Jornal Página 3

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Passarela da Barra programada para ficar pronta na época das eleições
Daniele Sisnandes/Página 3

Terça, 2/2/2016 9:17.

O prefeito Edson Piriquito pretende concluir a Passarela da Barra em julho, por mera coincidência durante a campanha eleitoral.

A obra foi paralisada há um ano e quatro meses depois que as autoridades descobriram se tratar do maior foco de corrupção já registrado na cidade.

A obra, um monstrengo arquitetônico desenhado pelo próprio prefeito numa mesa de bar, começou em fevereiro de 2012 e deveria estar pronta em um ano. Atrasou três e o orçamento inicial de R$ 23 milhões passará dos R$ 32 milhões.

Está faltando a pintura, vidros e outros acabamentos cujo custo ficará entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões.

Outras despesas também serão necessárias como infraestrutura elétrica e intervenções no entorno.

Todos os projetos econômicos, sociais e culturais decorrentes do impacto da Passarela no Bairro da Barra e da região da Interpraias foram paralisados e ninguém sabe quando serão retomados.

Cemitério de reputações

A travessia sobre o Rio Camboriú em sua foz, ligando a Barra Sul ao Bairro da Barra, já enterrou a reputação de três prefeitos.

O primeiro a afundar foi Harold Schultz que iniciou uma ponte de concreto e nunca foi além de alguns pilares plantados na Barra Sul. Ele foi condenado a ressarcir os cofres públicos e o fez.

Ideia menos convencional teve o ex-prefeito Luiz Castro ao planejar uma ponte flutuante que abriria e fecharia de acordo com o trânsito de embarcações. Enquanto a ponte não fosse construída, um ferry boat (da mesma empresa que de Itajaí-Navegantes) operaria o serviço. O esquema era eternizar o ferry boat sem construir ponte alguma, o Página 3 descobriu, denunciou e o negócio foi cancelado.

Agora o episódio da Passarela, somado à roubalheira generalizada na prefeitura descoberta pelas autoridades, afetou a imagem do prefeito Piriquito.

Pesquisa da Univali no final de 2015 mostrou que a maioria da população acredita que ele foi conivente com a corrupção em seu governo.


Esse conteúdo foi produzido pelo Página 3. Sua reprodução em outros meios de comunicação é proibida.

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Passarela da Barra programada para ficar pronta na época das eleições

Daniele Sisnandes/Página 3
Terça, 2/2/2016 9:17.

O prefeito Edson Piriquito pretende concluir a Passarela da Barra em julho, por mera coincidência durante a campanha eleitoral.

A obra foi paralisada há um ano e quatro meses depois que as autoridades descobriram se tratar do maior foco de corrupção já registrado na cidade.

A obra, um monstrengo arquitetônico desenhado pelo próprio prefeito numa mesa de bar, começou em fevereiro de 2012 e deveria estar pronta em um ano. Atrasou três e o orçamento inicial de R$ 23 milhões passará dos R$ 32 milhões.

Está faltando a pintura, vidros e outros acabamentos cujo custo ficará entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões.

Outras despesas também serão necessárias como infraestrutura elétrica e intervenções no entorno.

Todos os projetos econômicos, sociais e culturais decorrentes do impacto da Passarela no Bairro da Barra e da região da Interpraias foram paralisados e ninguém sabe quando serão retomados.

Cemitério de reputações

A travessia sobre o Rio Camboriú em sua foz, ligando a Barra Sul ao Bairro da Barra, já enterrou a reputação de três prefeitos.

O primeiro a afundar foi Harold Schultz que iniciou uma ponte de concreto e nunca foi além de alguns pilares plantados na Barra Sul. Ele foi condenado a ressarcir os cofres públicos e o fez.

Ideia menos convencional teve o ex-prefeito Luiz Castro ao planejar uma ponte flutuante que abriria e fecharia de acordo com o trânsito de embarcações. Enquanto a ponte não fosse construída, um ferry boat (da mesma empresa que de Itajaí-Navegantes) operaria o serviço. O esquema era eternizar o ferry boat sem construir ponte alguma, o Página 3 descobriu, denunciou e o negócio foi cancelado.

Agora o episódio da Passarela, somado à roubalheira generalizada na prefeitura descoberta pelas autoridades, afetou a imagem do prefeito Piriquito.

Pesquisa da Univali no final de 2015 mostrou que a maioria da população acredita que ele foi conivente com a corrupção em seu governo.


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