Jornal Página 3

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Fabrício diz que alargamento em Balneário Camboriú iniciará em maio
Reprodução
Luciano Hang e Fabrício Oliveira

Segunda, 7/1/2019 10:35.

No último sábado, durante encontro de lideranças políticas e empresariais em Balneário Camboriú, o dono da Havan, Luciano Hang, ao lado do prefeito Fabrício Oliveira, gravou e divulgou em redes sociais a afirmação que o alargamento da praia central da cidade iniciará em maio.

Na verdade não existe uma data definida para o início da obra que depende da Licença Ambiental de Implantação (LAI), documento que só será obtido depois de cumpridas as condicionantes impostas pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), antiga Fatma.

O prefeito disse ao Página 3 na manhã desta segunda-feira (7) que seu planejamento é iniciar em maio, mesmo sabendo que a licitação para executar a obra pode sofrer percalços.

Fabrício entende que o prazo de maio é confortável para executar a obra que demora quatro meses sem avançar nos preparativo da próxima temporada.

SAIBA MAIS SOBRE O ALARGAMENTO

COMO É FEITO

No caso de Balneário Camboriú, a areia de uma jazida localizada no mar a cerca de 15 Km de distância da praia será escavada, colocada no porão de uma draga, trazida até perto da praia e bombeada por tubos para o aterro. O volume é estimado em 2 milhões de metros cúbicos o equivalente a 333 mil viagens de caminhão com caçamba.

Alargamento na praia de Hilton Head Island's, na Carolina do Sul, Estados Unidos.

QUANTO CUSTA

Estimado em R$ 80 milhões só o aterro. Não há estimativa oficial para o custo da reurbanização.

EM QUE PÉ ESTÁ

A prefeitura obteve a Licença Ambiental Prévia (LAP), o ponto mais avançado que se chegou até hoje no projeto do alargamento. Para executar a obra é necessária a Licença Ambiental de Instalação que só será fornecida se cumpridas uma série de condições impostas na emissão da LAP. Essas condicionantes deram origem a uma série de licitações de projetos e estudos que estão em execução.

QUANTO DEMORA

É obra rápida, em três ou quatro meses toda a praia central seria alargada até totalizar cerca de 70 metros. Outros 200 metros aproximadamente, mantendo a declividade necessária, ficarão submersos.

Alargamento na praia de Hilton Head Island's.

O QUE É GRANULOMETRIA

É o tamanho do grão de areia. A areia usada no alargamento deve ter grão de tamanho semelhante ao já existente na praia porque se for mais grosso criará buracos bruscos (a chamada praia de tombo) e se for mais fino corre o risco do material ser removido por ressacas e o investimento perdido.

ARGUMENTO PARA FAZER

Foto de 2018 do arquivo da Prefeiura mostra que há pontos onde a faixa ainda está bem preservada. Foto Ivan Rupp

A prefeitura alega que a praia central ficou mais estreita. A afirmação é contestada, os mais antigos sustentam que a praia sempre teve mais ou menos essa mesma largura que é estreita para enfrentar ressacas. No passado, mais de uma vez a força do mar destruiu o muro de arrimo e o pavimento da Avenida Atlântica.

Na Barra Sul a praia sempre foi estreita. Alguns anos atrás o prefeito da época, Rubens Spernau, fez um aterro emergencial para proteger aquela área de Avenida Atlântica.

Um argumento técnico é que a quantidade de areia no sistema diminuiu e com isso o amortecimento da força das ondas, que inicia antes da zona de arrebentação, é menor, acentuando o impacto na praia.

PODE DAR ERRADO?

Pode. Inclusive alargamentos feitos em praias próximas deram errado e todo o investimento foi perdido.

O ALARGAMENTO É REVERSÍVEL?

Não.

NO FUTURO PODE EXIGIR MAIS AREIA?

Sim, normalmente exige manutenção periódica que não é barata porque um custo elevado desse tipo de obra é a mobilização da draga, na verdade um grande navio, que às vezes está trabalhando nas zonas costeiras de outros continentes.

