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Forte movimento torna ciclofaixa perigosa

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Marlise Schneider Cezar

Quinta, 22/2/2018 16:12.

Um plantão de 60 minutos acompanhando o movimento na ciclofaixa da avenida Atlântica é um exercício que exige uma boa dose de paciência. Acidentes e incidentes acontecem, xingamentos, falta de respeito e de educação são constantes, apesar do belo visual.

Agito com perigo

Mão dupla, aquele vai-e-vem, torna o local agitado e perigoso. Por ali passa de tudo um pouco, desde bicicletas, patins de rodinha, patinete elétrico, pessoas correndo, mães empurrando carrinho de bebê, cadeirantes, skate e caminhantes. Uns indo outros vindo. Tem também a parada do bondindinho que exige do passageiro um exercício básico para pescoço, porque ele precisa olhar rapidamente para todos os lados, para não ser atropelado. Tanto no embarque quanto no desembarque.

“A falta de espaço é uma realidade não só na temporada, mas em todos os feriadões ela se repete”, diz o presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú Henrique Wendhausen.

A consultora e ciclista Cirlei Ines Donato que não frequenta o local na temporada, acredita que tudo é uma questão de educação.

O diretor de trânsito do município Carlos Eduardo Santi argumenta que espaços compartilhados sempre geram algum conflito e lembrou que a secretaria do Planejamento está trabalhando, a todo vapor, no projeto de alargamento da faixa de areia.

“Ele abrirá muito mais espaço para pedestres que hoje acabam invadindo a ciclofaixa na busca de um lugar plano e desimpedido”.

Outro meio para enfrentar o crescimento do movimento na beira mar é o novo Plano de Mobilidade Urbana, onde serão discutidos estes espaços, a readequação das políticas públicas de fomento ao modal cicloviário e de transportes públicos 

Os três anos da ciclofaixa

Por Henrique Wendhausen

“Lá se vão três anos da implantação da ciclofaixa da avenida Atlântica. Elogiada pela maioria, criticada por outros, mas o que dizer dela hoje. Quando foi implementada não só melhorou a mobilidade urbana, mas abriu espaço para melhor visualisar a orla. Queiram ou não, a retirada dos carros embelezou mais ainda a nossa avenida. Por consequência a ciclofaixa facilitou o deslocamento das pessoas, tendo como visual a beleza da praia. Sim, por que é só observar no período da manhã e no final da tarde, indo ou vindo, quantos trabalhadores usam desta para se deslocarem não só de bicicleta, mas de patinete, skate e outros modais de transporte que são permitidos ali. Hoje a ciclofaixa já faz parte da avenida Atlântica como um todo, desta forma também tem os seus problemas e o principal deles é a grande demanda de pessoas que circulam por ali todos os dias, o que já não é um fato isolado só da temporada. Basta ter um feriadão que falta espaço em todos os aspectos, espaço nas calçadas, na via super lotada de carros e digo mais, até na praia, porque notamos ano a ano o quanto esta encolheu. Para encerrar, o que almejamos como usuários da ciclofaixa, que ela evolua junto com a avenida Atlântica, quando do seu alargamento e deixe de ser ciclofaixa para se tornar uma vistosa ciclovia, com as medidas padrões, podendo assim não só facilitar o deslocamento das pessoas em bicicletas, mas que também mostre a todos o quanto Balneário Camboriú está bem preparada para ser uma cidade para as pessoas”.

Henrique da Silva Wendhausen é presidente da ACBC


Educação e respeito

Por Cirlei Donato

“Normalmente pedalo por lazer, então nesta época do ano, onde há muito movimento e também muito desrespeito, e a via se torna perigosa, não a utilizo. Da mesma forma, do trânsito de carros, nas pistas de rolamento, deveria ter mais sinalização e monitoramento para as ciclofaixas. Aí entra a educação ao transitar. Respeitar, dar a vez... Não penso que deva ser eliminada ou interrompida em função de uma demanda maior de pessoas. Mas melhor usada: educação. Eu pedalo há uns 10 anos, ainda não tínhamos ciclofaixas por aqui. O importante é o respeito, onde quer que se esteja. Quando o respeito e a educação se apequenam se faz necessário alguma intervenção: pela dor ou pelo bolso? Pensamos igual. Em alguns países, onde tive oportunidade de estar, há um convívio natural e respeitoso. Mesmo com trânsito intenso, ciclistas e pedestres compartilham a mesma calçada quando não há ciclovia. Parte interna da calçada circulam pedestres e na parte externa ciclistas. Próprios transeuntes, com educação, te orientam, no sentido de te proteger, caso estiveres transitando em lado oposto”.

Cirlei Inez Donato - Consultora, motorista, ciclista, pedestre.


 

 

 


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