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'Se subir o óleo diesel, ministro, nós vamos parar', diz caminhoneiro a Onyx

Quarta, 17/4/2019 5:05.

HELOÍSA NEGRÃO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, trocou mensagens pelo WhatsApp com o caminhoneiro Wanderlei Alves, o Dedéco, ao longo dessa terça-feira (16), dia no qual foram anunciadas medidas que beneficiam a categoria nesta terça-feira (16).

Alves, que é de Curitiba (PR), participou da paralisação de maio de 2018 e afirma fazer parte de um grupo formado por várias lideranças de caminhoneiros.

Os dois discutiram sobre os líderes ouvidos pelo governo para criar o plano de ação. Para Alves, o governo não está falando com as pessoas certas. Desde o final de março, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem feito promessas para agradar a categoria e evitar uma nova paralisação.

"Nós, governo, tomamos atitudes em cima da pauta que dezenas de líderes de caminhoneiros de todo o Brasil nos apresentaram. Inclusive tu, Dedéco", afirma Onyx, em áudio obtido pela Folha de S.Paulo.

E continua, "não estamos aqui para mediar nem briga de caminhoneiro com caminhoneiro, e muito menos de quem se acha líder do A ou do B. Nosso negócio é respeitar e valorizar o caminhoneiro".

Na troca de áudios pelo WhatsApp, Alves respondeu que não apresentou nenhuma pauta ao governo.

"A pauta nossa é fazer valer o piso mínimo e não subir óleo diesel. A decisão do nosso grupo está tomada", diz.

O caminhoneiro também fala sobre a possibilidade de uma nova greve.

"Se subir o óleo diesel, ministro, nós vamos parar e ponto final".

O ministro responde agradecendo de forma irônica as "palavras de consideração". E diz: "Vamos trabalhar daqui e tu trabalha daí".

Após troca de áudios, o ministro bloqueou o caminhoneiro no WhatsApp. 

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'Se subir o óleo diesel, ministro, nós vamos parar', diz caminhoneiro a Onyx

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Quarta, 17/4/2019 5:05.

HELOÍSA NEGRÃO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, trocou mensagens pelo WhatsApp com o caminhoneiro Wanderlei Alves, o Dedéco, ao longo dessa terça-feira (16), dia no qual foram anunciadas medidas que beneficiam a categoria nesta terça-feira (16).

Alves, que é de Curitiba (PR), participou da paralisação de maio de 2018 e afirma fazer parte de um grupo formado por várias lideranças de caminhoneiros.

Os dois discutiram sobre os líderes ouvidos pelo governo para criar o plano de ação. Para Alves, o governo não está falando com as pessoas certas. Desde o final de março, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem feito promessas para agradar a categoria e evitar uma nova paralisação.

"Nós, governo, tomamos atitudes em cima da pauta que dezenas de líderes de caminhoneiros de todo o Brasil nos apresentaram. Inclusive tu, Dedéco", afirma Onyx, em áudio obtido pela Folha de S.Paulo.

E continua, "não estamos aqui para mediar nem briga de caminhoneiro com caminhoneiro, e muito menos de quem se acha líder do A ou do B. Nosso negócio é respeitar e valorizar o caminhoneiro".

Na troca de áudios pelo WhatsApp, Alves respondeu que não apresentou nenhuma pauta ao governo.

"A pauta nossa é fazer valer o piso mínimo e não subir óleo diesel. A decisão do nosso grupo está tomada", diz.

O caminhoneiro também fala sobre a possibilidade de uma nova greve.

"Se subir o óleo diesel, ministro, nós vamos parar e ponto final".

O ministro responde agradecendo de forma irônica as "palavras de consideração". E diz: "Vamos trabalhar daqui e tu trabalha daí".

Após troca de áudios, o ministro bloqueou o caminhoneiro no WhatsApp. 

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