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Escola de cães-guias inaugura sede própria em Balneário Camboriú
Divulgação

Segunda, 11/7/2016 10:30.

Por Daniele dos Reis

Foram muitos anos de luta e de persistência. Na última sexta-feira (8), finalmente a Escola de Cães-Guias Helen Keller inaugurou sua sede, em terreno cedido pela prefeitura de Balneário Camboriú, em frente à entrada do Parque Ecológico, no Bairro dos Municípios. A construção da área de 400 metros quadrados foi viabilizada graças à doação de uma senhora que apostou no trabalho de preparar gratuitamente cães para deficientes visuais.

A estrutura possui sete boxes para cães e uma quitinete para cegos que forem de fora. Cinco dos boxes são de convivência, possuem muro de 50cm e mais 1,20m de grade (isso permite que os cães se vejam e não se estressem). O sexto box é quase um isolamento, com paredes altas, mas permitindo que o cão ouça o que acontece ao redor. Esse ambiente deve ser usado em casos de doença de pele, por exemplo, para não contaminar os demais. O sétimo ambiente será isolado, destinado à maternidade.

“Tudo foi constituído e pensado do ponto de vista dos animais para que eles tenham o menor estresse possível. Um prédio bem arejado, bem protegido, de fácil manutenção, ventilado no verão e com as camas dos cães aquecidas no inverno”, orgulha-se Paulo Cesar Bernardi, presidente da entidade.

Se tivesse condições financeiras, a entidade poderia formar até 30 cães por ano usando toda essa estrutura, mas como tem apenas dois treinadores, deve entregar até o fim do ano quatro cães-guias. Enquanto isso, a fila por pedidos só aumenta: atualmente cerca de três mil deficientes aguardam por um cão da Helen Keler.

O custo para formar um cão em dois anos é de R$ 35 mil.

Como funciona

Com 45 dias, o cão é entregue para uma família socializadora, onde o animal vai aprender através da rotina da família. Quando ele chega à maioridade, o cão vai para o centro de treinamento. Nos primeiros cinco meses o treinador pratica diariamente, duas horas de manhã e duas à tarde, diversos comandos: como subir e descer de um ônibus, andar de escada rolante e levar o deficiente ao banheiro do shopping.

Nos 30 dias finais, a dupla entre cão e deficiente é formada. Só na última semana desse período, o treinamento é feito na residência do deficiente, com supervisão do treinador, para que o cão se ajuste à rotina do deficiente.

Investimento e resultado

O presidente da Escola de Cães-Guias, Paulo Bernardi (D) revela que a sede ficou mais vultosa do que o projeto, graças às doações de empresas parceiras, como a Portobello que doou todo o revestimento exterior da sede. Ele entende que havia necessidade do investimento, mas teme que as pessoas pensem que a entidade é rica e não precisa de apoio.

“Era muito difícil convencer as pessoas a ajudar a escola, porque elas tinham que confiar em mim, ou no vice-presidente ou no tesoureiro. Construir o prédio, além de ser importante para a atividade da escola, traz um espaço que as pessoas vão olhar e saber que estarão contribuindo com aquilo ali”, lembra.

Agora a escola vai seguir em busca de parcerias de grandes empresas e do reconhecimento da federação internacional. Uma inspeção será feita em outubro e com isso a Escola poderá fazer convênios e receber ajuda de fora do país devido sua importância social já que só existem outras escolas como essa nas Américas nos Estados Unidos e Canadá.

 

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Escola de cães-guias inaugura sede própria em Balneário Camboriú

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Segunda, 11/7/2016 10:30.

Por Daniele dos Reis

Foram muitos anos de luta e de persistência. Na última sexta-feira (8), finalmente a Escola de Cães-Guias Helen Keller inaugurou sua sede, em terreno cedido pela prefeitura de Balneário Camboriú, em frente à entrada do Parque Ecológico, no Bairro dos Municípios. A construção da área de 400 metros quadrados foi viabilizada graças à doação de uma senhora que apostou no trabalho de preparar gratuitamente cães para deficientes visuais.

A estrutura possui sete boxes para cães e uma quitinete para cegos que forem de fora. Cinco dos boxes são de convivência, possuem muro de 50cm e mais 1,20m de grade (isso permite que os cães se vejam e não se estressem). O sexto box é quase um isolamento, com paredes altas, mas permitindo que o cão ouça o que acontece ao redor. Esse ambiente deve ser usado em casos de doença de pele, por exemplo, para não contaminar os demais. O sétimo ambiente será isolado, destinado à maternidade.

“Tudo foi constituído e pensado do ponto de vista dos animais para que eles tenham o menor estresse possível. Um prédio bem arejado, bem protegido, de fácil manutenção, ventilado no verão e com as camas dos cães aquecidas no inverno”, orgulha-se Paulo Cesar Bernardi, presidente da entidade.

Se tivesse condições financeiras, a entidade poderia formar até 30 cães por ano usando toda essa estrutura, mas como tem apenas dois treinadores, deve entregar até o fim do ano quatro cães-guias. Enquanto isso, a fila por pedidos só aumenta: atualmente cerca de três mil deficientes aguardam por um cão da Helen Keler.

O custo para formar um cão em dois anos é de R$ 35 mil.

Como funciona

Com 45 dias, o cão é entregue para uma família socializadora, onde o animal vai aprender através da rotina da família. Quando ele chega à maioridade, o cão vai para o centro de treinamento. Nos primeiros cinco meses o treinador pratica diariamente, duas horas de manhã e duas à tarde, diversos comandos: como subir e descer de um ônibus, andar de escada rolante e levar o deficiente ao banheiro do shopping.

Nos 30 dias finais, a dupla entre cão e deficiente é formada. Só na última semana desse período, o treinamento é feito na residência do deficiente, com supervisão do treinador, para que o cão se ajuste à rotina do deficiente.

Investimento e resultado

O presidente da Escola de Cães-Guias, Paulo Bernardi (D) revela que a sede ficou mais vultosa do que o projeto, graças às doações de empresas parceiras, como a Portobello que doou todo o revestimento exterior da sede. Ele entende que havia necessidade do investimento, mas teme que as pessoas pensem que a entidade é rica e não precisa de apoio.

“Era muito difícil convencer as pessoas a ajudar a escola, porque elas tinham que confiar em mim, ou no vice-presidente ou no tesoureiro. Construir o prédio, além de ser importante para a atividade da escola, traz um espaço que as pessoas vão olhar e saber que estarão contribuindo com aquilo ali”, lembra.

Agora a escola vai seguir em busca de parcerias de grandes empresas e do reconhecimento da federação internacional. Uma inspeção será feita em outubro e com isso a Escola poderá fazer convênios e receber ajuda de fora do país devido sua importância social já que só existem outras escolas como essa nas Américas nos Estados Unidos e Canadá.

 

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