Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Primeiro arrasto em busca da origem dos briozoários acontece nesta sexta

Estudo em parceria com a Univali usará câmera no fundo do mar

Quinta, 25/1/2018 13:56.
Arquivo JP3
Eles causam mau cheiro, grudam na roupa de banho e atrapalham a economia

Publicidade

Os primeiros registros de arribamento de briozoários na enseada de Balneário Camboriú são de 2004. 14 anos depois, finalmente a Prefeitura vai dar início a um estudo para identificar onde vivem esses organismos que causam mau cheiro e prejudicam a economia.

Uma parceria entre município e Univali vai permitir um estudo, que será conduzido pelo Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar).

Os pesquisadores começam os trabalhos na manhã desta sexta-feira (26) e utilizarão um Trenó Oceanográfico de Reboque (TOR), que é uma espécie de equipamento de filmagem submarina, desenvolvido na Univali e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

O TOR será usado com auxílio de uma embarcação emprestada e irá registrar imagens do fundo do mar e do Rio Camboriú. O único custo que a Prefeitura terá será o custeio do combustível.

A diretora de Desenvolvimento Ambiental da SEMAM, Maria Heloisa Furtado Lenzi, explica que depois desse arrasto inicial, os pesquisadores vão avaliar quantas outras saídas serão necessárias.

Quando organismos como briozoários ou diatomáceas chegam à praia eles já estão mortos, em decomposição, por isso o cheiro ruim. A principal questão do estudo é identificar onde vivem essas colônias.

Esses organismos são exóticos, de outros países. Acredita-se que eles tenham chegado até aqui no lastro dos navios que circulam pelos portos catarinenses e tenham se estabelecido, entre outros fatores, pela farta oferta de matéria orgânica.

A diretora adianta que outro foco do estudo é identificar se esses organismos vivem em uma única colônia ou em várias, se estão em solo arenoso, rochoso ou se estão apenas no Rio Camboriú. Depois disso serão desenvolvidas estratégias de controle e eliminação.

De acordo com Maria Heloisa, o município se comprometeu em repassar todas as informações que possui sobre os arribamentos. São dados coletados pela empresa Ambiental desde o início do aparecimento dos briozoários na praia. Depois que o contrato com a empresa foi retomado, ela voltou a repassar esses dados à Prefeitura.

Participam do estudo os professores do CTTMar Jose Angel Perez, Charrid Resgalla, Ewerton Wegner e um professor convidado da Unidade Federal de Santa Catarina, além de técnicos e estudantes.

Fora o estudo, a atual gestão também investiu em materiais informativos para distribuição no projeto Praia Limpa, explicando aos banhistas que os briozoários não fazem mal à saúde, apesar de cheiro e aspecto ruins.

Briozoários

Não são algas. São micro-organismos que fazem parte de um grupo de animais invertebrados. Muito oportunistas, vivem em colônias.

Diatomáceas

Microalgas também conhecidas como fitoplâncton. São organismos protistas, que consistem de seres vivos que não são classificados nem como animais nem como plantas. São organismos unicelulares, mas que muitas vezes vivem em forma de agrupamentos ou colônias.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade


Publicidade














Página 3
Arquivo JP3
Eles causam mau cheiro, grudam na roupa de banho e atrapalham a economia
Eles causam mau cheiro, grudam na roupa de banho e atrapalham a economia

Primeiro arrasto em busca da origem dos briozoários acontece nesta sexta

Estudo em parceria com a Univali usará câmera no fundo do mar

Publicidade

Quinta, 25/1/2018 13:56.

Os primeiros registros de arribamento de briozoários na enseada de Balneário Camboriú são de 2004. 14 anos depois, finalmente a Prefeitura vai dar início a um estudo para identificar onde vivem esses organismos que causam mau cheiro e prejudicam a economia.

Uma parceria entre município e Univali vai permitir um estudo, que será conduzido pelo Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar).

Os pesquisadores começam os trabalhos na manhã desta sexta-feira (26) e utilizarão um Trenó Oceanográfico de Reboque (TOR), que é uma espécie de equipamento de filmagem submarina, desenvolvido na Univali e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

O TOR será usado com auxílio de uma embarcação emprestada e irá registrar imagens do fundo do mar e do Rio Camboriú. O único custo que a Prefeitura terá será o custeio do combustível.

A diretora de Desenvolvimento Ambiental da SEMAM, Maria Heloisa Furtado Lenzi, explica que depois desse arrasto inicial, os pesquisadores vão avaliar quantas outras saídas serão necessárias.

Quando organismos como briozoários ou diatomáceas chegam à praia eles já estão mortos, em decomposição, por isso o cheiro ruim. A principal questão do estudo é identificar onde vivem essas colônias.

Esses organismos são exóticos, de outros países. Acredita-se que eles tenham chegado até aqui no lastro dos navios que circulam pelos portos catarinenses e tenham se estabelecido, entre outros fatores, pela farta oferta de matéria orgânica.

A diretora adianta que outro foco do estudo é identificar se esses organismos vivem em uma única colônia ou em várias, se estão em solo arenoso, rochoso ou se estão apenas no Rio Camboriú. Depois disso serão desenvolvidas estratégias de controle e eliminação.

De acordo com Maria Heloisa, o município se comprometeu em repassar todas as informações que possui sobre os arribamentos. São dados coletados pela empresa Ambiental desde o início do aparecimento dos briozoários na praia. Depois que o contrato com a empresa foi retomado, ela voltou a repassar esses dados à Prefeitura.

Participam do estudo os professores do CTTMar Jose Angel Perez, Charrid Resgalla, Ewerton Wegner e um professor convidado da Unidade Federal de Santa Catarina, além de técnicos e estudantes.

Fora o estudo, a atual gestão também investiu em materiais informativos para distribuição no projeto Praia Limpa, explicando aos banhistas que os briozoários não fazem mal à saúde, apesar de cheiro e aspecto ruins.

Briozoários

Não são algas. São micro-organismos que fazem parte de um grupo de animais invertebrados. Muito oportunistas, vivem em colônias.

Diatomáceas

Microalgas também conhecidas como fitoplâncton. São organismos protistas, que consistem de seres vivos que não são classificados nem como animais nem como plantas. São organismos unicelulares, mas que muitas vezes vivem em forma de agrupamentos ou colônias.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade