Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Balneário Camboriú vive (nova) crise na segurança

Criminalidade avança enquanto forças de segurança enfrentam problemas de estrutura

Terça, 19/4/2016 17:48.
Amanda Weber/PMBC
Guardas fazem reivindicações diretamente ao prefeito Piriquito

Publicidade

Balneário Camboriú enfrenta uma situação preocupante na segurança pública, diariamente ocorrem assaltos à mão armada, roubos violentos a qualquer hora e até sequestros, que estão levando moradores a se manifestar. Nem todos esses fatos chegam ao conhecimento do público porque existe um esforço para mascarar a alarmante realidade. Pressionada pelas cobranças da sociedade, a polícia alega que faz o possível com a estrutura que tem. Além disso, há uma crise interna da secretaria municipal de segurança que está sem secretário e sofre cobranças dos próprios guardas.

Situação atual

Uma nuvem parece pairar sobre a Secretaria de Segurança. Depois do Ministério Público abrir investigações sobre denúncia do Página 3 a respeito de fraude na aquisição de câmeras de monitoramento, na última semana novos problemas surgiram com o pedido de demissão do secretário Edemir Meister e dezenas de guardas municipais reivindicando mais estrutura.

Os novos problemas começaram no dia dia 8, quando um guarda que estava de folga foi autuado pela PM por ter realizado a prisão de um assaltante usando uma arma que não estava em seu nome. O prefeito Edson Renato Dias e vários guardas foram até o local apoiar o colega. Os GMs aproveitaram para solicitar ao alcaide uma reunião.

O encontro com cerca de 50 guardas aconteceu na segunda-feira seguinte, no gabinete do prefeito.

As reivindicações

“Há descontentamento com problemas gerenciais e falta de planejamento na compra de materiais como coletes faltando, armas faltando, uniformes atrasados. Nos meses de dezembro e janeiro ficamos sem água mineral pra consumir”, disse o presidente da Associação de Guardas (AGMBC), Flávio Jacques do Nascimento. Os pleitos foram enviados por ofício para o então secretário, mas não houve resposta. Essas reivindicações foram omitidas pela assessoria de comunicação da prefeitura no release sobre a reunião.

No mesmo dia, a categoria também solicitou a manutenção de um convênio com a Polícia Federal que libera o porte de armas, institucionais ou particulares, mesmo fora de serviço e até fora do território municipal. Esse convênio está em vigência, mas chegando ao fim.

“Diante da necessidade de renovação, o ex-secretário Edemir Meister alegou que não havia amparo legal pra renovar o convênio desse jeito. Nós da associação mostramos que, diferente do que o secretário disse, havia sim amparo legal”, explicou Flávio.

Os guardas chegaram a dizer para o prefeito que preferiam ter como secretário uma pessoa de carreira e não um coronel, mas ele rebateu dizendo que esse tipo de indicação compete a ele. “Sabemos que o prefeito se preocupa com a Guarda. Ele demonstra preocupação e ficou acertado que será feito um novo pedido administrativo à PF”, concluiu o presidente da AGMBC.

No dia seguinte Meister se despediu dos funcionários na Secretaria e pediu exoneração. O diretor José Ademir Silveira, subtenente da reserva da PM, assumiu interinamente o posto. Meister disse apenas à reportagem que saiu por motivos pessoais e que agora vai se dedicar à família.

Nas polícias as queixas de problemas estruturais e falta de dinheiro para investmentos também são recorrentes. A PM, por exemplo, enfrenta escassez de efetivo e corte de gastos. Nas delegacias falta pessoal para dar seguimento a investigações.

Agrestes clama por segurança

Enquanto a segurança vive dias de crise institucional, a criminalidade vai avançando em todas a cidade. Moradores das praias agrestes se reuniram nesta segunda para pedir mais atenção das forças de segurança com a região. Pouco tempo depois, mais uma casa foi invadida nas proximidades. Leia mais aqui.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Amanda Weber/PMBC
Guardas fazem reivindicações diretamente ao prefeito Piriquito
Guardas fazem reivindicações diretamente ao prefeito Piriquito

Balneário Camboriú vive (nova) crise na segurança

Criminalidade avança enquanto forças de segurança enfrentam problemas de estrutura

Publicidade

Terça, 19/4/2016 17:48.

Balneário Camboriú enfrenta uma situação preocupante na segurança pública, diariamente ocorrem assaltos à mão armada, roubos violentos a qualquer hora e até sequestros, que estão levando moradores a se manifestar. Nem todos esses fatos chegam ao conhecimento do público porque existe um esforço para mascarar a alarmante realidade. Pressionada pelas cobranças da sociedade, a polícia alega que faz o possível com a estrutura que tem. Além disso, há uma crise interna da secretaria municipal de segurança que está sem secretário e sofre cobranças dos próprios guardas.

Situação atual

Uma nuvem parece pairar sobre a Secretaria de Segurança. Depois do Ministério Público abrir investigações sobre denúncia do Página 3 a respeito de fraude na aquisição de câmeras de monitoramento, na última semana novos problemas surgiram com o pedido de demissão do secretário Edemir Meister e dezenas de guardas municipais reivindicando mais estrutura.

Os novos problemas começaram no dia dia 8, quando um guarda que estava de folga foi autuado pela PM por ter realizado a prisão de um assaltante usando uma arma que não estava em seu nome. O prefeito Edson Renato Dias e vários guardas foram até o local apoiar o colega. Os GMs aproveitaram para solicitar ao alcaide uma reunião.

O encontro com cerca de 50 guardas aconteceu na segunda-feira seguinte, no gabinete do prefeito.

As reivindicações

“Há descontentamento com problemas gerenciais e falta de planejamento na compra de materiais como coletes faltando, armas faltando, uniformes atrasados. Nos meses de dezembro e janeiro ficamos sem água mineral pra consumir”, disse o presidente da Associação de Guardas (AGMBC), Flávio Jacques do Nascimento. Os pleitos foram enviados por ofício para o então secretário, mas não houve resposta. Essas reivindicações foram omitidas pela assessoria de comunicação da prefeitura no release sobre a reunião.

No mesmo dia, a categoria também solicitou a manutenção de um convênio com a Polícia Federal que libera o porte de armas, institucionais ou particulares, mesmo fora de serviço e até fora do território municipal. Esse convênio está em vigência, mas chegando ao fim.

“Diante da necessidade de renovação, o ex-secretário Edemir Meister alegou que não havia amparo legal pra renovar o convênio desse jeito. Nós da associação mostramos que, diferente do que o secretário disse, havia sim amparo legal”, explicou Flávio.

Os guardas chegaram a dizer para o prefeito que preferiam ter como secretário uma pessoa de carreira e não um coronel, mas ele rebateu dizendo que esse tipo de indicação compete a ele. “Sabemos que o prefeito se preocupa com a Guarda. Ele demonstra preocupação e ficou acertado que será feito um novo pedido administrativo à PF”, concluiu o presidente da AGMBC.

No dia seguinte Meister se despediu dos funcionários na Secretaria e pediu exoneração. O diretor José Ademir Silveira, subtenente da reserva da PM, assumiu interinamente o posto. Meister disse apenas à reportagem que saiu por motivos pessoais e que agora vai se dedicar à família.

Nas polícias as queixas de problemas estruturais e falta de dinheiro para investmentos também são recorrentes. A PM, por exemplo, enfrenta escassez de efetivo e corte de gastos. Nas delegacias falta pessoal para dar seguimento a investigações.

Agrestes clama por segurança

Enquanto a segurança vive dias de crise institucional, a criminalidade vai avançando em todas a cidade. Moradores das praias agrestes se reuniram nesta segunda para pedir mais atenção das forças de segurança com a região. Pouco tempo depois, mais uma casa foi invadida nas proximidades. Leia mais aqui.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade