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Lar dos Velhinhos tem 40 internos e lista de espera imensa
Daniele dos Reis/Página 3
Até o nome na placa foi alterado, adotando a palavra

Quarta, 13/4/2016 18:05.

Desde agosto de 2012, por determinação judicial, a prefeitura administra o Lar dos Velhinhos, instituição de longa permanência para idosos. A decisão atendeu a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público que apontava denúncias como negligências graves, sinais de desnutrição, agressões entre os internos e até fraturas nos pacientes.

Muitas foram as mudanças, mas nem todas foram possíveis, pelas condições do prédio, que tem registro de construção anterior à década de 80. No final do ano passado uma audiência conciliatória firmou algumas determinações, como a proibição de ali continuar sendo uma unidade de longa permanência, devido às deficiências estruturais. Só se for tudo demolido e construído de acordo com a lei.

Se a Associação São Vicente de Paula, que está afastada judicialmente, quiser continuar os serviços naquele local, vai poder apenas oferecer o chamado centro-dia, que recebe o idoso de manhã, realiza atividades durante o dia e o devolve à família ao fim do dia, sem possibilidade de pernoite.

Mas isso, só depois que a prefeitura já tiver finalizado a construção do abrigo municipal, que deve ser edificado na região sul da cidade. Prever uma data para o projeto sair do papel é arriscado, mas importante para não brecar ainda mais a espera por uma vaga. Hoje são 40 internos, mas a lista já chega aos 100 idosos, sem contar que a procura nunca cessa. Continua-se cobrando até dois salários mínimos pela permanência, exceto casos de vulnerabilidade, que são avaliados pela equipe da assistência social.

O olhar técnico das mudanças

De 2012 até agora, Marcelo Reinecke (foto ao lado), formado em administração pública e lotado na Controladoria do Município, é o administrador designado pela prefeitura, juntamente com o procurador Bruno Anselmo Campagnolo. Com o olhar técnico, Reinecke buscou adequar a unidade dentro das possibilidades e com acompanhamento constante do MPSC.

Como o caso da intervenção de Balneário foi uma novidade, não foi fácil para o município se adaptar, por isso ele buscou opiniões especializadas. “Minha área é financeira e administrativa, eu não tenho conhecimento de saúde, então porque não ter um profissional formado pra me dar suporte?”, indagou.

O número de camas teve de ser reduzido para respeitar às normas e a equipe de funcionários foi reforçada. Hoje são 35 pessoas. Foram criados cinco departamentos, cada um com um responsável formado na área, como nutrição e departamento social. Conforme a enfermeira Dayane Rotta (foto acima) não há mais cuidadores, apenas técnicos de enfermagem.

Os idosos foram separados por alas: extrema dependência (acamados, muitos com Alzheimer), semi dependência e independentes. Para os independentes foi criada uma rotina de maior liberdade e autonomia, com saídas e atividades.

Autonomia

“O intuito de tudo isso foi resgatar a autonomia deles, antes estavam acostumados a fazermos tudo por eles e agora eles tomam banhos sozinhos (com supervisão), se servem sozinhos, podem escolher o que querem comer, colocam as roupas que querem e veem que existe um mundo também”, destaca a enfermeira.

Marcelo complementa. “Antes eles ficavam sentados no sofá o dia inteiro, e assistindo o que se colocava para eles. Sobre a questão da comida, mesmo os independentes não se serviam, ficavam esperando. É como uma criança, se você não estimular, ela vai esperar você dar na boca”, lembra.

Regras foram criadas para as visitas e até para o trabalho voluntário, porque conforme Marcelo, antes entrava quem queria. Agora há cadastro de interessados, como grupos de religiosos ou mesmo pessoas disponíveis para ajudar de outras formas, como cortar cabelo, por exemplo. Esse mesmo controle de entrada e saída foi criado para familiares, para acompanhar e cobrar deles a presença. Ele garante que interessados em colaborar de alguma forma podem fazer cadastro na secretaria.

