Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Estudo sobre ocupação ordenada da Costa Brava foi apresentado aos conselheiros

Sexta, 24/5/2019 18:36.
Divulgação/Sectur
Interpraias

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O Conselho Gestor da APA Costa Brava reuniu-se nesta quarta-feira (22), no Centro Comunitário do Estaleiro, para tomar conhecimento de um estudo sobre a ocupação sustentável e ordenada daquela região, feito por quatro empresas contratadas, sendo três de arquitetura e urbanismo e outra ambiental.

O secretário do Meio Ambiente, Ike Gevaerd disse que a apresentação deste estudo foi decidido em reunião do conselho gestor da APA por unanimidade há três semanas e na noite desta quarta-feira (22) foi apresentado ao público.

“Sei da responsabilidade que é participar da elaboração do Plano de Manejo, por isso estamos conduzindo da forma mais transparente e abrindo para participação de todas as pessoas. Salientamos que esse estudo é apenas uma recomendação de diretrizes, não significando que ele deverá ser aplicado conforme apresentado”, afirmou o secretário.

Ele disse que solicitou ao escritório responsável pelo estudo que encaminhe cópia de todos os projetos realizados para que possam ser analisados pelos membros do conselho ou por quem se interessar.

“A oportunidade de apresentação de novas ideias e estudos está aberta a todos que assim quiserem fazer. Por exemplo, na próxima semana um membro do conselho, irá apresentar o seu estudo. É preciso lembrar que todos os estudos devem seguir o que recomendam as leis ambientais e de ocupação do solo”, reforçou o secretário.

Um dos membros do conselho, Maurício Girolano fez o encaminhamento do estudo, explicando que ele foi feito baseado nas premissas ambientais, mas com um olhar especial a soluções urbanísticas de forma a complementar o Plano de Manejo da empresa Ecolibra.

“O material foi fruto de muitas horas de estudo pensando como gerar o bem-estar futuro da população residente ampliando seus horizontes, oferecendo soluções simples e práticas para a região. Formas de como realmente fomentar o tão almejado “desenvolvimento sustentável” foi o desafio de todo este processo. Espero de forma sincera que este conselho consiga brevemente chegar a um consenso sobre o tema e assim podermos trabalhar juntos para dias melhores na APA Costa Brava”, disse Maurício.

Outro conselheiro Djan Diuniz manifestou sua opinião nas redes.

“Hoje foi um dia ímpar no conselho gestor da APA, onde foi apresentado uma trabalho muito bem pensado, de forma tranquila, sem terrorismos e ameaças. Uma proposta que visa o desenvolvimento sustentável, de forma moderna! Parabéns aos envolvidos”, escreveu.

Um resumo do estudo apresentado

O arquiteto Nelson Teixeira Neto, do grupo de estudos, disse ao Página3 que esse foi um trabalho, uma consultoria feita sem obrigatoriedade de aplicação e que a receptividade foi muito positiva junto aos conselheiros e à comunidade. Acompanhe um breve relato do que foi apresentado na APA:

“O conteúdo foi todo apoiado na forma de preservar a natureza, que é belíssima em toda a região da Interpraias e ao mesmo tempo propiciar um desenvolvimento humano com uma economia pujante que vá se transformando, porque a densidade na região hoje é muito baixa e não propicia nem instalação de infraestrutura, nem investimentos para moradores e muito menos a introdução de equipamentos que possam tornar a região um destino turístico. Destino turístico esse que tem que ser criado em função de que há uma competição internacional para chamar atenção das pessoas e hoje em dia com o avanço da tecnologia com a facilidade de comunicação e deslocamento das pessoas todas as regiões do mundo estão brigando entre si para chamar atenção das pessoas. Nós temos um potencial muito grande na região da APA, mas é preciso que haja uma densificação maior, introdução de redes de hotelaria qualificada, reforçar as pousadas, diferentes equipamentos, diferentes atividades que a área possui, os moradores com suas atividades, sua lutas pela sobrevivência também deverão ser integrados nesse processo. Optamos por uma densificação um pouco maior. para que se possa introduzir uma integração maior dentro dos espaços públicos e atividades privadas, valorizando a questão da cultura local, a inserção de novos equipamentos que propiciem centralidade nas planícies, nos vazios urbanos que hoje se apresentam, propusemos obviamente adequação às legislações vigentes de preservação da orla, da restinga, de toda a morraria que se encontra presente, mas propusemos também o que a própria lei da APA diz no seu item 4, na lei de formação da APA, que coloca claramente que uma APA é para que haja desenvolvimento humano sobre o território. Ou seja, não é uma área de preservação total intocável. Pelo contrário, é uma área que deve ser totalmente preservada, mas porém com a ação do homem. Com isso poderia-se gerar uma região que seria reconhecida por preservar a natureza e tenha capacidade com seus novos prédios, comércio, equipamentos culturais, gastronomia, pousadas e hotéis transformar-se efetivamente em um destino internacional reconhecido. Propusemos uma taxa de ocupação de 40% e alturas médias de três pavimentos até a cota 25. Acima da cota 25 a pessoa poderia ocupar apenas 10% da área. Para atingir esses índices moradores, empreendedores deverão adotar itens simples, econômicos, ligados à questão da sustentabilidade, como por exemplo, geração de energia renovável, seus projetos, ventilação cruzada, tratamento de esgoto, plantar árvores nativas entre outras soluções. Se adotadas essas soluções, as taxas de ocupação para os empreendedores subiriam de 30% até 40%, ou seja, se a pessoa não adotar essas soluções sustentáveis, o que é uma novidade na legislação, ela só aproveitaria 30%, mas se adotar soluções simples que contribuem para a melhoria da própria qualificação da APA em cada intervenção, ela tem um ganho, um incentivo. Acima da cota 25, a gente começa com aproveitamento do terreno de 7%, se adotar soluções de sustentabilidade adequadas a pessoa poderá ter um ganho de até 3% a mais, chegando a 10%, assim os morros ficam mais de 90% preservados, mantendo sua beleza cênica. Foram apresentadas imagens sugestivas de como se organizar essas centralidades em cada praia, dando uma referência que deverá ser debatida pelos conselheiros e comunidade, aonde o foco principal é unir a super atração que o mar oferece ao interior das planícies para dar mais vida o dia todo à região. Isso porque hoje com a baixa densidade, a noite se mostra insegura, não existem operações fortes para sobrevivência para todos. É preciso criar condições econômicas, novos equipamentos, escolas de hotelaria, centros de cultura, uma série de programas que possam efetiva mente desenvolver outras atividades e gerar mais riqueza para as pessoas do local. A área apresenta um potencial na visão do grupo de cinco a 10 setores que poderão ser aproveitados para incentivar o turismo, como a pedreira, trilhas ecológicas, criação de mirantes em vários níveis, aproveitar os materiais de sambaquis, as festas e tradições locais que muito poderão ser apreciadas pelos visitantes e moradores na busca de uma evolução econômica, e cultural que se apoie numa economia moderna, criativa e sustentável”. 

 Projeto apresentado na íntegra aqui


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Estudo sobre ocupação ordenada da Costa Brava foi apresentado aos conselheiros

Divulgação/Sectur
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Sexta, 24/5/2019 18:36.

O Conselho Gestor da APA Costa Brava reuniu-se nesta quarta-feira (22), no Centro Comunitário do Estaleiro, para tomar conhecimento de um estudo sobre a ocupação sustentável e ordenada daquela região, feito por quatro empresas contratadas, sendo três de arquitetura e urbanismo e outra ambiental.

O secretário do Meio Ambiente, Ike Gevaerd disse que a apresentação deste estudo foi decidido em reunião do conselho gestor da APA por unanimidade há três semanas e na noite desta quarta-feira (22) foi apresentado ao público.

“Sei da responsabilidade que é participar da elaboração do Plano de Manejo, por isso estamos conduzindo da forma mais transparente e abrindo para participação de todas as pessoas. Salientamos que esse estudo é apenas uma recomendação de diretrizes, não significando que ele deverá ser aplicado conforme apresentado”, afirmou o secretário.

Ele disse que solicitou ao escritório responsável pelo estudo que encaminhe cópia de todos os projetos realizados para que possam ser analisados pelos membros do conselho ou por quem se interessar.

“A oportunidade de apresentação de novas ideias e estudos está aberta a todos que assim quiserem fazer. Por exemplo, na próxima semana um membro do conselho, irá apresentar o seu estudo. É preciso lembrar que todos os estudos devem seguir o que recomendam as leis ambientais e de ocupação do solo”, reforçou o secretário.

Um dos membros do conselho, Maurício Girolano fez o encaminhamento do estudo, explicando que ele foi feito baseado nas premissas ambientais, mas com um olhar especial a soluções urbanísticas de forma a complementar o Plano de Manejo da empresa Ecolibra.

“O material foi fruto de muitas horas de estudo pensando como gerar o bem-estar futuro da população residente ampliando seus horizontes, oferecendo soluções simples e práticas para a região. Formas de como realmente fomentar o tão almejado “desenvolvimento sustentável” foi o desafio de todo este processo. Espero de forma sincera que este conselho consiga brevemente chegar a um consenso sobre o tema e assim podermos trabalhar juntos para dias melhores na APA Costa Brava”, disse Maurício.

Outro conselheiro Djan Diuniz manifestou sua opinião nas redes.

