Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Brasil
Fardados, integrantes da Parada Gay pedem 'intervenção do amor'

Eles ironizaram pedidos de intervenção militar no país

Domingo, 3/6/2018 18:58.
Bruno Santos/Folhapress.
Público durante a 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT em São Paulo que aconteceu neste domingo,

Publicidade

PAULO SALDAÑA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Vestidos com roupas camufladas, muitos militantes aproveitaram a Parada do Orgulho LGBT para ironizar os pedidos recentes de intervenção militar disseminados durante a paralisação dos caminhoneiros.

"É hora de intervenção do amor, ainda mais neste momento conturbado", disse o professor Lukas Dubas, 28. Ele conta que caprichou na maquiagem para compensar o fato de a roupa fardada ser muito "masculinizada". "Nada melhor do que vir de militar, mas falando pelo [viés] certo", disse.

Para o administrador Albert Lima, 19, a Parada é a hora perfeita para transmitir mensagens e se expressar. "Estar de militar é uma grande ironia", diz ele, de calça e camiseta camuflada.

Vestidos de militar americano e Capitão América, o casal Renan Magalhães, 30, e Luiz Putini, 54, afirmam que o país ainda vive uma época de ideias muito fechadas. Eles mesmo são das Forças Armadas.

"Há uma imagem muito forte de que o o mundo militar é homofóbico", diz Magalhães. "E têm muitos gays lá", diz Putini, já na reserva.

O tema da Parada deste ano foram as eleições e o voto consciente no próximo pleito. Muitos cartazes clamavam pelo empoderamento da comunidade. "Nossa voz não será calada", dizia um dos cartazes.

Recados contra o deputado e candidato à presidência Jair Bolsonaro também estiveram presentes. "Menos Bolsonaro, Mais Beyoncé", dizia um dos cartazes.

Também vestido de militar, mas sem camisa, o farmacêutico Bruno Vieira, 24, disse que que a única motivação para escolher a roupa foi a disponibilidade dela no armário. Mas ele é a favor de uma intervenção. "A polícia já não consegue controlar as coisas, talvez o exército consiga".


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Bruno Santos/Folhapress.
Público durante a 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT em São Paulo que aconteceu neste domingo,
Público durante a 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT em São Paulo que aconteceu neste domingo,

Fardados, integrantes da Parada Gay pedem 'intervenção do amor'

Eles ironizaram pedidos de intervenção militar no país

Publicidade

Domingo, 3/6/2018 18:58.

PAULO SALDAÑA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Vestidos com roupas camufladas, muitos militantes aproveitaram a Parada do Orgulho LGBT para ironizar os pedidos recentes de intervenção militar disseminados durante a paralisação dos caminhoneiros.

"É hora de intervenção do amor, ainda mais neste momento conturbado", disse o professor Lukas Dubas, 28. Ele conta que caprichou na maquiagem para compensar o fato de a roupa fardada ser muito "masculinizada". "Nada melhor do que vir de militar, mas falando pelo [viés] certo", disse.

Para o administrador Albert Lima, 19, a Parada é a hora perfeita para transmitir mensagens e se expressar. "Estar de militar é uma grande ironia", diz ele, de calça e camiseta camuflada.

Vestidos de militar americano e Capitão América, o casal Renan Magalhães, 30, e Luiz Putini, 54, afirmam que o país ainda vive uma época de ideias muito fechadas. Eles mesmo são das Forças Armadas.

"Há uma imagem muito forte de que o o mundo militar é homofóbico", diz Magalhães. "E têm muitos gays lá", diz Putini, já na reserva.

O tema da Parada deste ano foram as eleições e o voto consciente no próximo pleito. Muitos cartazes clamavam pelo empoderamento da comunidade. "Nossa voz não será calada", dizia um dos cartazes.

Recados contra o deputado e candidato à presidência Jair Bolsonaro também estiveram presentes. "Menos Bolsonaro, Mais Beyoncé", dizia um dos cartazes.

Também vestido de militar, mas sem camisa, o farmacêutico Bruno Vieira, 24, disse que que a única motivação para escolher a roupa foi a disponibilidade dela no armário. Mas ele é a favor de uma intervenção. "A polícia já não consegue controlar as coisas, talvez o exército consiga".


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade