Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
IMA sugeriu à Emasa que faça algo sério no canal do Marambaia

Engenheiro da Secretaria de Obras teve ideia luminosa

Quarta, 3/10/2018 19:39.
Google.
Emissário correrá por dentro da galeria que fica abaixo da ciclovia.

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O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, IMA (antiga Fatma), sugeriu à Emasa que apresente um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para o canal do Marambaia.

A manifestação foi em resposta à pretensão da Emasa de usar biorremediador para tratar aquele canal que hoje em alguns pontos é um esgoto a céu aberto.

O caminho para uma atitude séria já foi encontrado dias atrás numa reunião na Secretaria do Planejamento quando o engenheiro Jaildo da Silva, diretor de drenagem da Secretaria de Obras, sugeriu a construção de um emissário de esgoto da Barra Norte até a estação elevatória da rua 3700 correndo por dentro da galeria pluvial da Avenida Atlântica que é larga o suficiente.

A Emasa estava licitando um emissário convencional com custo estimado em R$ 12 milhões, mas Jaildo teve essa ideia luminosa que possibilitará economia estimada em R$ 5 milhões, numa obra limpa e rápida.

PRESSÃO E BIZARRICES

Pressionada há mais de um ano por um grupo de moradores a Emasa tem apresentado soluções bizarras porque elas não eliminam as causas da poluição, apenas tratam os efeitos, num pequeno trecho ao final do canal.

Dentre essas soluções surgiram a instalação de aeradores, já cancelada; a implantação de uma estação de tratamento, adiada e talvez no futuro cancelada e o uso de biorremediadores que depende de concordância do IMA.

Essa concordância parece distante. O IMA está disposto a aprovar qualquer projeto de recuperação do canal do Marambaia, desde que tenha consistência técnica e não ideias que vão se sucedendo sem qualquer estudo que as ampare.

Os biorremediadores estão nessa categoria, a Emasa não fez testes práticos de uso no Marambaia.

A maior fonte de poluição do canal é a própria Emasa. Seu sistema não suporta a carga e contamina o Marambaia através de extravasores que foram abertos para evitar que o esgoto brotasse em bueiros na região central.

Esse diagnóstico é conhecido há algum tempo, por isso a necessidade de um novo emissário para reforçar um sistema que tem cerca de 30 anos e foi projetado para outra realidade.

O Página 3 apurou que o projeto do novo emissário está sendo desenvolvido internamente pelo engenheiro de carreira da Emasa Felippo Ferreira Brognoli e a compra dos materiais para o emissário deverá ocorrer em breve.


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Página 3
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Emissário correrá por dentro da galeria que fica abaixo da ciclovia.
Emissário correrá por dentro da galeria que fica abaixo da ciclovia.

IMA sugeriu à Emasa que faça algo sério no canal do Marambaia

Engenheiro da Secretaria de Obras teve ideia luminosa

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Quarta, 3/10/2018 19:39.

O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, IMA (antiga Fatma), sugeriu à Emasa que apresente um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para o canal do Marambaia.

A manifestação foi em resposta à pretensão da Emasa de usar biorremediador para tratar aquele canal que hoje em alguns pontos é um esgoto a céu aberto.

O caminho para uma atitude séria já foi encontrado dias atrás numa reunião na Secretaria do Planejamento quando o engenheiro Jaildo da Silva, diretor de drenagem da Secretaria de Obras, sugeriu a construção de um emissário de esgoto da Barra Norte até a estação elevatória da rua 3700 correndo por dentro da galeria pluvial da Avenida Atlântica que é larga o suficiente.

A Emasa estava licitando um emissário convencional com custo estimado em R$ 12 milhões, mas Jaildo teve essa ideia luminosa que possibilitará economia estimada em R$ 5 milhões, numa obra limpa e rápida.

PRESSÃO E BIZARRICES

Pressionada há mais de um ano por um grupo de moradores a Emasa tem apresentado soluções bizarras porque elas não eliminam as causas da poluição, apenas tratam os efeitos, num pequeno trecho ao final do canal.

Dentre essas soluções surgiram a instalação de aeradores, já cancelada; a implantação de uma estação de tratamento, adiada e talvez no futuro cancelada e o uso de biorremediadores que depende de concordância do IMA.

Essa concordância parece distante. O IMA está disposto a aprovar qualquer projeto de recuperação do canal do Marambaia, desde que tenha consistência técnica e não ideias que vão se sucedendo sem qualquer estudo que as ampare.

Os biorremediadores estão nessa categoria, a Emasa não fez testes práticos de uso no Marambaia.

A maior fonte de poluição do canal é a própria Emasa. Seu sistema não suporta a carga e contamina o Marambaia através de extravasores que foram abertos para evitar que o esgoto brotasse em bueiros na região central.

Esse diagnóstico é conhecido há algum tempo, por isso a necessidade de um novo emissário para reforçar um sistema que tem cerca de 30 anos e foi projetado para outra realidade.

O Página 3 apurou que o projeto do novo emissário está sendo desenvolvido internamente pelo engenheiro de carreira da Emasa Felippo Ferreira Brognoli e a compra dos materiais para o emissário deverá ocorrer em breve.


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