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Lar dos Velhinhos tem 40 internos e lista de espera imensa

Daniele dos Reis/Página 3
Até o nome na placa foi alterado, adotando a palavra
Até o nome na placa foi alterado, adotando a palavra

Desde agosto de 2012, por determinação judicial, a prefeitura administra o Lar dos Velhinhos, instituição de longa permanência para idosos. A decisão atendeu a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público que apontava denúncias como negligências graves, sinais de desnutrição, agressões entre os internos e até fraturas nos pacientes.

Muitas foram as mudanças, mas nem todas foram possíveis, pelas condições do prédio, que tem registro de construção anterior à década de 80. No final do ano passado uma audiência conciliatória firmou algumas determinações, como a proibição de ali continuar sendo uma unidade de longa permanência, devido às deficiências estruturais. Só se for tudo demolido e construído de acordo com a lei.

Se a Associação São Vicente de Paula, que está afastada judicialmente, quiser continuar os serviços naquele local, vai poder apenas oferecer o chamado centro-dia, que recebe o idoso de manhã, realiza atividades durante o dia e o devolve à família ao fim do dia, sem possibilidade de pernoite.

Mas isso, só depois que a prefeitura já tiver finalizado a construção do abrigo municipal, que deve ser edificado na região sul da cidade. Prever uma data para o projeto sair do papel é arriscado, mas importante para não brecar ainda mais a espera por uma vaga. Hoje são 40 internos, mas a lista já chega aos 100 idosos, sem contar que a procura nunca cessa. Continua-se cobrando até dois salários mínimos pela permanência, exceto casos de vulnerabilidade, que são avaliados pela equipe da assistência social.

O olhar técnico das mudanças

De 2012 até agora, Marcelo Reinecke (foto ao lado), formado em administração pública e lotado na Controladoria do Município, é o administrador designado pela prefeitura, juntamente com o procurador Bruno Anselmo Campagnolo. Com o olhar técnico, Reinecke buscou adequar a unidade dentro das possibilidades e com acompanhamento constante do MPSC.

Como o caso da intervenção de Balneário foi uma novidade, não foi fácil para o município se adaptar, por isso ele buscou opiniões especializadas. “Minha área é financeira e administrativa, eu não tenho conhecimento de saúde, então porque não ter um profissional formado pra me dar suporte?”, indagou.

O número de camas teve de ser reduzido para respeitar às normas e a equipe de funcionários foi reforçada. Hoje são 35 pessoas. Foram criados cinco departamentos, cada um com um responsável formado na área, como nutrição e departamento social. Conforme a enfermeira Dayane Rotta (foto acima) não há mais cuidadores, apenas técnicos de enfermagem.

Os idosos foram separados por alas: extrema dependência (acamados, muitos com Alzheimer), semi dependência e independentes. Para os independentes foi criada uma rotina de maior liberdade e autonomia, com saídas e atividades.

Autonomia

“O intuito de tudo isso foi resgatar a autonomia deles, antes estavam acostumados a fazermos tudo por eles e agora eles tomam banhos sozinhos (com supervisão), se servem sozinhos, podem escolher o que querem comer, colocam as roupas que querem e veem que existe um mundo também”, destaca a enfermeira.

Marcelo complementa. “Antes eles ficavam sentados no sofá o dia inteiro, e assistindo o que se colocava para eles. Sobre a questão da comida, mesmo os independentes não se serviam, ficavam esperando. É como uma criança, se você não estimular, ela vai esperar você dar na boca”, lembra.

Regras foram criadas para as visitas e até para o trabalho voluntário, porque conforme Marcelo, antes entrava quem queria. Agora há cadastro de interessados, como grupos de religiosos ou mesmo pessoas disponíveis para ajudar de outras formas, como cortar cabelo, por exemplo. Esse mesmo controle de entrada e saída foi criado para familiares, para acompanhar e cobrar deles a presença. Ele garante que interessados em colaborar de alguma forma podem fazer cadastro na secretaria.

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