“Hoje foi um dia ímpar no conselho gestor da APA, onde foi apresentado uma trabalho muito bem pensado, de forma tranquila, sem terrorismos e ameaças. Uma proposta que visa o desenvolvimento sustentável, de forma moderna! Parabéns aos envolvidos”, escreveu.

Um resumo do estudo apresentado

O arquiteto Nelson Teixeira Neto, do grupo de estudos, disse ao Página3 que esse foi um trabalho, uma consultoria feita sem obrigatoriedade de aplicação e que a receptividade foi muito positiva junto aos conselheiros e à comunidade. Acompanhe um breve relato do que foi apresentado na APA:

“O conteúdo foi todo apoiado na forma de preservar a natureza, que é belíssima em toda a região da Interpraias e ao mesmo tempo propiciar um desenvolvimento humano com uma economia pujante que vá se transformando, porque a densidade na região hoje é muito baixa e não propicia nem instalação de infraestrutura, nem investimentos para moradores e muito menos a introdução de equipamentos que possam tornar a região um destino turístico. Destino turístico esse que tem que ser criado em função de que há uma competição internacional para chamar atenção das pessoas e hoje em dia com o avanço da tecnologia com a facilidade de comunicação e deslocamento das pessoas todas as regiões do mundo estão brigando entre si para chamar atenção das pessoas. Nós temos um potencial muito grande na região da APA, mas é preciso que haja uma densificação maior, introdução de redes de hotelaria qualificada, reforçar as pousadas, diferentes equipamentos, diferentes atividades que a área possui, os moradores com suas atividades, sua lutas pela sobrevivência também deverão ser integrados nesse processo. Optamos por uma densificação um pouco maior. para que se possa introduzir uma integração maior dentro dos espaços públicos e atividades privadas, valorizando a questão da cultura local, a inserção de novos equipamentos que propiciem centralidade nas planícies, nos vazios urbanos que hoje se apresentam, propusemos obviamente adequação às legislações vigentes de preservação da orla, da restinga, de toda a morraria que se encontra presente, mas propusemos também o que a própria lei da APA diz no seu item 4, na lei de formação da APA, que coloca claramente que uma APA é para que haja desenvolvimento humano sobre o território. Ou seja, não é uma área de preservação total intocável. Pelo contrário, é uma área que deve ser totalmente preservada, mas porém com a ação do homem. Com isso poderia-se gerar uma região que seria reconhecida por preservar a natureza e tenha capacidade com seus novos prédios, comércio, equipamentos culturais, gastronomia, pousadas e hotéis transformar-se efetivamente em um destino internacional reconhecido. Propusemos uma taxa de ocupação de 40% e alturas médias de três pavimentos até a cota 25. Acima da cota 25 a pessoa poderia ocupar apenas 10% da área. Para atingir esses índices moradores, empreendedores deverão adotar itens simples, econômicos, ligados à questão da sustentabilidade, como por exemplo, geração de energia renovável, seus projetos, ventilação cruzada, tratamento de esgoto, plantar árvores nativas entre outras soluções. Se adotadas essas soluções, as taxas de ocupação para os empreendedores subiriam de 30% até 40%, ou seja, se a pessoa não adotar essas soluções sustentáveis, o que é uma novidade na legislação, ela só aproveitaria 30%, mas se adotar soluções simples que contribuem para a melhoria da própria qualificação da APA em cada intervenção, ela tem um ganho, um incentivo. Acima da cota 25, a gente começa com aproveitamento do terreno de 7%, se adotar soluções de sustentabilidade adequadas a pessoa poderá ter um ganho de até 3% a mais, chegando a 10%, assim os morros ficam mais de 90% preservados, mantendo sua beleza cênica. Foram apresentadas imagens sugestivas de como se organizar essas centralidades em cada praia, dando uma referência que deverá ser debatida pelos conselheiros e comunidade, aonde o foco principal é unir a super atração que o mar oferece ao interior das planícies para dar mais vida o dia todo à região. Isso porque hoje com a baixa densidade, a noite se mostra insegura, não existem operações fortes para sobrevivência para todos. É preciso criar condições econômicas, novos equipamentos, escolas de hotelaria, centros de cultura, uma série de programas que possam efetiva mente desenvolver outras atividades e gerar mais riqueza para as pessoas do local. A área apresenta um potencial na visão do grupo de cinco a 10 setores que poderão ser aproveitados para incentivar o turismo, como a pedreira, trilhas ecológicas, criação de mirantes em vários níveis, aproveitar os materiais de sambaquis, as festas e tradições locais que muito poderão ser apreciadas pelos visitantes e moradores na busca de uma evolução econômica, e cultural que se apoie numa economia moderna, criativa e sustentável”. 

 Projeto apresentado na íntegra aqui


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