Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Brasil
Caminhoneiros voltam ao Planalto com pauta mais extensa e cobram promessas no papel

Maia diz que reduzir PIS/Cofins é saída para impasse

Domingo, 27/5/2018 20:39.
O Tempo/Folhapress.

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DANIEL CARVALHO, MARIANA CARNEIRO E TALITA FERNANDES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Representantes de caminhoneiros autônomos que não assinaram o acordo com o governo na semana passada voltaram ao Palácio do Planalto neste domingo (27) para negociar uma pauta mais extensa e para avisar que a desmobilização só terá início quando as promessas forem publicadas no DOU (Diário Oficial da União).

"O setor vive de promessas há 19 anos, desde a greve de 1999 e, de fato, o setor nunca foi atendido como deveria. Nenhum acordo que firmarmos hoje terá validade sem antes isso se tornar público nos meios oficiais do governo", disse Gilson Baitaca, presidente do MTG (Movimento dos Transportadores de Grãos).

"Não há desmobilização agora sem ter o que a categoria diz na rua. Estamos cansados de promessa e nenhuma efetividade. [Queremos] todos os itens da reunião de quinta-feira [24], os 10% de desconto da Petrobras [no preço do diesel, como prometido], permanecem mais a pauta que nós iremos apresentar hoje. Todos deverão estar publicados no Diário Oficial", reforçou Carlos Alberto Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ijuí (RS).

Além de quererem ver no papel os 12 itens prometidos pelo Planalto na semana passada, os caminhoneiros querem que o governo zere as alíquotas de PIS e Cofins e Cide do óleo diesel, edite uma medida provisória (que tem aplicação imediata, em vez do projeto que está no Senado) para regular os preços de fretes rodoviários, volte ao preço do diesel de julho de 2017 e o congele durante 90 dias.

No acordo firmado na quinta-feira (24), o governo federal se comprometeu em reservar 30% do frete da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para os caminhoneiros. No ano passado, a estatal gastou R$ 107 milhões com o frete.

Os caminhoneiros também pediram ao governo a reserva de cerca de um terço do transporte da Petrobras e dos Correios. Como são empresas de capital misto, o governo não poderia fazer a reserva imediatamente, mas pode ajudar a adotar a cota, segundo os grevistas.

Os manifestantes querem também que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vote até terça-feira (29) a urgência do novo marco regulatório do setor de transportes.

"Eles [os pontos que ficaram de fora do acordo de quinta-feira passada] é que vão dar resultado imediato e financeiro no bolso do caminhoneiro", afirmou Baitaca.

"Não podemos ficar no marasmo. Está aí o Brasil parado precisando ter a garantia de que isso vai acontecer", disse Dahmer.

Maia diz que reduzir PIS/Cofins é saída para impasse com caminhoneiros

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), publicou mensagem em suas redes dizendo que a saída para o impasse com os caminhoneiros é mexer no PIS/Cofins.

"Acredito, desde o início, que a melhor saída para o impasse criado entre os grevistas e o governo, é reduzir ou zerar o PIS/Cofins cobrado sobre o diesel", escreveu no Twitter.

A declaração ocorre enquanto o presidente Michel Temer está reunido com ministros no Palácio do Planalto para discutir novos pontos que garantam o cumprimento do acordo que suspendia a paralisação dos caminhoneiros.

OSMAR TERRA

O deputado Osmar Terra (MDB-RS) também disse na noite deste domingo (27) que o governo estuda a possibilidade de zerar PIS/Cofins sobre o diesel como forma de negociação com os caminhoneiros, que mantêm protestos que obstruem rodovias e prejudicam abastecimento no país pelo sétimo dia.

"O governo está estudando esta possibilidade. Eu não sei se pode zerar o PIS/Cofins, que é um imposto e tem que colocar outro no lugar, é uma operação mais complexa", disse.

Terra é ex-ministro de Desenvolvimento Social e tem participado de conversas entre os caminhoneiros e o governo. Ele trouxe um grupo ao Palácio do Planalto para a apresentação de suas reivindicações a técnicos da Casa Civil.

O deputado defendeu que os caminhoneiros sejam ouvidos de novo e que a situação de crise seja solucionada "o quanto antes".

"Alguns caminhoneiros que não foram ouvidos porque estavam nas ruas precisam ser ouvidos", afirmou.


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Página 3
O Tempo/Folhapress.

Caminhoneiros voltam ao Planalto com pauta mais extensa e cobram promessas no papel

Maia diz que reduzir PIS/Cofins é saída para impasse

Domingo, 27/5/2018 20:39.

DANIEL CARVALHO, MARIANA CARNEIRO E TALITA FERNANDES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Representantes de caminhoneiros autônomos que não assinaram o acordo com o governo na semana passada voltaram ao Palácio do Planalto neste domingo (27) para negociar uma pauta mais extensa e para avisar que a desmobilização só terá início quando as promessas forem publicadas no DOU (Diário Oficial da União).

"O setor vive de promessas há 19 anos, desde a greve de 1999 e, de fato, o setor nunca foi atendido como deveria. Nenhum acordo que firmarmos hoje terá validade sem antes isso se tornar público nos meios oficiais do governo", disse Gilson Baitaca, presidente do MTG (Movimento dos Transportadores de Grãos).

"Não há desmobilização agora sem ter o que a categoria diz na rua. Estamos cansados de promessa e nenhuma efetividade. [Queremos] todos os itens da reunião de quinta-feira [24], os 10% de desconto da Petrobras [no preço do diesel, como prometido], permanecem mais a pauta que nós iremos apresentar hoje. Todos deverão estar publicados no Diário Oficial", reforçou Carlos Alberto Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ijuí (RS).

Além de quererem ver no papel os 12 itens prometidos pelo Planalto na semana passada, os caminhoneiros querem que o governo zere as alíquotas de PIS e Cofins e Cide do óleo diesel, edite uma medida provisória (que tem aplicação imediata, em vez do projeto que está no Senado) para regular os preços de fretes rodoviários, volte ao preço do diesel de julho de 2017 e o congele durante 90 dias.

No acordo firmado na quinta-feira (24), o governo federal se comprometeu em reservar 30% do frete da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para os caminhoneiros. No ano passado, a estatal gastou R$ 107 milhões com o frete.

Os caminhoneiros também pediram ao governo a reserva de cerca de um terço do transporte da Petrobras e dos Correios. Como são empresas de capital misto, o governo não poderia fazer a reserva imediatamente, mas pode ajudar a adotar a cota, segundo os grevistas.

Os manifestantes querem também que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vote até terça-feira (29) a urgência do novo marco regulatório do setor de transportes.

"Eles [os pontos que ficaram de fora do acordo de quinta-feira passada] é que vão dar resultado imediato e financeiro no bolso do caminhoneiro", afirmou Baitaca.

"Não podemos ficar no marasmo. Está aí o Brasil parado precisando ter a garantia de que isso vai acontecer", disse Dahmer.

Maia diz que reduzir PIS/Cofins é saída para impasse com caminhoneiros

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), publicou mensagem em suas redes dizendo que a saída para o impasse com os caminhoneiros é mexer no PIS/Cofins.

"Acredito, desde o início, que a melhor saída para o impasse criado entre os grevistas e o governo, é reduzir ou zerar o PIS/Cofins cobrado sobre o diesel", escreveu no Twitter.

A declaração ocorre enquanto o presidente Michel Temer está reunido com ministros no Palácio do Planalto para discutir novos pontos que garantam o cumprimento do acordo que suspendia a paralisação dos caminhoneiros.

OSMAR TERRA

O deputado Osmar Terra (MDB-RS) também disse na noite deste domingo (27) que o governo estuda a possibilidade de zerar PIS/Cofins sobre o diesel como forma de negociação com os caminhoneiros, que mantêm protestos que obstruem rodovias e prejudicam abastecimento no país pelo sétimo dia.

"O governo está estudando esta possibilidade. Eu não sei se pode zerar o PIS/Cofins, que é um imposto e tem que colocar outro no lugar, é uma operação mais complexa", disse.

Terra é ex-ministro de Desenvolvimento Social e tem participado de conversas entre os caminhoneiros e o governo. Ele trouxe um grupo ao Palácio do Planalto para a apresentação de suas reivindicações a técnicos da Casa Civil.

O deputado defendeu que os caminhoneiros sejam ouvidos de novo e que a situação de crise seja solucionada "o quanto antes".

"Alguns caminhoneiros que não foram ouvidos porque estavam nas ruas precisam ser ouvidos", afirmou.


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