Lockdown em Balneário Camboriú teve festa clandestina com 100 pessoas: “Foi um final de semana bem agitado”

Mesmo com o lockdown decretado pelo governo do Estado, Balneário Camboriú registrou 38 ocorrências ligadas ao descumprimento das regras – como aglomerações, comércios não essenciais abertos e quatro festas clandestinas, entre elas, uma com 100 pessoas. O novo diretor da Fiscalização de Posturas, Artur Gayer disse que o final de semana foi bem agitado.

“Recebemos diversas denúncias, flagramos comércios abertos nos bairros, como lojas de R$ 1,99 e de materiais de construção. Um mercadinho na Rua Peru, no Bairro das Nações estava com uma pequena aglomeração com uma barraca na rua, que até trancou a via; era uma confraternização de amigos. Pedimos que eles encerrassem e desfizeram”, conta.

Segundo Artur, foram flagrados no centro ‘pequenos comércios’ abertos, como ótica, padarias com mesas ocupadas. O diretor diz que a Fiscalização e os órgãos da segurança entendem que é um momento difícil para o comércio, que ainda tenta se recuperar das dificuldades de 2020.

“Por isso sempre peço que os fiscais orientem os empresários e o público com empatia, com educação. A chuva contribuiu também para que pessoas não circulassem tanto nas ruas, orientamos também que o público não ficasse na praia, algumas pessoas ouviram e acataram, outras não. Quando abordávamos e explicávamos todos diziam saber sobre o lockdown, mas falavam o quanto era absurdo algo de dois dias, que não iria resolver nada; mas sempre reiteramos que é um decreto estadual e que precisamos fazer cumprir a lei. Lei não é para discutir, é para cumprir”, destaca.

Bares e restaurantes cumpriram decreto

Uma das maiores preocupações era sobre o funcionamento destes estabelecimentos, mas não aconteceu.

“Fizemos rondas na sexta-feira à noite [o lockdown iniciou as 23h de sexta] explicando para os comerciantes como iria funcionar e tivemos a aceitação de quase 100% dos comerciantes; houve somente alguns casos de proprietários de restaurantes nos bairros, como Vila Real e Municípios, onde eles estavam sentados nas mesas de seus estabelecimentos, mas pedimos que eles se retirassem e acataram o pedido”, acrescenta.

Quatro festas foram flagradas

A Fiscalização flagrou quatro festas clandestinas. A primeira no sábado à tarde, no Estaleirinho. Em uma casa acontecia um evento para cerca de 40 pessoas, que foi encerrado e o público dispersado.

Também no sábado foi flagrada uma festa de aniversário para cerca de 12 pessoas, em um edifício na Avenida Atlântica. “Todas as pessoas que passavam podiam ver, era no salão de festas, de frente para a praia. Orientamos que não podia estar acontecendo e as pessoas entenderam e foram embora”, diz o diretor.

A maior festa flagrada pela Fiscalização ocorreu já na madrugada de domingo, por volta de 2h, em uma casa na Rua 3.030 – no local, segundo Artur, estavam mais de 100 pessoas. “Havia DJ, segurança, barman. A festa acontecia em uma mansão que há nessa rua. Pedimos que todos se retirassem, fizemos o trabalho de orientação e não houve resistência. O público sabe que está errado mas insistem em praticar. Todos estavam sem máscara, bebendo, estava tudo errado. Levamos quase uma hora para esvaziar a casa”, afirma.

Enquanto essa ocorrência era atendida, populares informaram aos fiscais que na rua ao lado [3.100] outra festa acontecia.

“Demos a volta na quadra e flagramos. Era uma festa familiar, para cerca de oito pessoas. O maior problema era o som alto. Orientamos quanto a perturbação, porque já era tarde, eles acataram e encerraram a festa”, pontua, citando que o resto do domingo foi tranquilo, sem ocorrência destaque.

Fiscalizações seguem durante a semana

A Fiscalização segue trabalhando 24h todos os dias e em apoio à Polícia Militar estarão atuando durante esta semana na praça Tamandaré, orientando o público e comerciantes quanto o distanciamento social, uso de máscara, etc.

“Seguimos na Operação SeCuidaBC. Tenho o mesmo pensamento que o prefeito Fabrício, de orientarmos com empatia, mas reforçando a importância do cuidado e de pensarmos no próximo”, completa.

Em plena pandemia

Artur assumiu a Fiscalização de Posturas no final de semana do Carnaval, substituindo o então diretor, Wagner Basso. Ele já atuava no governo desde 2017, no cargo de diretor administrativo da Secretaria de Segurança.

“Assumir a Fiscalização é desafiador, mas estou gostando muito. Estou tendo a alegria de trabalhar com 70 excelentes profissionais, aprendendo a cada dia para atender a expectativa da comunidade e do prefeito. É um desafio ainda maior assumir esse cargo em plena pandemia, estou indo para a rua sempre que posso, para ‘sentir na pele’ o que os fiscais precisam e assim procurar melhorar o trabalho deles”, diz.

Fiscalização/PMBC