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Balneário Camboriú precisa de atitude ambiental

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Sexta, 10/6/2016 8:42.

Em função do Dia do Meio Ambiente, celebrado do último dia 5, o Página 3 conversou com pessoas envolvidas com a área em Balneário Camboriú para saber como eles veem a situação ambiental da cidade e seus arredores. Confira enquete publicada na edição impressa do jornal.

André Otávio Vieira de Mello, promotor do Meio Ambiente

“O problema todo passa pelo fato de que Balneário Camboriú não possui diagnóstico socioambiental, então não conseguimos solucionar problemas de poluição sonora, do rio, das praias, etc. Com esse diagnóstico teríamos referência para o Plano Diretor e é muito importante. Precisamos chamar a atenção em todas as esferas do poder público para os problemas ambientais que Balneário Camboriú vive hoje. Precisamos preservar os recursos que ainda temos. Tenho a impressão de que não só o governo, mas também a população de Balneário parece ter visão de que esses recursos são inesgotáveis...e infelizmente não é assim. Penso que as invasões irregulares que vem acontecendo são advindas da má administração pública. Não tem planejamento e isso é lamentável e condenável. Não posso opinar sobre as questões da Estrada da Rainha, já que envolve uma decisão judicial”.

 

Rodrigo Ribeiro Torres, secretário do Meio Ambiente

“Balneário Camboriú enfrenta uma migração muito grande e isso causa, dentre outras coisas, as ocupações irregulares. Nosso entorno é muito pequeno, então crescemos para cima ou as pessoas se instalam ilegalmente. Outro problema é que muitos empresários não pensam sustentavelmente, só economicamente. Além de que, infelizmente, o público também não é consciente sobre a questão do gerenciamento de resíduos, muitos despejam esgoto e objetos em rios e córregos, cortam a vegetação de locais de preservação...vejo que precisamos trabalhar muito na educação ambiental. O poder público de Balneário ao longo de décadas negligenciou as áreas próximas aos rios, por isso há ocupação próxima deles. Não houve controle e são essas pessoas, principalmente, que acabam poluindo-os”.

 

Carlos Antonio dos Santos, presidente da Área de Preservação Ambiental (APA) da Costa Brava

“Falta gestores que administrem com planejamento ambiental. Hoje Balneário cresce desordenadamente e com aval do Plano Diretor. Sobem torres, mas não pensam no fato de que a cidade é pequena e que um dia não vai ter água para todos. Precisamos pensar na importância de reestabelecer o curso natural das bacias da região. O Balneário Shopping, por exemplo, foi construído em cima de um mangue, e isso corta o curso, além de também causar alagamentos. Ao invés de restaurar estão colocando concreto em cima. Sei que a construção civil gera empregos, mas é preciso colocar um limite. Outro ponto problemático é o Rio das Ostras... estamos fazendo o levantamento do local e já conseguimos ver que há trechos que podem ser tratados, mas na região da foz e do estuário há casas construídas de forma ilegal. São esses os locais poluídos. O esgoto cai direto no rio, além de que também jogam sofás, geladeiras, etc. A situação das ocupações irregulares em Balneário precisa ser solucionada logo. Hoje há quase 200 famílias lá no São Judas Tadeu, e está piorando cada vez mais. A Estrada da Rainha também é complicada... se pensassem ambientalmente teriam feito a contenção da forma certa e não só o lado esquerdo. Deveriam cuidar das plantas exóticas que ali estão, principalmente o pinus. Eles tem raízes superficiais, que não dão segurança, e acabam causando os deslizamento. Já focando nas praias agrestes, queremos fazer do Conselho Comunitário um órgão ativo e focado no meio ambiente. Não queremos que transformem o local em um centro urbanizado. A infraestrutura que temos hoje está boa... o que falta é o tratamento de água e esgoto. As ruas não carecem de asfalto, para a APA hoje é aquele o modelo certo”.

 

Carla Cravo, presidente do Instituto de Desenvolvimento e Integração Ambiental (IDEIA)

“Atualmente a sensação que tenho é de total abandono. O poder público não se posiciona em relação aos desafios que temos. Falta tratamento de esgoto, um maior enfrentamento das questões das construções em BC. Precisam parar de liberar as áreas ambientais que ainda temos para construírem em cima. A questão da Estrada da Rainha é um exemplo. Fiquei muito feliz que a juíza foi favorável ao movimento Salve a Rainha. Penso que R$ 45 milhões não vão consertar todo o desgaste ambiental que o local sofreu, mas sinaliza-se para que outras pessoas parem de achar que podem fazer o que quiserem aqui. Não é simplesmente construir e fazer acontecer. A minha esperança hoje é que os candidatos a vereadores e prefeitos apresentem maior comprometimento com o lado ambiental. Hoje não temos um representante que enfrente essas questões conosco. Outra coisa que defendo é a não-privatização da EMASA. Já vi muita gente falando de privatizar, mas não é o caminho. Se fizermos isso estaremos mostrando que o governo é incompetente e não conseguiu geri-la da forma correta. Não temos que privatizar para fazer um serviço eficiente e sim precisamos de um governo mais eficiente”.

 

Fernando Marchiori, membro do movimento Salve a Rainha

“Acredito que o governo precisa cuidar e fiscalizar mais as situações ambientais na cidade. As coisas acontecem para depois quererem consertar... depois do leite derramado querem ir atrás de melhorias. A comunidade também vê coisas acontecendo e não denunciam, pensam ‘não é na minha rua, então não me preocupo’. Temos muitos problemas, principalmente no Rio Camboriú. Ele está poluído, e isso estraga a cidade inteira. As pessoas precisam entender que BC vive desse rio. Não adianta maquiar essa questão, porque uma hora iremos pagar a conta. Impossível passar na frente do rio e não ver a situação que ele vive hoje. É só falar com os pescadores antigos e eles confirmam que acabaram os peixes. Sei que muita da sujeira vem de Camboriú, mas precisamos solucionar isso. A questão das invasões também é outro problema sério. Se não for feito nada vai piorar cada vez mais. Antes tinha o CUIDA, que realmente cuidava disso, mas hoje parece que não funciona direito... Todos nós, como comunidade, precisamos cuidar disso porque se não só vai piorar. Tem solução, basta ter boa vontade e parar de tapar o sol com a peneira. Precisamos enfrentar. No fim todos vamos pagar a conta. Nós do Salve a Rainha esperamos que a Rainha seja o início de algo positivo em relação ao meio ambiente em BC e que as outras pessoas se interessem e não tenham medo de assumir causas ambientais. Se cada um assumir uma já iremos começar o processo de melhorias”.

Publicado na edição 1297, de 4 de junho de 2016.


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