Animação sobre alargamento em praia da Austrália

FOTOS QUE SERVEM DE SUBSÍDIO

 

 

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Fabrício diz que alargamento em Balneário Camboriú iniciará em maio

Reprodução
Luciano Hang e Fabrício Oliveira
Luciano Hang e Fabrício Oliveira

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Segunda, 7/1/2019 10:35.

No último sábado, durante encontro de lideranças políticas e empresariais em Balneário Camboriú, o dono da Havan, Luciano Hang, ao lado do prefeito Fabrício Oliveira, gravou e divulgou em redes sociais a afirmação que o alargamento da praia central da cidade iniciará em maio.

Na verdade não existe uma data definida para o início da obra que depende da Licença Ambiental de Implantação (LAI), documento que só será obtido depois de cumpridas as condicionantes impostas pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), antiga Fatma.

O prefeito disse ao Página 3 na manhã desta segunda-feira (7) que seu planejamento é iniciar em maio, mesmo sabendo que a licitação para executar a obra pode sofrer percalços.

Fabrício entende que o prazo de maio é confortável para executar a obra que demora quatro meses sem avançar nos preparativo da próxima temporada.

SAIBA MAIS SOBRE O ALARGAMENTO

COMO É FEITO

No caso de Balneário Camboriú, a areia de uma jazida localizada no mar a cerca de 15 Km de distância da praia será escavada, colocada no porão de uma draga, trazida até perto da praia e bombeada por tubos para o aterro. O volume é estimado em 2 milhões de metros cúbicos o equivalente a 333 mil viagens de caminhão com caçamba.

Alargamento na praia de Hilton Head Island's, na Carolina do Sul, Estados Unidos.

QUANTO CUSTA

Estimado em R$ 80 milhões só o aterro. Não há estimativa oficial para o custo da reurbanização.

EM QUE PÉ ESTÁ

A prefeitura obteve a Licença Ambiental Prévia (LAP), o ponto mais avançado que se chegou até hoje no projeto do alargamento. Para executar a obra é necessária a Licença Ambiental de Instalação que só será fornecida se cumpridas uma série de condições impostas na emissão da LAP. Essas condicionantes deram origem a uma série de licitações de projetos e estudos que estão em execução.

QUANTO DEMORA

É obra rápida, em três ou quatro meses toda a praia central seria alargada até totalizar cerca de 70 metros. Outros 200 metros aproximadamente, mantendo a declividade necessária, ficarão submersos.

Alargamento na praia de Hilton Head Island's.

O QUE É GRANULOMETRIA

É o tamanho do grão de areia. A areia usada no alargamento deve ter grão de tamanho semelhante ao já existente na praia porque se for mais grosso criará buracos bruscos (a chamada praia de tombo) e se for mais fino corre o risco do material ser removido por ressacas e o investimento perdido.

ARGUMENTO PARA FAZER

Foto de 2018 do arquivo da Prefeiura mostra que há pontos onde a faixa ainda está bem preservada. Foto Ivan Rupp

A prefeitura alega que a praia central ficou mais estreita. A afirmação é contestada, os mais antigos sustentam que a praia sempre teve mais ou menos essa mesma largura que é estreita para enfrentar ressacas. No passado, mais de uma vez a força do mar destruiu o muro de arrimo e o pavimento da Avenida Atlântica.

Na Barra Sul a praia sempre foi estreita. Alguns anos atrás o prefeito da época, Rubens Spernau, fez um aterro emergencial para proteger aquela área de Avenida Atlântica.

Um argumento técnico é que a quantidade de areia no sistema diminuiu e com isso o amortecimento da força das ondas, que inicia antes da zona de arrebentação, é menor, acentuando o impacto na praia.

PODE DAR ERRADO?

Pode. Inclusive alargamentos feitos em praias próximas deram errado e todo o investimento foi perdido.

O ALARGAMENTO É REVERSÍVEL?

Não.

NO FUTURO PODE EXIGIR MAIS AREIA?

Sim, normalmente exige manutenção periódica que não é barata porque um custo elevado desse tipo de obra é a mobilização da draga, na verdade um grande navio, que às vezes está trabalhando nas zonas costeiras de outros continentes.

Animação sobre alargamento em praia da Austrália

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