Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Parte da praia central de Balneário Camboriú ficou coberta por algas ainda não identificadas

Quarta, 21/11/2018 16:08.
Divulgação

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Nesta quarta-feira (21) o Pontal Norte de Balneário Camboriú e alguns outros pontos ao longo da praia central amanheceram com grande quantidade de uma alga incomum à enseada.

Técnicos da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMASA) acreditam que o material tenha se desprendido do rochedo e do leito do Rio Marambaia, mas a pergunta que fica é por quê?

O município providenciou coletas de amostras e espera ter um resultado em breve.

“Não são briozoários, são algas mesmo, macroalgas. Estamos esperando resposta para ver se alguém consegue identificar que espécie seria, para poder dizer se é do mar, do rio, de água limpa ou poluída, ainda não tem como identificar”, comentou a bióloga da Secretaria de Meio Ambiente Maria Heloisa Furtado Lenzi.

Paliativos

Uma operação de limpeza foi realizada com apoio de caminhões e retroescavadeiras pela manhã.

No começo da tarde a reportagem esteve no Pontal Norte e ainda notou grande quantidade do material, tanto na água, que estava bem escura, como na areia.

A alga filamentosa se acumulou no canto Norte e entre as rochas, criando um sedimento esponjoso. Como a maré subiu, ajudou a “disfarçar” o arribamento.

O Marambaia também estava diferente, com água bem esbranquiçada. O diretor da EMASA, Douglas Beber negou que isso seja resultado de uso de produtos químicos por parte da autarquia. Ele afirmou que se trata de lançamento irregular na rede pluvial e que a Vigilância Sanitária está verificando a situação.

Também é cedo para saber se isso, caso comprovado, tenha ligação com o arribamento.

O que diz o especialista

O oceanógrafo e consultor ambiental Fernando Diehl, que acompanha os eventos da praia central há anos, afirma que a alga predominante neste arribamento nunca tinha sido vista nesta quantidade por aqui.

“De onde ela veio não sabemos”, pontuou. Ele não acredita que as algas estejam vindo do rio, mas disse que é necessário mais tempo para fazer as coletas da forma correta e analisar. Entretanto adianta que a situação que ocorre no Pontal Norte é completamente diferente do que já foi visto e merece atenção.

Diehl relata que em abril do ano passado esteve com o prefeito Fabrício Oliveira, acompanhado do professor Leonardo Rubi Rörig, da UFSC, e que os dois alertaram sobre o que vinham observando.

Eles chamaram a atenção do governo para um possível piora no número e intensidade dos arribamentos, como aconteceu em outras partes do mundo e que acabaram inviabilizando o banho, o que para Balneário Camboriú traria prejuízos incalculáveis.

Eventos desse tipo não são novidade na orla. A praia central já ficou por inúmeras vezes tomada por organismos marinhos, como briozoários e diatomáceas, que durante o processo de decomposição, ocasionavam cheiro ruim e incomodavam banhistas.

Fotos:

Fotos: Divulgação /Daniele Sisnandes


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Parte da praia central de Balneário Camboriú ficou coberta por algas ainda não identificadas

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Quarta, 21/11/2018 16:08.

Nesta quarta-feira (21) o Pontal Norte de Balneário Camboriú e alguns outros pontos ao longo da praia central amanheceram com grande quantidade de uma alga incomum à enseada.

Técnicos da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMASA) acreditam que o material tenha se desprendido do rochedo e do leito do Rio Marambaia, mas a pergunta que fica é por quê?

O município providenciou coletas de amostras e espera ter um resultado em breve.

“Não são briozoários, são algas mesmo, macroalgas. Estamos esperando resposta para ver se alguém consegue identificar que espécie seria, para poder dizer se é do mar, do rio, de água limpa ou poluída, ainda não tem como identificar”, comentou a bióloga da Secretaria de Meio Ambiente Maria Heloisa Furtado Lenzi.

Paliativos

Uma operação de limpeza foi realizada com apoio de caminhões e retroescavadeiras pela manhã.

No começo da tarde a reportagem esteve no Pontal Norte e ainda notou grande quantidade do material, tanto na água, que estava bem escura, como na areia.

A alga filamentosa se acumulou no canto Norte e entre as rochas, criando um sedimento esponjoso. Como a maré subiu, ajudou a “disfarçar” o arribamento.

O Marambaia também estava diferente, com água bem esbranquiçada. O diretor da EMASA, Douglas Beber negou que isso seja resultado de uso de produtos químicos por parte da autarquia. Ele afirmou que se trata de lançamento irregular na rede pluvial e que a Vigilância Sanitária está verificando a situação.

Também é cedo para saber se isso, caso comprovado, tenha ligação com o arribamento.

O que diz o especialista

O oceanógrafo e consultor ambiental Fernando Diehl, que acompanha os eventos da praia central há anos, afirma que a alga predominante neste arribamento nunca tinha sido vista nesta quantidade por aqui.

“De onde ela veio não sabemos”, pontuou. Ele não acredita que as algas estejam vindo do rio, mas disse que é necessário mais tempo para fazer as coletas da forma correta e analisar. Entretanto adianta que a situação que ocorre no Pontal Norte é completamente diferente do que já foi visto e merece atenção.

Diehl relata que em abril do ano passado esteve com o prefeito Fabrício Oliveira, acompanhado do professor Leonardo Rubi Rörig, da UFSC, e que os dois alertaram sobre o que vinham observando.

Eles chamaram a atenção do governo para um possível piora no número e intensidade dos arribamentos, como aconteceu em outras partes do mundo e que acabaram inviabilizando o banho, o que para Balneário Camboriú traria prejuízos incalculáveis.

Eventos desse tipo não são novidade na orla. A praia central já ficou por inúmeras vezes tomada por organismos marinhos, como briozoários e diatomáceas, que durante o processo de decomposição, ocasionavam cheiro ruim e incomodavam banhistas.

Fotos:

Fotos: Divulgação /Daniele Sisnandes


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