Operação do MP e Polícia Civil cumpre 120 mandados de busca e apreensão em SC

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) realizaram a Operação Seival 2, nesta quinta-feira (24). O foco principal é Laguna, onde a primeira fase da operação aconteceu em 2017, mas houve ações em oito cidades catarinenses. Na região de Balneário, as buscas ocorreram em Itajaí e Navegantes. A operação envolve aproximadamente 160 policiais civis, militares e rodoviários federais de Santa Catarina, além de peritos criminais.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Seival 2 aconteceu nas cidades de Itajaí, Navegantes, Laguna, Florianópolis, Tubarão, Criciúma, Imbituba, Imaruí e Capivari de Baixo para cumprir três mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 10 medidas de proibição de acesso à Câmara de Vereadores de Laguna, duas medidas de afastamento da função pública, 120 mandados de busca e apreensão e oito cautelares de sequestro de bens, entre eles um barco.

Na primeira fase da operação, ocorrida em novembro de 2017, um vereador de Laguna foi preso e teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores da cidade um ano depois.

Nesta segunda fase, são vários crimes investigados pela força-tarefa, entre eles fraude à licitação, corrupção ativa/passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato, envolvendo empresários, servidores públicos e agentes políticos dos poderes Executivo e Legislativo municipais.

As investigações apuram a atuação de novos integrantes do grupo investigado, que possuem ‘estreita ligação’ com as pessoas inicialmente investigadas pela Polícia Civil e denunciadas pelo MPSC. As apurações buscam identificar a denúncia da existência de uma espécie de loteamento das Secretarias Municipais por meio de indicações políticas e o recebimento de propina correspondente a parte dos valores das obras e serviços licitados nessas pastas.

A operação se concentra em analisar os vários contratos firmados pela prefeitura de Laguna com empresários que há anos prestam serviço na cidade, com indicativos de superfaturamento e inexecução das obras e serviços licitados, bem como fraudes a licitação no IPREV, ocorrida em 2016.