Patrick Machado – “A população vem cobrando muito por que estão colocando radares e não lombadas eletrônicas? Qual a diferença entre valores e por que não as lombadas? Acredito que seja fake news, mas também soube que vai ter avenidas com duas velocidades (40 e 50km/h), conforme ‘a vontade’ da prefeitura’. Outra questão que levantam muito é de onde saíram as informações (dados para colocares os radares”.

O secretário de Segurança informou que fundamentaram os estudos conforme o sistema das polícias Militar e Civil, e que os números são muito próximos da realidade, já que é ‘praticamente zero’ os que não são registrados.

“Sobre a velocidade, é mentira. É muito triste ver que as fake news estão sendo disseminadas dessa forma. A lombada eletrônica teria um valor muito mais alto, não teríamos como pagar por elas. Eu pergunto a Deus porque esse contrato venceu em minha gestão, porque senão teria continuado, e estou tendo que lidar com esse ‘presente de grego’. Tiramos as travessias elevadas porque espalharam elas pela cidade de forma errada, não podemos colocar aleatoriamente como estavam. Estamos adequando Balneário Camboriú nas normas federais. Queremos uma cidade melhor e educar os motoristas”, acrescentou.

Leonardo Piruka - O vereador pediu para que o secretário David apresente o estudo, o que foi prometido que acontecerá na Câmara de Vereadores (a data não foi informada). Ele também acredita que as travessias elevadas ‘acalmaram’ o trânsito da cidade.

Nilson Probst – “As lombadas não estavam dentro da Legislação, mas ninguém seria penalizado por elas. Dava muito acidente na Atlântica, e elas reduziram em 90%. Não vejo como alguém pode ser prejudicado com as lombadas. A Emasa retirou R$ 50 milhões que foram para o cofre da prefeitura e também não podia acontecer, quem garante que o mesmo não vai acontecer com o dinheiro das multas? Cada lombada custa R$ 10 mil, foram retiradas umas oito, é um valor bastante considerável. Sou contra a retirada, mas não sou contra os radares. Sou à favor do controle das ruas”.

Aldemar Pereira ‘Bola’ aproveitou sua fala para responder David que estava usando o celular porque recebe perguntas do público que escutam a sessão pela rádio ou pela TV/online. “Ontem (segunda-feira, 4) 82 motoboys vieram até a Câmara representando mais de duas mil pessoas. Eles vão se reunir com o prefeito Fabrício Oliveira e com o secretário (David), eles são contra os radares porque precisam trabalhar. As pessoas atravessam a Terceira e Quarta Avenida onde não tem sinalização e faixa, andam de bicicleta fora das ciclovias e isso também causa acidentes. Moradores do Bairro Vila Real pedem há tempos para colocar um semáforo na esquina da Dom Diniz com a Via Gastronômica, Balneário Camboriú tem dinheiro e mesmo assim não colocam. Há ainda o problema da Palestina, que o município também não investe. Os radares estão sendo colocados em locais que não precisam, e os que precisam de sinalização não ganham atenção. A Avenida das Flores também não possui radar. Penso que o secretário precisa voltar na Câmara para discutir o assunto com a sociedade”.

André Meirinho – “A população não quer pagar mais impostos, não quer que o IPTU seja corrigido, não quer que mude a base de cálculo do IBTI, porque estão todos exaustos de terem que pagar tantas taxas. Balneário Camboriú tem características próprias, as travessias elevadas foram uma boa adaptação com base nessas características. As pessoas estão insatisfeitas com essa volta dos radares pensando na possibilidade de precisarem pagar mais alguma coisa. Tenho defendido a importância das campanhas educativas, que não ocorreram como deveriam ocorrer, inclusive nas mudanças das avenidas. A prefeitura precisa investir recurso publicitário em campanhas muito fortes na TV e na rádio, precisa difundir mais isso”.

O secretário respondeu ao vereador que só vai pagar aquele que cometer algum tipo de infração.

“Não estamos criando um novo tributo ou buscando arrecadação. Gostaria de chegar e falar daqui alguns meses que não aplicamos nenhuma multa. Espero que a educação dos catarinenses seja comprovada (Davi Queiroz é de São Paulo). Continuamos com a mesma velocidade e os mesmos radares, salvo os cinco novos. É uma pena que estou sofrendo as consequências de um atraso contratual. Se não tivesse acontecido eu não precisaria estar defendendo algo que é bom para todo mundo”, disse.

Joceli Nazari – “A prefeitura precisa escutar mais a população. Eu não sou totalmente contrário aos radares, mas temos hoje na cidade 46 unidades escolares e 26 unidades de saúde e só uma das escolas tem radar em frente. É preciso analisar critérios, discutir isso tudo, discutir com a população que aborda os vereadores diariamente”.

Pedro Francez – “Uma cidade onde todos se respeitassem não precisaria de radar, existe cadeia porque as pessoas infringem as leis, fazem algo de errado. As multas punem quem faz algo errado. O radar só vai punir aquele que andar em alta velocidade numa via que tem uma determinada velocidade para você trafegar. Não está punindo a sociedade e sim motos e carros que andam acima da velocidade, com escapamento aberto. Quem comete infração vai ser punido. Sou contra o radar, não queria que precisasse ter, mas precisamos deles ou das lombadas eletrônicas”.

Gelson Rodrigues – “O trânsito está doente, precisamos cuidar das vidas, e para isso infelizmente precisa doer no bolso. Parabenizo o secretário pelo enfrentamento, por apresentar as mudanças. Ele não é secretário de gabinete, o acompanho e vejo que ele vai até a comunidade sempre que é convidado”.

O presidente do Conselho Municipal, Valdir Andrade


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Página 3
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 O secretário da Segurança David Queiroz
O secretário da Segurança David Queiroz

"Eu pergunto a Deus porque esse contrato venceu em minha gestão", diz David Queiroz

Secretario de Segurança e vereadores discutiram a reativação dos radares em Balneário Camboriú programada para dezembro

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Quarta, 6/11/2019 18:09.

A volta dos radares, que deve acontecer em dezembro, com a reativação de 26 e instalação de mais cinco, gerou debate na noite de ontem (5) na Câmara de Vereadores. O secretário de Segurança David Queiroz fez o uso da tribuna livre e respondeu questionamentos dos vereadores e opinou sobre a situação, inclusive lamentando que o contrato acabou justamente em sua gestão e que se isso não tivesse acontecido o assunto não estaria sendo discutido agora.

David iniciou sua fala citando a ‘revolução dromológica’, opinando que a sociedade vive a ‘década de velocidade’, com as redes sociais e troca rápida de informações, mas citando que ‘muito falam, mas não sabem realmente sobre o conteúdo’. O secretário chamou a atenção dos próprios vereadores e de quem estava no plenário assistindo a sessão, comentando que muitos não estavam o ouvindo e sim focando no celular.

“Poucos escutam e refletem sobre o que é dito pelas pessoas. Muita gente quer falar e pouca gente quer ouvir e entender. No WhatsApp vemos isso, com os grupos que disseminam ódio e informações equivocadas. A velocidade do conteúdo e do pensamento instantâneo reflete no fato de que muitos não sabem de verdade sobre a situação dos radares e espalham fake news, outro grande problema que estamos enfrentando”, explicou.

Segundo o secretário, não haverá mudança nos controladores de velocidade comparando com a gestão passada, e que os radares foram retirados por ‘problemas contratuais’. Ele disse que foram reinstalados os mesmos 26 que funcionavam antes e que colocaram mais cinco.

ACIDENTES TRIPLICARAM

“É com a mesma velocidade de antes (40 e 50km/h), por isso que ainda há placas e pinturas sinalizando. Estamos voltando com os radares com base em números e estatísticas das polícias Civil e Militar. Entre março e dezembro do ano passado houve 340 acidentes com vítima e 850 sem vítimas, já nesse ano de 340 foi para 1.082, mais do que triplicou, e sem vítimas passou de dois mil. Ou seja, houve um aumento significativo de acidentes com a retirada dos controladores de velocidade, e isso refletiu também nos hospitais. Por 41 dias a UTI do Ruth Cardoso esteve cheia, com quase 350 internações em razão de acidentes de veículos. Mesmo mantendo os radares que já existiam está havendo uma avalanche de informações falaciosas que não condizem com a realidade”, afirmou.

David relembrou diversas vezes, citando que o Código de Trânsito prevê que os radares são a melhor opção, falando também sobre a ‘indústria da multa’ – uma inverdade, segundo ele, já que não podem usar ‘nenhum centavo da verba proveniente das multas se não no próprio trânsito’.

“Buscamos a segurança, para evitar que mais vítimas do trânsito cheguem ao hospital, não queremos que mais pessoas sejam atropeladas. Inclusive tive acesso à um estudo que demonstrou que um veículo a 50km/h que atropelar uma pessoa tem 70% de chance de matá-la, e um a 40km/h reduz para 15%. É um número muito significativo. Fora que a vantagem de tempo é que quem está a 50km/h vai chegar apenas 18 segundos de quem está a 40km/h”, explicou.

O secretário também opinou sobre as lombadas, falando que recebeu ‘mais de 200 pedidos’ sobre o assunto, e disse que cada uma custa R$ 14 mil e que prejudicam a fluidez do trânsito, e que o Código de Trânsito não permite colocar ‘lombadas indiscriminadamente’ pela cidade, falando que inclusive foi por isso que retiraram algumas das travessias elevadas da cidade.

“O radar é a melhor opção. Conquistamos o título de cidade mais segura do Brasil e queremos mantê-lo e para isso precisamos diminuir o número de acidentes de trânsito. Não foi uma escolha aleatória, fizemos um estudo técnico de mais de 100 páginas, que posso mandar e apresentar para quem quiser saber sobre”, completou.

PÉSSIMOS CONDUTORES

Valdir de Andrade, presidente do Conselho Municipal de Segurança de Balneário Camboriú, também esteve presente e opinou que os radares se fazem necessários exatamente porque ‘somos péssimos condutores de veículos’, exaltando que os números demonstram isso.

“É matemático, é numérico. Não é Balneário Camboriú que está dizendo, é o Detran (Departamento de Trânsito) de Santa Catarina. A velocidade estimada é entre 40 e 50km/h”, disse. Valdir citou a questão dos motoboys, que se uniram e manifestaram-se contra os radares.

“Eles cortam, fazem suas atividades com escapamento aberto, mas não precisam disso, podem trabalhar sem correr e sem cortar pela direita ou pela esquerda. Se não vai pelo amor vai pela dor, se paga pelo bolso. Quem sabe daqui cinco ou 10 anos não vamos precisar de tantos radares, tendo uma sociedade mais educada e com mais consciência de trânsito. Os radares não vão ser armadilhas e sim amplamente sinalizados”, comentou.

Vereadores fizeram questionamentos e o secretário de Segurança respondeu. Acompanhe:

Marcelo Achutti -“O que faltou foi o governo comunicar, levar dados para a comunidade. A casa do povo desconhece os dados técnicos apresentados no Tribunal de Contas de Santa Catarina, deveria ser algo público, para demonstrar ao público se há ou não necessidade de instalar 32 radares (Achutti citou que a prefeitura divulgou esse número, mas David corrigiu dizendo que foi um erro na ‘ânsia’ de publicar a notícia). Pra que tirar as travessias elevadas? Vossa excelência não vai receber uma improbidade administrativa por retirá-las. Temos que parar e pensar, o governo passado passou, é um novo mandato. Somos contrários à implantação sem justificar para a comunidade de Balneário Camboriú. Apresente para a sociedade a real necessidade de implementar os radares. Vejo que em frente ao Ruth, ao posto da 1.500 ok, mas na Avenida Brasil não vai adiantar, o que adianta lá é travessia elevada, que se passar rápido deixa o motor do carro. A sociedade tem que saber. Que campanha educativa foi feita com a arrecadação dos radares? Praticamente nada”.

David Queiroz disse que não sabe o que foi feito nos últimos 10 anos, mas que nos últimos sete meses fizeram três campanhas no trânsito, com vídeos, outdoors e até teatro na rua.

“As campanhas vêm sendo feitas, mas é muito difícil porque somos uma cidade turística. Educar um veranista que vem do Mato Grosso do Sul é complicado, a educação tem que ser no Brasil inteiro, não é suficiente fazer só em Balneário Camboriú, mas estamos fazendo a nossa parte colocando os radares”, respondeu.

Patrick Machado – “A população vem cobrando muito por que estão colocando radares e não lombadas eletrônicas? Qual a diferença entre valores e por que não as lombadas? Acredito que seja fake news, mas também soube que vai ter avenidas com duas velocidades (40 e 50km/h), conforme ‘a vontade’ da prefeitura’. Outra questão que levantam muito é de onde saíram as informações (dados para colocares os radares”.

O secretário de Segurança informou que fundamentaram os estudos conforme o sistema das polícias Militar e Civil, e que os números são muito próximos da realidade, já que é ‘praticamente zero’ os que não são registrados.

“Sobre a velocidade, é mentira. É muito triste ver que as fake news estão sendo disseminadas dessa forma. A lombada eletrônica teria um valor muito mais alto, não teríamos como pagar por elas. Eu pergunto a Deus porque esse contrato venceu em minha gestão, porque senão teria continuado, e estou tendo que lidar com esse ‘presente de grego’. Tiramos as travessias elevadas porque espalharam elas pela cidade de forma errada, não podemos colocar aleatoriamente como estavam. Estamos adequando Balneário Camboriú nas normas federais. Queremos uma cidade melhor e educar os motoristas”, acrescentou.

Leonardo Piruka - O vereador pediu para que o secretário David apresente o estudo, o que foi prometido que acontecerá na Câmara de Vereadores (a data não foi informada). Ele também acredita que as travessias elevadas ‘acalmaram’ o trânsito da cidade.

Nilson Probst – “As lombadas não estavam dentro da Legislação, mas ninguém seria penalizado por elas. Dava muito acidente na Atlântica, e elas reduziram em 90%. Não vejo como alguém pode ser prejudicado com as lombadas. A Emasa retirou R$ 50 milhões que foram para o cofre da prefeitura e também não podia acontecer, quem garante que o mesmo não vai acontecer com o dinheiro das multas? Cada lombada custa R$ 10 mil, foram retiradas umas oito, é um valor bastante considerável. Sou contra a retirada, mas não sou contra os radares. Sou à favor do controle das ruas”.

Aldemar Pereira ‘Bola’ aproveitou sua fala para responder David que estava usando o celular porque recebe perguntas do público que escutam a sessão pela rádio ou pela TV/online. “Ontem (segunda-feira, 4) 82 motoboys vieram até a Câmara representando mais de duas mil pessoas. Eles vão se reunir com o prefeito Fabrício Oliveira e com o secretário (David), eles são contra os radares porque precisam trabalhar. As pessoas atravessam a Terceira e Quarta Avenida onde não tem sinalização e faixa, andam de bicicleta fora das ciclovias e isso também causa acidentes. Moradores do Bairro Vila Real pedem há tempos para colocar um semáforo na esquina da Dom Diniz com a Via Gastronômica, Balneário Camboriú tem dinheiro e mesmo assim não colocam. Há ainda o problema da Palestina, que o município também não investe. Os radares estão sendo colocados em locais que não precisam, e os que precisam de sinalização não ganham atenção. A Avenida das Flores também não possui radar. Penso que o secretário precisa voltar na Câmara para discutir o assunto com a sociedade”.

André Meirinho – “A população não quer pagar mais impostos, não quer que o IPTU seja corrigido, não quer que mude a base de cálculo do IBTI, porque estão todos exaustos de terem que pagar tantas taxas. Balneário Camboriú tem características próprias, as travessias elevadas foram uma boa adaptação com base nessas características. As pessoas estão insatisfeitas com essa volta dos radares pensando na possibilidade de precisarem pagar mais alguma coisa. Tenho defendido a importância das campanhas educativas, que não ocorreram como deveriam ocorrer, inclusive nas mudanças das avenidas. A prefeitura precisa investir recurso publicitário em campanhas muito fortes na TV e na rádio, precisa difundir mais isso”.

O secretário respondeu ao vereador que só vai pagar aquele que cometer algum tipo de infração.

“Não estamos criando um novo tributo ou buscando arrecadação. Gostaria de chegar e falar daqui alguns meses que não aplicamos nenhuma multa. Espero que a educação dos catarinenses seja comprovada (Davi Queiroz é de São Paulo). Continuamos com a mesma velocidade e os mesmos radares, salvo os cinco novos. É uma pena que estou sofrendo as consequências de um atraso contratual. Se não tivesse acontecido eu não precisaria estar defendendo algo que é bom para todo mundo”, disse.

Joceli Nazari – “A prefeitura precisa escutar mais a população. Eu não sou totalmente contrário aos radares, mas temos hoje na cidade 46 unidades escolares e 26 unidades de saúde e só uma das escolas tem radar em frente. É preciso analisar critérios, discutir isso tudo, discutir com a população que aborda os vereadores diariamente”.

Pedro Francez – “Uma cidade onde todos se respeitassem não precisaria de radar, existe cadeia porque as pessoas infringem as leis, fazem algo de errado. As multas punem quem faz algo errado. O radar só vai punir aquele que andar em alta velocidade numa via que tem uma determinada velocidade para você trafegar. Não está punindo a sociedade e sim motos e carros que andam acima da velocidade, com escapamento aberto. Quem comete infração vai ser punido. Sou contra o radar, não queria que precisasse ter, mas precisamos deles ou das lombadas eletrônicas”.

Gelson Rodrigues – “O trânsito está doente, precisamos cuidar das vidas, e para isso infelizmente precisa doer no bolso. Parabenizo o secretário pelo enfrentamento, por apresentar as mudanças. Ele não é secretário de gabinete, o acompanho e vejo que ele vai até a comunidade sempre que é convidado”.

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