Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Prefeito não proibiu a Festa de Iemanjá

Entidade está disseminando acusações pelas redes sociais

Sexta, 2/2/2018 15:36.
Divulgação

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Hoje, 2 de fevereiro, é comemorado o Dia de Iemanjá, orixá feminina cultuada pela Umbanda e Candomblé. A Festa de Iemanjá foi realizada por décadas na cidade, mas este ano ela não vai acontecer e o motivo foi falta de organização.

Informações que o prefeito Fabrício Oliveira não teria apoiado o evento por motivos religiosos se espalharam pelas redes sociais e até pela mídia regional, mas foram desmentidas pelas partes.

O prefeito enviou uma nota através de sua assessoria destacando que o município sequer foi procurado pelos organizadores e lembrou que no ano passado chegou a custear a sonorização e uma tenda para a festa.

Nos últimos 20 anos a Festa de Iemanjá foi realizada pelo Mestre Marne, pai de santo à frente do Reino de Juna Bomy. Ele afirmou em nota, que em 2017, devido problemas burocráticos para realização do evento, anunciou que aquele seria o último ano na organização da Festa. Ele então passou a organização para um pai de santo de Itajaí.

“Neste ano, a prefeitura entrou em contato conosco e reforçamos que não realizaríamos. O que nos foi passado é que em nenhum momento o Pai Luiz de Oxalá esteve na prefeitura para demonstrar interesse na realização da festa. O que não depende nem do Reino de Juna Bomy ou da prefeitura”, esclareceu em nota Marne.

O barulho aconteceu porque uma entidade de Jaraguá do Sul passou a fazer postagens e distribuir artigo para a mídia sobre a não realização do evento. Através de seu presidente, Antonio José Piasson, a Fuca (Federação da União dos Cultos Afro-Brasileiros) culpou diretamente o prefeito e o acusou de impedir o livre exercício de culto.

O próprio Mestre Marne citou em sua nota oficial que desconhece a federação que emitiu o repudio. “Informamos que não foi de nossa autoria e que em nenhum momento solicitamos tal nota, visto que o Reino de Juna Bomy é representado pelo Superior Órgão Internacional de Umbanda e dos Cultos Afros (SOI)”.

Veja a nota da prefeitura na íntegra:

Nota oficial

A administração municipal esclarece que a organização da tradicional Festa de Iemanjá, realizada há décadas na cidade, NÃO MANIFESTOU interesse em promover a edição desse ano de 2018, até a presente data. De acordo com a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, na ausência da manifestação de interesse de apoio institucional, foi feito contato com a coordenação da entidade Reino de Juna Bomy, que promoveu a festa durante décadas e identificado que a entidade não é mais a responsável por esta ação e passou a gestão do evento para outra entidade de Itajaí, que não buscou contato com a administração municipal até o momento.

Destaca-se ainda que em 2017, quando começou a nova gestão municipal, a festa aconteceu com o apoio da prefeitura que disponibilizou o som e a tenda para a ação. Justifica ainda que a liberação do alvará para festa se deu com cinco dias de antecedência ao dia 2 de fevereiro de 2017, porque a entidade estava com problemas com a documentação necessária para realização desse tipo de evento. Salienta-se ainda, que o processo para receber apoio da prefeitura exige alguns trâmites, que devem ser respeitados por todas as entidades.

Por fim, nega a existência de qualquer preconceito religioso e reforça que não há nenhum objeção a realização do evento, na data de praxe ou em qualquer outra data, designada mediante prévio ajuste entre os interessados envolvidos.

Balneário Camboriú, 1 de fevereiro de 2018

Fabrício Oliveira

Prefeito de Balneário Camboriú


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Prefeito não proibiu a Festa de Iemanjá

Entidade está disseminando acusações pelas redes sociais

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Sexta, 2/2/2018 15:36.

Hoje, 2 de fevereiro, é comemorado o Dia de Iemanjá, orixá feminina cultuada pela Umbanda e Candomblé. A Festa de Iemanjá foi realizada por décadas na cidade, mas este ano ela não vai acontecer e o motivo foi falta de organização.

Informações que o prefeito Fabrício Oliveira não teria apoiado o evento por motivos religiosos se espalharam pelas redes sociais e até pela mídia regional, mas foram desmentidas pelas partes.

O prefeito enviou uma nota através de sua assessoria destacando que o município sequer foi procurado pelos organizadores e lembrou que no ano passado chegou a custear a sonorização e uma tenda para a festa.

Nos últimos 20 anos a Festa de Iemanjá foi realizada pelo Mestre Marne, pai de santo à frente do Reino de Juna Bomy. Ele afirmou em nota, que em 2017, devido problemas burocráticos para realização do evento, anunciou que aquele seria o último ano na organização da Festa. Ele então passou a organização para um pai de santo de Itajaí.

“Neste ano, a prefeitura entrou em contato conosco e reforçamos que não realizaríamos. O que nos foi passado é que em nenhum momento o Pai Luiz de Oxalá esteve na prefeitura para demonstrar interesse na realização da festa. O que não depende nem do Reino de Juna Bomy ou da prefeitura”, esclareceu em nota Marne.

O barulho aconteceu porque uma entidade de Jaraguá do Sul passou a fazer postagens e distribuir artigo para a mídia sobre a não realização do evento. Através de seu presidente, Antonio José Piasson, a Fuca (Federação da União dos Cultos Afro-Brasileiros) culpou diretamente o prefeito e o acusou de impedir o livre exercício de culto.

O próprio Mestre Marne citou em sua nota oficial que desconhece a federação que emitiu o repudio. “Informamos que não foi de nossa autoria e que em nenhum momento solicitamos tal nota, visto que o Reino de Juna Bomy é representado pelo Superior Órgão Internacional de Umbanda e dos Cultos Afros (SOI)”.

Veja a nota da prefeitura na íntegra:

Nota oficial

A administração municipal esclarece que a organização da tradicional Festa de Iemanjá, realizada há décadas na cidade, NÃO MANIFESTOU interesse em promover a edição desse ano de 2018, até a presente data. De acordo com a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, na ausência da manifestação de interesse de apoio institucional, foi feito contato com a coordenação da entidade Reino de Juna Bomy, que promoveu a festa durante décadas e identificado que a entidade não é mais a responsável por esta ação e passou a gestão do evento para outra entidade de Itajaí, que não buscou contato com a administração municipal até o momento.

Destaca-se ainda que em 2017, quando começou a nova gestão municipal, a festa aconteceu com o apoio da prefeitura que disponibilizou o som e a tenda para a ação. Justifica ainda que a liberação do alvará para festa se deu com cinco dias de antecedência ao dia 2 de fevereiro de 2017, porque a entidade estava com problemas com a documentação necessária para realização desse tipo de evento. Salienta-se ainda, que o processo para receber apoio da prefeitura exige alguns trâmites, que devem ser respeitados por todas as entidades.

Por fim, nega a existência de qualquer preconceito religioso e reforça que não há nenhum objeção a realização do evento, na data de praxe ou em qualquer outra data, designada mediante prévio ajuste entre os interessados envolvidos.

Balneário Camboriú, 1 de fevereiro de 2018

Fabrício Oliveira

Prefeito de Balneário Camboriú


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