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Jornalista Meredith Talusan discutirá situação dos trans no país

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Reprodução "Them".

Quarta, 14/2/2018 7:27.

CHICO FELITTI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Quando sua matéria sair, já deve ter sido feito o anúncio de que eu fui promovida a editora-executiva", escreve a jornalista Meredith Talusan à reportagem. É assim que ela dá a notícia de que será a primeira pessoa trans a assumir um posto dessa importância na Condé Nast, casa da "Vogue" e um dos maiores grupos editoriais do mundo.

Ela estará à frente da plataforma online "them.", que trata de diversidade.

Talusan está acostumada a ser a primeira. Foi a primeira repórter trans do "Buzzfeed", o primeiro albino da vizinhança em que foi criada nas Filipinas e a primeira pessoa que não se identifica como homem nem como mulher nas escolas de elite onde estudou.

A carreira de Talusan, que fala do dia 19 no 2º Encontro Folha de Jornalismo, se mistura com sua trajetória: foi criada como um menino, mas aos 20 anos começou uma transição.

Hoje, não se identifica como homem nem mulher. Por mais que esteja no espectro feminino na maior parte do tempo, é de gênero fluido.

É sobre as dificuldades que pessoas trans enfrentam no mercado de trabalho, ou mesmo em ter sua existência reconhecida, que ela quer falar no evento. "Vou querer discutir a violência contra trans e como ela se manifesta no Brasil, além de outros assuntos."

Aos 15, Talusan se mudou para os EUA. Estudou em Harvard e fez mestrado e doutorado na Universidade Cornell.

Enquanto estudava literatura e escrita criativa, começou a oferecer textos jornalísticos sobre aspectos da transexualidade (como é difícil para uma pessoa interssexo conseguir fazer sexo casual, ou como ela decidiu parar de usar maquiagem) para veículos de renome como "Vice", "The Atlantic" e "The Nation".

Sua contratação pelo "Buzzfeed" em 2016, para cobrir assuntos ligados à diversidade de gênero e de sexo, virou notícia em veículos como o "Huffington Post" . Ficou ali por um ano.

"Como única trans numa empresa de 500 pessoas, eu tinha de justificar o porquê de querer cobrir determinada história. Não só a um editor, mas às vezes a dois ou a três editores cisgênero [que se identificam com o sexo biológico]."

Ela acredita que outros colegas emplacavam suas histórias "em poucos minutos" porque os editores conseguiam se identificar com suas experiências de vida.

Em 2017, o site "Unerased", que faz a contagem de morte de pessoas trans, levou o GLAAD Media Award for Outstanding Digital Journalism, de reconhecimento a assuntos LGBT. "É um sentimento ambivalente, ter recebido um prêmio por lidar com a violência que pessoas trans como eu sofrem. Ao mesmo tempo, o impacto de 'Unerased' é algo que me orgulha."

Talusan se definia até recentemente como uma jornalista que também é ativista. "Eu me sinto menos ativista hoje, porque muitos dos problemas pelos quais eu lutava, como a dignidade básica às pessoas trans, foram reconhecidos, mesmo que ainda não resolvidos."

Seu papel, ela diz, é de amplificar as vozes de outra pessoas. "Nunca estive disposta a sacrificar meus princípios em nome de uma noção datada de 'objetividade'."

Não precisou abrir mão do ativismo para comandar a "them.", que começou com anunciantes como Burberry e Google. "A resposta da publicidade e do público foi positiva. Mas eu sou uma editora, lido com notícias, não com isso." E é sobre notícias que Talusan falará no Brasil. 

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