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Parada da Diversidade reuniu grande público em Balneário Camboriú
Ariel Silva
Segundo a organização, Parada reuniu 3.000 pessoas

Segunda, 19/11/2018 9:41.

Apesar do tempo instável, a 6ª Parada da Diversidade aconteceu em Balneário Camboriú neste domingo (18) e levou uma multidão à Avenida Atlântica. A organização estima a participação de 3.000 pessoas, já a Polícia Militar que esteve presente na segurança, fez estimativa de 1.500.

De acordo com um dos organizadores, Fernando Lisboa, aconteceu tudo dentro do previsto, mesmo com a chuva.

“As pessoas da Avenida Atlântica aplaudiam, davam seu voto positivo, mostravam empatia com a causa”, comentou.

O que ele avalia como negativo, mas esperado, foi a ausência do governo municipal no suporte às pessoas.

“Falta humanizar o governo municipal, porque com 3.000 pessoas na Avenida, entre moradores e turistas, a prefeitura sequer colocou um banheiro químico, o que sobrecarregou sobremaneira os bares e quiosques, mas nós superamos, somos resistência”, declarou.

Os participantes se reuniram na Barra Sul e seguiram em festa até a Praça Almirante Tamandaré. Houve abertura com as Mães da Diversidade, apresentação da drag queen Tchaka, que veio de São Paulo especialmente para o evento.

Também foram realizados: um culto ecumênico, manifestações e shows, com dois trios elétricos, DJs e drags da região.

Histórico de negativas

A Parada da Diversidade enfrenta desde o início resistência por parte dos governos para acontecer. O governo Fabrício Oliveira já alegou na imprensa argumentos como impacto no trânsito, desinteresse para o turismo e até que o evento ofenderia cristãos.

O Ministério Público interveio e a realização foi garantida por decisão da juíza Adriana Lisbôa. Agora o MPSC vai investigar se houve tratamento desigual com o evento por parte do poder público.

Representatividade importa

Foto: Charles Camargo

Para a doutora em Educação e apoiadora do movimento LGBT, Marisa Zanoni Fernandes, uma cidade turística "não deveria proibir, não só pelas vantagens financeiras, mas porque deveria ser exemplo de inclusão".

"A importância do evento para mim é sobretudo para dar visibilidade à causa LGBT, para enfrentar o preconceito, a discriminação e a violência que esta população sofre: a cada 19h temos um LGBT morto no Brasil - é preciso parar com esta violência, com o preconceito. Por isso a Parada da Diversidade se faz necessária e importante - lutar pela igualdade e equidade não pode ser uma causa só de LGBTs, mas de todos que desejam um mundo inclusivo e sem violência", enfatiizou.

Mais fotos:

Fotos Ariel Silva.

Foto: Charles Camargo

Foto: Charles Camargo

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Parada da Diversidade reuniu grande público em Balneário Camboriú

Ariel Silva
Segundo a organização, Parada reuniu 3.000 pessoas
Segundo a organização, Parada reuniu 3.000 pessoas

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Segunda, 19/11/2018 9:41.

Apesar do tempo instável, a 6ª Parada da Diversidade aconteceu em Balneário Camboriú neste domingo (18) e levou uma multidão à Avenida Atlântica. A organização estima a participação de 3.000 pessoas, já a Polícia Militar que esteve presente na segurança, fez estimativa de 1.500.

De acordo com um dos organizadores, Fernando Lisboa, aconteceu tudo dentro do previsto, mesmo com a chuva.

“As pessoas da Avenida Atlântica aplaudiam, davam seu voto positivo, mostravam empatia com a causa”, comentou.

O que ele avalia como negativo, mas esperado, foi a ausência do governo municipal no suporte às pessoas.

“Falta humanizar o governo municipal, porque com 3.000 pessoas na Avenida, entre moradores e turistas, a prefeitura sequer colocou um banheiro químico, o que sobrecarregou sobremaneira os bares e quiosques, mas nós superamos, somos resistência”, declarou.

Os participantes se reuniram na Barra Sul e seguiram em festa até a Praça Almirante Tamandaré. Houve abertura com as Mães da Diversidade, apresentação da drag queen Tchaka, que veio de São Paulo especialmente para o evento.

Também foram realizados: um culto ecumênico, manifestações e shows, com dois trios elétricos, DJs e drags da região.

Histórico de negativas

A Parada da Diversidade enfrenta desde o início resistência por parte dos governos para acontecer. O governo Fabrício Oliveira já alegou na imprensa argumentos como impacto no trânsito, desinteresse para o turismo e até que o evento ofenderia cristãos.

O Ministério Público interveio e a realização foi garantida por decisão da juíza Adriana Lisbôa. Agora o MPSC vai investigar se houve tratamento desigual com o evento por parte do poder público.

Representatividade importa

Foto: Charles Camargo

Para a doutora em Educação e apoiadora do movimento LGBT, Marisa Zanoni Fernandes, uma cidade turística "não deveria proibir, não só pelas vantagens financeiras, mas porque deveria ser exemplo de inclusão".

"A importância do evento para mim é sobretudo para dar visibilidade à causa LGBT, para enfrentar o preconceito, a discriminação e a violência que esta população sofre: a cada 19h temos um LGBT morto no Brasil - é preciso parar com esta violência, com o preconceito. Por isso a Parada da Diversidade se faz necessária e importante - lutar pela igualdade e equidade não pode ser uma causa só de LGBTs, mas de todos que desejam um mundo inclusivo e sem violência", enfatiizou.

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Fotos Ariel Silva.

Foto: Charles Camargo

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