Jornal Página 3

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Funcionários denunciam falta de condições, abusos e ameaças em creche de Balneário
O local de troca dos bebês bem ao lado de um tanque aberto

Terça, 27/9/2016 9:13.

Uma lista extensa de denúncias contra a coordenação do Núcleo Santa Inês, da Rua Angelina, está à espera de uma solução da prefeitura. A coordenadora Denise Mamos alegou que as denúncias são de ordem pessoal e que já fez a defesa junto à Secretaria e Ouvidoria.

Funcionários da creche relataram à imprensa local, ao Conselho Escolar do Núcleo e ao Sindicato dos Servidores Municipais (SISEMBC) uma série de problemas como suposto desvio de função e privilégios para servidor, além de abuso de poder, ameaças e humilhações. Até agora nenhuma medida foi tomada e funcionários acreditam que isso aconteça por conivência política da administração da Educação.

A coordenadora Denise entende que pode ter ocorrido má interpretação, quando ela chamou a atenção de funcionários por algo errado. “Nunca fiz relatório de nenhuma funcionária, foi tudo conversado”, pontuou.

No entanto, os servidores alegam assédio moral devido várias atitudes, como a proibição de uso de materiais disponibilizados pela Educação, como tesouras, giz de cera e papéis, que ficam trancados em sua posse. A coordenadora também limitaria o acesso a materiais como álcool, toucas e luvas, necessários para a troca das crianças, o que segundo a denúncia, levaria funcionários a terem que comprar com o próprio dinheiro.

De acordo com a reclamação, a mesma situação acontece com produtos alimentícios, o que é ainda mais grave se confirmado. Funcionários não teriam sequer acesso ao depósito de insumos para preparo das refeições, sem falar nas condições de acondicionamento dos alimentos (D).

“Nunca foi negado material nenhum, a gente fornece aquilo que a secretaria dos manda, dentro do limite do planejamento delas”, destaca. Ela admite que há controle, mas garante que faz isso para que não haja desperdício da coisa pública. As funcionárias contestam e afirmam que precisam “mendigar” para conseguir materiais e que muitas vezes ele chega sucateado e vencido.

A coordenadora comentou que quando falta algum alimento na dispensa, é praxe o empréstimo com núcleos vizinhos, mas que tudo é devolvido assim que a Educação reabastece a unidade. Também declarou que quando houve necessidade de comprar algum material por parte dos funcionários, a APP pagava mediante nota.

Uma brinquedoteca nova e montada há dois meses, mas ainda proibida para as crianças, também é motivo de reclamação. Denise alega que por ela já teria aberto o espaço, mas que a administradora da rede teria solicitado uma inauguração, tendo em vista que o espaço deve ser considerado modelo e que a demora é para esperar passar o período eleitoral.

A presidente do Conselho Escolar, Ingria Sproger contou ao Página 3 que as denúncias recebidas foram encaminhadas à Ouvidoria da prefeitura. Mas ela relata que a situação não é novidade. “Alunos não têm carteiras, isso vem de anos, a unidade é ótima a comunidade é boa, mas se houvesse mais respeito, as coisas seriam melhores. Ninguém quer que ela saia, queremos que ela dê condições de trabalho para todos”, destacou Ingria.

Professores relataram que não há cadeiras nem mesas para eles e que precisam sentar no chão ou tapete, juntamente com as crianças, independente da temperatura ou mesmo da atividade. Na semana passada, após reclamação em uma rádio local, algumas cadeiras de plástico (E) foram encaminhadas ao núcleo, mesmo não sendo ideais para crianças pequenas, já que escorregam.

As professoras Jarine Adélia Plucenio, Jéssica Haubert, Janaína Teixeira e Pricila Fortes reforçaram o coro de reclamações. Elas relataram que uma funcionária comissionada da Educação chegou a procurar integrantes do Conselho Escolar para mudar a ata da reunião que trazia as denúncias, em defesa da coordenadora. Mesmo sendo ACTs ou estando em estágio probatório as professoras resolveram vir a público porque não aceitam mais as condições de trabalho que lhes são impostas, pela coordenação do núcleo e pelo descaso da direção da Educação.

Omissão

O Conselho Escolar recebeu as denúncias no final de agosto. Uma reunião sobre a situação foi feita no SISEMBC no dia 13 de setembro. Na semana passada a denúncia chegou a ser feita em uma rádio local. Mesmo assim, a diretora geral do Colegiado Simone da Silva Ricardo afirmou à reportagem que o assunto é recente e que ainda está apurando os fatos. “Formalmente ainda não recebi nada”, pontuou. Simone declarou que assim que os fatos forem esclarecidos definirá qual medida será tomada.

Funcionários também lamentaram a falta de atitude do sindicato frente às denúncias. A expectativa deles é que a denúncia seja levada ao Ministério Público. A reportagem tentou contato com a direção do SISEMBC, mas até agora não teve retorno.

Caso de saúde

Ozana Schmidt é mãe de um aluno de apenas três anos que tem alergia à proteína do leite. Ela contou que há cerca de quatro meses seu filho teve uma crise e chegou a ser hospitalizado com desidratação, inapetência e dores estomacais. Ela tentou descobrir a fonte do problema e chegou a desconfiar de uma vacina que o filho havia recebido.

Uma denúncia feita por uma agente de alimentação ao Conselho Escolar apontou que o menino estava consumindo no núcleo alimento com proteína do leite. “Isso não aconteceria se os funcionários tivessem acesso às fichas e laudos dos alunos com restrições alimentares. Conforme denúncias, ela é centralizadora de todas as informações”, reclamou.

Denise garante que conhece os cuidados de saúde do aluno e que “jamais daria” o achocolatado para ele, sabendo disso. “O menino está conosco há três anos, é impossível agora, depois de três anos, ter acontecido...e se alguém deu, eu não fiquei sabendo”, concluiu.

 

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Funcionários denunciam falta de condições, abusos e ameaças em creche de Balneário

O local de troca dos bebês bem ao lado de um tanque aberto
O local de troca dos bebês bem ao lado de um tanque aberto
Terça, 27/9/2016 9:13.

Uma lista extensa de denúncias contra a coordenação do Núcleo Santa Inês, da Rua Angelina, está à espera de uma solução da prefeitura. A coordenadora Denise Mamos alegou que as denúncias são de ordem pessoal e que já fez a defesa junto à Secretaria e Ouvidoria.

Funcionários da creche relataram à imprensa local, ao Conselho Escolar do Núcleo e ao Sindicato dos Servidores Municipais (SISEMBC) uma série de problemas como suposto desvio de função e privilégios para servidor, além de abuso de poder, ameaças e humilhações. Até agora nenhuma medida foi tomada e funcionários acreditam que isso aconteça por conivência política da administração da Educação.

A coordenadora Denise entende que pode ter ocorrido má interpretação, quando ela chamou a atenção de funcionários por algo errado. “Nunca fiz relatório de nenhuma funcionária, foi tudo conversado”, pontuou.

No entanto, os servidores alegam assédio moral devido várias atitudes, como a proibição de uso de materiais disponibilizados pela Educação, como tesouras, giz de cera e papéis, que ficam trancados em sua posse. A coordenadora também limitaria o acesso a materiais como álcool, toucas e luvas, necessários para a troca das crianças, o que segundo a denúncia, levaria funcionários a terem que comprar com o próprio dinheiro.

De acordo com a reclamação, a mesma situação acontece com produtos alimentícios, o que é ainda mais grave se confirmado. Funcionários não teriam sequer acesso ao depósito de insumos para preparo das refeições, sem falar nas condições de acondicionamento dos alimentos (D).

“Nunca foi negado material nenhum, a gente fornece aquilo que a secretaria dos manda, dentro do limite do planejamento delas”, destaca. Ela admite que há controle, mas garante que faz isso para que não haja desperdício da coisa pública. As funcionárias contestam e afirmam que precisam “mendigar” para conseguir materiais e que muitas vezes ele chega sucateado e vencido.

A coordenadora comentou que quando falta algum alimento na dispensa, é praxe o empréstimo com núcleos vizinhos, mas que tudo é devolvido assim que a Educação reabastece a unidade. Também declarou que quando houve necessidade de comprar algum material por parte dos funcionários, a APP pagava mediante nota.

Uma brinquedoteca nova e montada há dois meses, mas ainda proibida para as crianças, também é motivo de reclamação. Denise alega que por ela já teria aberto o espaço, mas que a administradora da rede teria solicitado uma inauguração, tendo em vista que o espaço deve ser considerado modelo e que a demora é para esperar passar o período eleitoral.

A presidente do Conselho Escolar, Ingria Sproger contou ao Página 3 que as denúncias recebidas foram encaminhadas à Ouvidoria da prefeitura. Mas ela relata que a situação não é novidade. “Alunos não têm carteiras, isso vem de anos, a unidade é ótima a comunidade é boa, mas se houvesse mais respeito, as coisas seriam melhores. Ninguém quer que ela saia, queremos que ela dê condições de trabalho para todos”, destacou Ingria.

Professores relataram que não há cadeiras nem mesas para eles e que precisam sentar no chão ou tapete, juntamente com as crianças, independente da temperatura ou mesmo da atividade. Na semana passada, após reclamação em uma rádio local, algumas cadeiras de plástico (E) foram encaminhadas ao núcleo, mesmo não sendo ideais para crianças pequenas, já que escorregam.

As professoras Jarine Adélia Plucenio, Jéssica Haubert, Janaína Teixeira e Pricila Fortes reforçaram o coro de reclamações. Elas relataram que uma funcionária comissionada da Educação chegou a procurar integrantes do Conselho Escolar para mudar a ata da reunião que trazia as denúncias, em defesa da coordenadora. Mesmo sendo ACTs ou estando em estágio probatório as professoras resolveram vir a público porque não aceitam mais as condições de trabalho que lhes são impostas, pela coordenação do núcleo e pelo descaso da direção da Educação.

Omissão

O Conselho Escolar recebeu as denúncias no final de agosto. Uma reunião sobre a situação foi feita no SISEMBC no dia 13 de setembro. Na semana passada a denúncia chegou a ser feita em uma rádio local. Mesmo assim, a diretora geral do Colegiado Simone da Silva Ricardo afirmou à reportagem que o assunto é recente e que ainda está apurando os fatos. “Formalmente ainda não recebi nada”, pontuou. Simone declarou que assim que os fatos forem esclarecidos definirá qual medida será tomada.

Funcionários também lamentaram a falta de atitude do sindicato frente às denúncias. A expectativa deles é que a denúncia seja levada ao Ministério Público. A reportagem tentou contato com a direção do SISEMBC, mas até agora não teve retorno.

Caso de saúde

Ozana Schmidt é mãe de um aluno de apenas três anos que tem alergia à proteína do leite. Ela contou que há cerca de quatro meses seu filho teve uma crise e chegou a ser hospitalizado com desidratação, inapetência e dores estomacais. Ela tentou descobrir a fonte do problema e chegou a desconfiar de uma vacina que o filho havia recebido.

Uma denúncia feita por uma agente de alimentação ao Conselho Escolar apontou que o menino estava consumindo no núcleo alimento com proteína do leite. “Isso não aconteceria se os funcionários tivessem acesso às fichas e laudos dos alunos com restrições alimentares. Conforme denúncias, ela é centralizadora de todas as informações”, reclamou.

Denise garante que conhece os cuidados de saúde do aluno e que “jamais daria” o achocolatado para ele, sabendo disso. “O menino está conosco há três anos, é impossível agora, depois de três anos, ter acontecido...e se alguém deu, eu não fiquei sabendo”, concluiu.

 

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