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Resgate Social critica ações de apoio a andarilhos

Quarta, 15/6/2016 10:24.

Influenciados pela morte do morador de Balneário Camboriú, Alderino José Kisathwski, 48 anos, vários grupos e comércios da cidade estão se unindo para arrecadar roupas e mantimentos para os andarilhos que vivem nas ruas do município. O Departamento de Resgate Social criicou a ação. Na noite de terça-feira (14) um grupo de pessoas distribuiu sopas, cobertores e agasalhos aos moradores. 

Além desse grupo, há vários outros realizando campanhas, que estão ganhando força através da rede social Facebook.

Uma das maiores é a Aquecendo Balneário Camboriú, que está tendo um bom resultado. Na foto, pode-se perceber muitas caixas de doações e isso é somente do ponto de arrecadação que está na rodoviária da cidade, há outros, como na Univali de Balneário e na academia The First. Além disso, há três comércios arrecadando e doando roupas: as lojas Divina e Three Cool Cats e a gráfica CopyColor.

Resgate Social

O diretor do Resgate Social, Paulo Roberto de Souza, explica que o departamento, que pertence à secretaria de Inclusão Social, é responsável pelo atendimento aos moradores de rua. Ele salienta que não é contra essas campanhas, mas que também não é a favor, já que isso pode ser visto como entrega de esmolas aos andarilhos.

Paulão afirma que a principal motivação (a morte de Alderino José) não é o que parece. “Ele não era um morador de rua, e sim morava em Balneário Camboriú. Esse homem trabalhava como pedreiro, tinha casa, mas era dependente químico. Ele foi uma pessoa que morreu na rua. Dei entrevista para vários jornais, inclusive para O Globo, do Rio de Janeiro, e defendi que ele não era morador de rua, mas mesmo assim as pessoas se sensibilizaram”, informa. 

Paulão lembra que em oito anos que está à frente do Resgate nunca recebeu apoio de grupos, seja de pessoas, empresas, igrejas ou ONGs. Agora ele diz que está recebendo de três a quatro ligações por dia e que essas campanhas podem acabar atraindo andarilhos de cidades da região.

“Eu vejo que essas pessoas (que estão organizando as campanhas) querem aparecer na mídia, virou um modismo. Falei para todos que me procuraram que fossem até a Casa de Passagem ou à Casa da Criança e do Adolescente, mas querem ir para as ruas... é uma atitude legal, mas como convidamos os andarilhos para irem até a Casa de Passagem porque lá terão comida, roupa e cobertor, eles não vão aceitar porque já estão tendo isso na rua”, opina.

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Resgate Social critica ações de apoio a andarilhos

Quarta, 15/6/2016 10:24.

Influenciados pela morte do morador de Balneário Camboriú, Alderino José Kisathwski, 48 anos, vários grupos e comércios da cidade estão se unindo para arrecadar roupas e mantimentos para os andarilhos que vivem nas ruas do município. O Departamento de Resgate Social criicou a ação. Na noite de terça-feira (14) um grupo de pessoas distribuiu sopas, cobertores e agasalhos aos moradores. 

Além desse grupo, há vários outros realizando campanhas, que estão ganhando força através da rede social Facebook.

Uma das maiores é a Aquecendo Balneário Camboriú, que está tendo um bom resultado. Na foto, pode-se perceber muitas caixas de doações e isso é somente do ponto de arrecadação que está na rodoviária da cidade, há outros, como na Univali de Balneário e na academia The First. Além disso, há três comércios arrecadando e doando roupas: as lojas Divina e Three Cool Cats e a gráfica CopyColor.

Resgate Social

O diretor do Resgate Social, Paulo Roberto de Souza, explica que o departamento, que pertence à secretaria de Inclusão Social, é responsável pelo atendimento aos moradores de rua. Ele salienta que não é contra essas campanhas, mas que também não é a favor, já que isso pode ser visto como entrega de esmolas aos andarilhos.

Paulão afirma que a principal motivação (a morte de Alderino José) não é o que parece. “Ele não era um morador de rua, e sim morava em Balneário Camboriú. Esse homem trabalhava como pedreiro, tinha casa, mas era dependente químico. Ele foi uma pessoa que morreu na rua. Dei entrevista para vários jornais, inclusive para O Globo, do Rio de Janeiro, e defendi que ele não era morador de rua, mas mesmo assim as pessoas se sensibilizaram”, informa. 

Paulão lembra que em oito anos que está à frente do Resgate nunca recebeu apoio de grupos, seja de pessoas, empresas, igrejas ou ONGs. Agora ele diz que está recebendo de três a quatro ligações por dia e que essas campanhas podem acabar atraindo andarilhos de cidades da região.

“Eu vejo que essas pessoas (que estão organizando as campanhas) querem aparecer na mídia, virou um modismo. Falei para todos que me procuraram que fossem até a Casa de Passagem ou à Casa da Criança e do Adolescente, mas querem ir para as ruas... é uma atitude legal, mas como convidamos os andarilhos para irem até a Casa de Passagem porque lá terão comida, roupa e cobertor, eles não vão aceitar porque já estão tendo isso na rua”, opina.

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