Jornal Página 3

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Conheça alguns dos projetos que visam ocupar orla de Balneário Camboriú
Área da Barra Sul que está sob chamada pública

Segunda, 8/8/2016 8:17.

O chamamento público da prefeitura para projetos ocupando parte da terra e do mar já tem quatro projetos. O chamamento está sendo questionado administrativamente e judicialmente porque avança sobre expressiva parcela da faixa de areia da praia central e sobre direitos que já são de outras pessoas ou empresas.

A Ports Developed by Shiplanders Ltda., empresa que pretende investir R$ 270 milhões num porto para navio de cruzeiros, emitiu nota declarando que apresentará seu projeto no dia 23 de agosto.

A empresa que espera há um ano providências do prefeito Edson Piriquito terá que esperar mais ainda, inexplicavelmente o chamamento teve prazo prorrogado para 10 de outubro.

O porto de navios de cruzeiro é o projeto mais adiantado. Existe outro, de um parque aquático, que está na fase de rascunho e sendo melhorado.

Até o momento só foi protocolada a proposta de um hovercraft. Outro estudo, uma espécie de “master plan” para a Barra Sul, será apresentado nos próximos dias.

Veja os detalhes de dois desses projetos:

Hovercraft na praia central

A empresa Nawal Transporte Marítimo Ltda. apresentou proposta para explorar espaços nos molhes da Barra Sul e da Barra Norte (quando este for construído) com um hovercraft, um veículo anfíbio destinado a transportar passageiros por mar no percurso Penha, Itajaí, Balneário Camboriú, Porto Belo e Bombinhas.

Hovercrafts são veículos anfíbios que deslizam apoiados num colchão de ar criado por seus motores. Eles estão em decadência, em desuso, foram substituídos por catamarãs e outros barcos, mas a direção da Nawal alega que o projeto é técnica e economicamente viável.

O engenheiro que projetou a embarcação é o mesmo que desenvolveu um hovercraft na Amazônia, mas por lá a coisa não foi adiante. Aqui, o projeto eliminaria um dos principais problemas dessas embarcações, o barulho.

Segundo um diretor da Nawal que pediu para que seu nome não fosse revelado a embarcação poderia operar embarque e desembarque de passageiros em estruturas flutuantes agregadas aos molhes. A região seria usada como laboratório e “show room” para exportar o sistema.
A empresa foi criada em fevereiro deste ano e seu projeto foi apresentado a vereadores em Itajaí. Agora ela se habilitou no chamamento público de Balneário Camboriú.

Waterfront Barra Sul

Na expectativa da aprovação dos cassinos, o arquiteto Ênio Faquetti, da Arquipólis, está há mais de um ano projetando o Waterfront Barra Sul e vai inscrevê-lo no Edital da prefeitura. “Com a aprovação, cada estado, com exceção dos três maiores, receberá licença para um cassino, então é hora de habilitarmos Balneário Camboriú”, disse Faquetti.

“Seria um equipamento do município, quis dar esse caráter público para esse carro-chefe que estará associado a outros equipamentos”, detalhou.

Ele entende que a Barra Sul é o local ideal, contando com o engordamento da faixa de areia.

O projeto prevê um Complexo do Cassino com Hotel e Casas Noturnas (onde hoje está o estacionamento da Bontur); uma Marina Pública com helipontos e um Terminal Marítimo, com transporte por catamarãs. Na extensão do Molhe da Barra Sul, uma conexão com o BC Port, um Aquário gigante que seria uma atração turística e educacional; Show de Águas; Esportes Náuticos (Skate Park, Beach Tennis, Tenda de esportes); Playground; Áreas Verdes com sombra; Espaço Gastronomia, um Palco semi coberto para show e conectar, via Passarela, o acesso ao Centro Histórico e ao Mercado Público da Barra. Também está prevista a urbanização de toda a borda do rio.

“É um projeto de cidade e será uma referência para Balneário, nós precisamos planejar o que desejamos para o futuro de nossa cidade. Este é um projeto planejado para este futuro”, disse Faquetti.

Chamamento é questionado

O Página 3 apurou que o chamamento público foi questionado e o prefeito Edson Piriquito representado com pedido de cautelar junto ao Tribunal de Contas por vícios formais; avanço sobre áreas concedidas por licitação federal a outra empresa e direcionamento da licitação.

A denúncia será apresentada também à Marinha do Brasil e ao Serviço de Patrimônio da União.

Outra denúncia, esta de cunho ambiental, será apresentada por uma ONG atuante na região.

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Conheça alguns dos projetos que visam ocupar orla de Balneário Camboriú

Área da Barra Sul que está sob chamada pública
Área da Barra Sul que está sob chamada pública

O chamamento público da prefeitura para projetos ocupando parte da terra e do mar já tem quatro projetos. O chamamento está sendo questionado administrativamente e judicialmente porque avança sobre expressiva parcela da faixa de areia da praia central e sobre direitos que já são de outras pessoas ou empresas.

A Ports Developed by Shiplanders Ltda., empresa que pretende investir R$ 270 milhões num porto para navio de cruzeiros, emitiu nota declarando que apresentará seu projeto no dia 23 de agosto.

A empresa que espera há um ano providências do prefeito Edson Piriquito terá que esperar mais ainda, inexplicavelmente o chamamento teve prazo prorrogado para 10 de outubro.

O porto de navios de cruzeiro é o projeto mais adiantado. Existe outro, de um parque aquático, que está na fase de rascunho e sendo melhorado.

Até o momento só foi protocolada a proposta de um hovercraft. Outro estudo, uma espécie de “master plan” para a Barra Sul, será apresentado nos próximos dias.

Veja os detalhes de dois desses projetos:

Hovercraft na praia central

A empresa Nawal Transporte Marítimo Ltda. apresentou proposta para explorar espaços nos molhes da Barra Sul e da Barra Norte (quando este for construído) com um hovercraft, um veículo anfíbio destinado a transportar passageiros por mar no percurso Penha, Itajaí, Balneário Camboriú, Porto Belo e Bombinhas.

Hovercrafts são veículos anfíbios que deslizam apoiados num colchão de ar criado por seus motores. Eles estão em decadência, em desuso, foram substituídos por catamarãs e outros barcos, mas a direção da Nawal alega que o projeto é técnica e economicamente viável.

O engenheiro que projetou a embarcação é o mesmo que desenvolveu um hovercraft na Amazônia, mas por lá a coisa não foi adiante. Aqui, o projeto eliminaria um dos principais problemas dessas embarcações, o barulho.

Segundo um diretor da Nawal que pediu para que seu nome não fosse revelado a embarcação poderia operar embarque e desembarque de passageiros em estruturas flutuantes agregadas aos molhes. A região seria usada como laboratório e “show room” para exportar o sistema.
A empresa foi criada em fevereiro deste ano e seu projeto foi apresentado a vereadores em Itajaí. Agora ela se habilitou no chamamento público de Balneário Camboriú.

Waterfront Barra Sul

Na expectativa da aprovação dos cassinos, o arquiteto Ênio Faquetti, da Arquipólis, está há mais de um ano projetando o Waterfront Barra Sul e vai inscrevê-lo no Edital da prefeitura. “Com a aprovação, cada estado, com exceção dos três maiores, receberá licença para um cassino, então é hora de habilitarmos Balneário Camboriú”, disse Faquetti.

“Seria um equipamento do município, quis dar esse caráter público para esse carro-chefe que estará associado a outros equipamentos”, detalhou.

Ele entende que a Barra Sul é o local ideal, contando com o engordamento da faixa de areia.

O projeto prevê um Complexo do Cassino com Hotel e Casas Noturnas (onde hoje está o estacionamento da Bontur); uma Marina Pública com helipontos e um Terminal Marítimo, com transporte por catamarãs. Na extensão do Molhe da Barra Sul, uma conexão com o BC Port, um Aquário gigante que seria uma atração turística e educacional; Show de Águas; Esportes Náuticos (Skate Park, Beach Tennis, Tenda de esportes); Playground; Áreas Verdes com sombra; Espaço Gastronomia, um Palco semi coberto para show e conectar, via Passarela, o acesso ao Centro Histórico e ao Mercado Público da Barra. Também está prevista a urbanização de toda a borda do rio.

“É um projeto de cidade e será uma referência para Balneário, nós precisamos planejar o que desejamos para o futuro de nossa cidade. Este é um projeto planejado para este futuro”, disse Faquetti.

Chamamento é questionado

O Página 3 apurou que o chamamento público foi questionado e o prefeito Edson Piriquito representado com pedido de cautelar junto ao Tribunal de Contas por vícios formais; avanço sobre áreas concedidas por licitação federal a outra empresa e direcionamento da licitação.

A denúncia será apresentada também à Marinha do Brasil e ao Serviço de Patrimônio da União.

Outra denúncia, esta de cunho ambiental, será apresentada por uma ONG atuante na região.

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