Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Brasil
Filiado ao Novo, vice de Zema usa helicóptero de Minas após folga em spa de luxo

O uso de aeronaves do Estado foi tratado como "farra" pelo governador Romeu Zema

Terça, 23/4/2019 17:50.
O Tempo/Folhapress
Governador de MG, Romeu Zema, ao lado de seu vice, Paulo Brant.

Publicidade

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - O vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant (Novo), usou um helicóptero do Estado para viajar entre Macacos, distrito de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, até a cidade de Ouro Preto no domingo (21).

A informação foi confirmada pela assessoria do governo à reportagem.

Hospedado em um SPA de luxo com a esposa, o vice-governador viajou até a cidade histórica para acompanhar a cerimônia de entrega da medalha da Inconfidência Mineira, no dia de Tiradentes. As diárias no local variam entre R$ 670 e R$ 1.183.

Segundo a assessoria, além de Brant, estavam no voo sua esposa, Alexia Paiva, e o ajudante de ordens, Capitão Alencar.

"A justificativa para o uso do helicóptero é o fato do hotel estar na rota aérea para Ouro Preto onde aconteceu, neste domingo, a Cerimônia de Entrega da Medalha da Inconfidência", afirma a assessoria.

O uso de aeronaves do Estado por outros governadores foi tratado como "farra" pelo governador Romeu Zema (Novo) durante a campanha.

Porém, depois da divulgação do episódio com Brant por uma reportagem do jornal O Tempo, o governador alterou o discurso.

Em nota divulgada nesta terça, a assessoria de Zema diz que "levando em consideração questões de segurança, tempo e mobilidade chegou-se à conclusão de que o governador precisa locomover-se também em aeronaves do Estado", mas que isso será feito "respeitando o dinheiro público".

"O governador precisa de agilidade para se locomover. Tendo em vista a extensão territorial do estado, com 853 municípios, e uma agenda de compromissos extensa, conforme as necessidades do Estado, é imprescindível o uso das aeronaves oficiais", diz o texto.

A nota diz ainda que "o governador assumiu o compromisso de acabar com a frota aérea que ficava à disposição dos governantes e está fazendo isso". A assessoria afirma que foram vendidas duas aeronaves e transferidas outras duas para o Comando de Aviação do Estado da Polícia Militar de Minas Gerais.

Na semana passada, o Portal da Transparência de Minas Gerais publicou dados sobre os voos do governador desde o início do mandato. Zema fez 16 viagens em aeronaves oficiais. Uma média de uma viagem a cada cinco dias.

Dois voos tiveram como destino a cidade de Brumadinho -município onde ocorreu o rompimento de uma barragem da Vale, em janeiro, deixando 232 mortos e 40 desaparecidos até o momento. Os destinos mais frequentes foram Brasília e a cidade natal de Zema, Araxá, a 368 km de Belo Horizonte.

Também na semana passada, a Justiça de Minas Gerais extinguiu a ação que determinou bloqueio de R$ 11,5 milhões do ex-governador Aécio Neves (PSDB), onde a Promotoria pedia ressarcimento ao erário por voos durante o mandato que foram considerados como não tendo interesse público.  


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
O Tempo/Folhapress
Governador de MG, Romeu Zema, ao lado de seu vice, Paulo Brant.
Governador de MG, Romeu Zema, ao lado de seu vice, Paulo Brant.

Filiado ao Novo, vice de Zema usa helicóptero de Minas após folga em spa de luxo

O uso de aeronaves do Estado foi tratado como "farra" pelo governador Romeu Zema

Publicidade

Terça, 23/4/2019 17:50.

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - O vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant (Novo), usou um helicóptero do Estado para viajar entre Macacos, distrito de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, até a cidade de Ouro Preto no domingo (21).

A informação foi confirmada pela assessoria do governo à reportagem.

Hospedado em um SPA de luxo com a esposa, o vice-governador viajou até a cidade histórica para acompanhar a cerimônia de entrega da medalha da Inconfidência Mineira, no dia de Tiradentes. As diárias no local variam entre R$ 670 e R$ 1.183.

Segundo a assessoria, além de Brant, estavam no voo sua esposa, Alexia Paiva, e o ajudante de ordens, Capitão Alencar.

"A justificativa para o uso do helicóptero é o fato do hotel estar na rota aérea para Ouro Preto onde aconteceu, neste domingo, a Cerimônia de Entrega da Medalha da Inconfidência", afirma a assessoria.

O uso de aeronaves do Estado por outros governadores foi tratado como "farra" pelo governador Romeu Zema (Novo) durante a campanha.

Porém, depois da divulgação do episódio com Brant por uma reportagem do jornal O Tempo, o governador alterou o discurso.

Em nota divulgada nesta terça, a assessoria de Zema diz que "levando em consideração questões de segurança, tempo e mobilidade chegou-se à conclusão de que o governador precisa locomover-se também em aeronaves do Estado", mas que isso será feito "respeitando o dinheiro público".

"O governador precisa de agilidade para se locomover. Tendo em vista a extensão territorial do estado, com 853 municípios, e uma agenda de compromissos extensa, conforme as necessidades do Estado, é imprescindível o uso das aeronaves oficiais", diz o texto.

A nota diz ainda que "o governador assumiu o compromisso de acabar com a frota aérea que ficava à disposição dos governantes e está fazendo isso". A assessoria afirma que foram vendidas duas aeronaves e transferidas outras duas para o Comando de Aviação do Estado da Polícia Militar de Minas Gerais.

Na semana passada, o Portal da Transparência de Minas Gerais publicou dados sobre os voos do governador desde o início do mandato. Zema fez 16 viagens em aeronaves oficiais. Uma média de uma viagem a cada cinco dias.

Dois voos tiveram como destino a cidade de Brumadinho -município onde ocorreu o rompimento de uma barragem da Vale, em janeiro, deixando 232 mortos e 40 desaparecidos até o momento. Os destinos mais frequentes foram Brasília e a cidade natal de Zema, Araxá, a 368 km de Belo Horizonte.

Também na semana passada, a Justiça de Minas Gerais extinguiu a ação que determinou bloqueio de R$ 11,5 milhões do ex-governador Aécio Neves (PSDB), onde a Promotoria pedia ressarcimento ao erário por voos durante o mandato que foram considerados como não tendo interesse público.  


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade