Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Programa Abraço completa 1 ano com 1600 casos atendidos

Quase metade deles ligados à violência financeira

Quarta, 25/4/2018 9:59.
Divulgação PMBC

Publicidade

O programa Abraço, da secretaria da Pessoa Idosa, está completando 1 ano nesta quarta-feira (25) com 1.678 idosos vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade social atendidos. Quase metade deles ligados à violência financeira.

A secretária da Pessoa Idosa Christina Barichello fez uma avaliação deste primeiro ano à frente do programa Abraço, que criou a pedido do prefeito Fabrício Oliveira, e disse que o que mais surpreendeu foram os tipos de violência contra idosos.

“Eu sempre imaginava que a maior violência contra os idosos era o abandono, negligência, até violência fisica, mas nos deparamos aqui em Balneário Camboriú com a violência financeira”, contou.

Ela acredita tratar-se também de um reflexo da cidade, porque a maioria dos que aqui vivem, tinha a princípio Balneário Camboriú como a segunda residência, o apartamento de praia seria a moradia para o futuro, quando se aposentariam, ou quando ficariam viúvos ou separados. "Às vezes vem um pequeno núcleo familiar, não é como no interior onde moram perto todos os descendentes, irmãos, sobrinhos tudo na mesma cidade e uns cuida dos outros”, segue Christina.

Por isso é muito comum estes idosos que vem morar na praia se sentirem mais sozinhos e é aí que se tornam vulneráveis.

“Fica muito fácil para os próprios familiares usurpar o dinheiro deles, através de empréstimo consignado, usando da afetividade para que o idoso passe seus bens para o nome dos filhos, netos ou sobrinhos, até casos de cuidadores que se aproveitam dessa fragilidade”, descreveu a secretária.

Recentemente, há pouco mais de um mês, a equipe do Abraço se deparou com o caso de uma senhora mantida em cativeiro pelo próprio filho.

“Ela recebia R$ 14 mil de pensão e era o filho que ficava com o dinheiro. Ele é usuário de drogas e mantinha a mãe em cativeiro. Só conseguimos descobrir, ter acesso a essa idosa, porque o filho não pagou pensão alimentícia e aí a polícia foi atrás dele, entrou no apartamento e descobriu essa idosa em péssimas condições. Esse foi o caso que mais me comoveu nesse primeiro ano de Abraço”, concluiu.

O Letrista agradecido

Joãozinho Letrista - Foto Edésio Pereira

Mas também existem casos de apoio a idosos com problemas de saúde, por exemplo. Foi o caso do aposentado Darci Cardoso de Matos, 65, morador há 40 anos do Bairro das Nações, mais conhecido como ‘Joãozinho Letrista’, porque ‘tudo que tem escrito e desenhado na Palestina fui eu quem fez’.

Darci quebrou o fêmur no início de fevereiro. Ele morava sozinho e passou por grandes dificuldades. Não conseguia caminhar, até que a equipe do Abraço o socorreu.

“Me levaram para o Ruth Cardoso, onde fui muito bem atendido. Depois conseguiram uma vaga no asilo até me recuperar, lá faziam fisioterapia, o cuidado comigo foi muito especial. Hoje estou morando na casa do seu Domingos, já estou quase caminhando. Mas se não fosse esse Abraço, esse atendimento na hora certa, minha perna teria atrofiado e eu não andaria mais”, disse.

Ele finalizou dizendo que ‘assim que voltar a caminhar vai procurar a equipe que tanto o ajudou para dar um agradecido e merecido Abraço.

Dados:


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Divulgação PMBC

Programa Abraço completa 1 ano com 1600 casos atendidos

Quase metade deles ligados à violência financeira

Publicidade

Quarta, 25/4/2018 9:59.

O programa Abraço, da secretaria da Pessoa Idosa, está completando 1 ano nesta quarta-feira (25) com 1.678 idosos vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade social atendidos. Quase metade deles ligados à violência financeira.

A secretária da Pessoa Idosa Christina Barichello fez uma avaliação deste primeiro ano à frente do programa Abraço, que criou a pedido do prefeito Fabrício Oliveira, e disse que o que mais surpreendeu foram os tipos de violência contra idosos.

“Eu sempre imaginava que a maior violência contra os idosos era o abandono, negligência, até violência fisica, mas nos deparamos aqui em Balneário Camboriú com a violência financeira”, contou.

Ela acredita tratar-se também de um reflexo da cidade, porque a maioria dos que aqui vivem, tinha a princípio Balneário Camboriú como a segunda residência, o apartamento de praia seria a moradia para o futuro, quando se aposentariam, ou quando ficariam viúvos ou separados. "Às vezes vem um pequeno núcleo familiar, não é como no interior onde moram perto todos os descendentes, irmãos, sobrinhos tudo na mesma cidade e uns cuida dos outros”, segue Christina.

Por isso é muito comum estes idosos que vem morar na praia se sentirem mais sozinhos e é aí que se tornam vulneráveis.

“Fica muito fácil para os próprios familiares usurpar o dinheiro deles, através de empréstimo consignado, usando da afetividade para que o idoso passe seus bens para o nome dos filhos, netos ou sobrinhos, até casos de cuidadores que se aproveitam dessa fragilidade”, descreveu a secretária.

Recentemente, há pouco mais de um mês, a equipe do Abraço se deparou com o caso de uma senhora mantida em cativeiro pelo próprio filho.

“Ela recebia R$ 14 mil de pensão e era o filho que ficava com o dinheiro. Ele é usuário de drogas e mantinha a mãe em cativeiro. Só conseguimos descobrir, ter acesso a essa idosa, porque o filho não pagou pensão alimentícia e aí a polícia foi atrás dele, entrou no apartamento e descobriu essa idosa em péssimas condições. Esse foi o caso que mais me comoveu nesse primeiro ano de Abraço”, concluiu.

O Letrista agradecido

Joãozinho Letrista - Foto Edésio Pereira

Mas também existem casos de apoio a idosos com problemas de saúde, por exemplo. Foi o caso do aposentado Darci Cardoso de Matos, 65, morador há 40 anos do Bairro das Nações, mais conhecido como ‘Joãozinho Letrista’, porque ‘tudo que tem escrito e desenhado na Palestina fui eu quem fez’.

Darci quebrou o fêmur no início de fevereiro. Ele morava sozinho e passou por grandes dificuldades. Não conseguia caminhar, até que a equipe do Abraço o socorreu.

“Me levaram para o Ruth Cardoso, onde fui muito bem atendido. Depois conseguiram uma vaga no asilo até me recuperar, lá faziam fisioterapia, o cuidado comigo foi muito especial. Hoje estou morando na casa do seu Domingos, já estou quase caminhando. Mas se não fosse esse Abraço, esse atendimento na hora certa, minha perna teria atrofiado e eu não andaria mais”, disse.

Ele finalizou dizendo que ‘assim que voltar a caminhar vai procurar a equipe que tanto o ajudou para dar um agradecido e merecido Abraço.

Dados:


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade