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Desarticulados, oposicionistas tendem a perder eleição para prefeito

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Reprodução

Quarta, 9/3/2016 7:47.

O deputado Leonel Pavan alertou na última semana que as oposições podem perder a eleição em Balneário Camboriú, porque “ninguém quer ceder” e não se unem para derrotar o adversário.

O adversário é o grupo que governa a cidade, unido em torno do prefeito Edson Piriquito e do pré-candidato a sucedê-lo Fábio Flôr.

A oposição desunida é composta principalmente pelo PR, o PSDB, o PSD e o PSB. São vários querendo a vaga de prefeito e de vice-prefeito.

Alguns nomes desses partidos estão buscando espaço em outros grupos, a preocupação em propor um projeto para a cidade inexiste, o objetivo é se eleger ou reeleger.

Falta organização política ao grupo. O PSD tinha dois vereadores: Claudir Maciel e Pedro Francez. Pedro, já anunciou a saída do partido para o PR. Claudir também estuda deixar a sigla.

O PR viu seu vereador mais votado (Elizeu Pereira) trocar para o PMDB na última semana. O partido criou uma regra interna curiosa: se fechar acordo para cabeça de chapa, o candidato é Carlos Humberto Metzner Silva -virgem em urnas- e se for para vice, o nome é o vereador Asinil Medeiros.

O PSDB se considera importante demais para abrir mão da chapa majoritária ocupando a vaga de prefeito ou vice.

Tem um nome forte, Leonel Pavan que não quer deixar a Assembleia e por isto força para encaixar seu filho, Junior, como candidato. Visto por qualquer ângulo é uma temeridade, Junior nunca concorreu a nada.

O PSB de Fabrício de Oliveira, um dos favoritos na corrida eleitoral, depende dos outros porque sozinho é fraco. Já disseram que se trata de um general sem exército e é verdade.

Para vencer eleição é necessária articulação com os agentes políticos (vereadores, líderes em bairros, associações etc) e esse grupo sequer começou a se articular, fez algumas reuniões em locais públicos, divulgou fotos nas redes sociais, mas não foi além.

Enquanto isso o grupo do prefeito Piriquito usa a máquina da Câmara de Vereadores e da prefeitura, aparentemente dentro da lei, para se fortalecer.

Algumas iniciativas na Câmara e na prefeitura são politiqueiras e nocivas ao interesse público, mas não tem oposição organizada para denunciar e combater.

Se as coisas continuarem assim, não é difícil prever quem se dará melhor ao final do processo.

Opiniões

Leonel Pavan, PSDB – Também acho que assim eles vão ganhar. Hoje temos candidatos a prefeito sem partido e sem militância. O PSDB tem 3.473 filiados e continua filiando. É o maior partido da cidade, por isto não pode ficar de fora da chapa majoritária. Eu não posso abandonar meu mandato de deputado. O PDT e o PR não são de oposição, estavam lá até agora. Todos têm que recolher as armas para uma definição e passar a discutir a cidade.

Ary Souza, presidente do PSD – Penso que até 18 de março estaremos aguardando o fim da janela (de troca de partidos) para ver como ficarão os partidos. Não vamos ter troca significativa de grupos políticos, exceto o Elizeu Pereira, os demais podem circular, mas na oposição. E alguns que estavam no governo podem migrar para o grupo da oposição. Está muito claro que terminado isso vamos definir nomes para a majoritária com PSD, PSB, PSDB e outros partidos. E aí começa a construção política, É inegável que eles (a oposição) estão à frente, pela força da máquina que usam escancaradamente, mas temos as ruas pedindo mudança.

Carlos Humberto Metzner Silva, presidente do PR – Não retornou os telefonemas da reportagem.

Fabrício de Oliveira, PSB – Vejo grande possibilidade de estarmos juntos. O que nos une é a vontade de mudança da gestão da cidade e terá um momento adequado onde cada um colocará sua posição.

Partidos políticos não representam a sociedade

Dos 33 partidos políticos existentes em Balneário Camboriú apenas três têm mais de mil filiados e 17 deles não registram uma centena de militantes. A maioria desses grupos é estatisticamente insignificante, socialmente irrelevante, mas absurdamente esse clube da minoria é que decide os destinos do restante da população.

De acordo com os dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o partido com mais filiados (3.460) é o PSDB; seguido pelo PMDB (2.351) e o PDT (1.887). Não por coincidência esses são os partidos que governaram a cidade nos últimos 25 anos. Os que vivem da política gostam de estar no poder ou próximo a ele.

Dos partidos que pretendem ser protagonistas nesta eleição, o PR de Carlos Humberto Metzner Silva não chega a 500 filiados; o PSD de Ary Souza, Claudir Maciel e Pedro Francez tem 192 e o PSB de Fabricio de Oliveira tem escassos 282 filiados. No outro lado, o PP do pré-candidato Fábio Flôr abriga 959 associados.

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