Jornal Página 3
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Faixa de areia, geólogo tem a solução

Matéria publicada em 20 de setembro de 1991, edição n.º 9 do jornal Página 3

Quinta, 29/3/2018 17:41.
Reprodução/JP3
Matéria publicada em 20 de setembro de 1991, edição n.º 9 do jornal Página 3

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Nos últimos dias o alargamento da praia virou a bola da vez, porque a prefeitura chegou muito perto de conseguir a primeira licença para o avanço do projeto. Poucos sabem que o assunto que parece recente é muito antigo, na nona edição do Página 3, de 20 de setembro de 1991 já se falava nesse assunto. Leia o que foi divulgado naquela edição, que parece tão recente.


(Matéria publicada em 20 de setembro de 1991, ed n.º 9)

A praia de Balneário Camboriú tem entre sete à quinze anos de idade. Está doente mas pode ser curada e ficar bonita outra vez, além de ampliar seu espaço através de obras de engenharia”.

Essa é a definição do professor Ricardo Ayup Zouain, doutor em geologia marinha, atividade que exerce no Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é também pesquisador do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (Ceco) do mesmo Instituto.

Na semana passada ele esteve, pela segunda vez, em Balneário Camboriú, não para falar sobre a praia, mas para observar um projeto em elaboração para a Barra Sul (sobre o Rio Camboriú). Mas nas duas vezes em que esteve aqui, foi indagado sobre a ampliação da faixa de areia da praia.

Em contato com Carlos Humberto Silva, presidente do Sindicato da Construção Civil de Balneário, o professor Ricardo expôs suas idéias.

“A possibilidade de ampliar a atual faixa de areia existe, mas não através de aterro, que você faz e depois não sabe se vai funcionar ou não” –disse, acrescentando que, em vinte dias, enviará uma proposta técnica-orçamentária, para a comunidade discutir esta ampliação da faixa de areia. A proposta será enviada ao sindicato que irá encaminhá-la a prefeitura, câmara de vereadores e população em geral.

“O primeiro passo é um estudo do comportamento da dinâmica costeira, ventos, características das ondas, correntes, marés, etc”, explica o geólogo, dizendo que estas variações precisam ser avaliadas durante um ano.

Ele afirma ser possível fazer a faixa de areia crescer de 20 a 30% ao ano, até atingir de 100 a 120% da largura atual. “Ou seja, em três ou quatro anos, pode-se dobrar a largura da atual faixa de areia”, diz Ricardo que já realizou este trabalho em duas praias uruguaianas, Floresta e Piriápolis.

Projeto é simples

O projeto proposto pelo professor Ricardo é muito simples sob o ponto de vista de engenharia. Consiste em edificar o que ele chama de “espigas” (uma espécie de molhes de pedras), na beira da praia. Estas espigas ficam sob a areia e não interferem com a vista do mar. O segredo é o dimensionamento e o ângulo em que estas espigas precisam ser construídas para ir criando acúmulos de material e levantando o leito marinho.

Estes dados são determinados pelo estudo do comportamento do mar e, para isto, é necessário um prazo de mediações e observações ao longo de um ano, no mínimo.

(Matéria publicada em 20 de setembro de 1991, ed n.º 9)


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Matéria publicada em 20 de setembro de 1991, edição n.º 9 do jornal Página 3
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Faixa de areia, geólogo tem a solução

Matéria publicada em 20 de setembro de 1991, edição n.º 9 do jornal Página 3

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Quinta, 29/3/2018 17:41.

Nos últimos dias o alargamento da praia virou a bola da vez, porque a prefeitura chegou muito perto de conseguir a primeira licença para o avanço do projeto. Poucos sabem que o assunto que parece recente é muito antigo, na nona edição do Página 3, de 20 de setembro de 1991 já se falava nesse assunto. Leia o que foi divulgado naquela edição, que parece tão recente.


(Matéria publicada em 20 de setembro de 1991, ed n.º 9)

A praia de Balneário Camboriú tem entre sete à quinze anos de idade. Está doente mas pode ser curada e ficar bonita outra vez, além de ampliar seu espaço através de obras de engenharia”.

Essa é a definição do professor Ricardo Ayup Zouain, doutor em geologia marinha, atividade que exerce no Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é também pesquisador do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (Ceco) do mesmo Instituto.

Na semana passada ele esteve, pela segunda vez, em Balneário Camboriú, não para falar sobre a praia, mas para observar um projeto em elaboração para a Barra Sul (sobre o Rio Camboriú). Mas nas duas vezes em que esteve aqui, foi indagado sobre a ampliação da faixa de areia da praia.

Em contato com Carlos Humberto Silva, presidente do Sindicato da Construção Civil de Balneário, o professor Ricardo expôs suas idéias.

“A possibilidade de ampliar a atual faixa de areia existe, mas não através de aterro, que você faz e depois não sabe se vai funcionar ou não” –disse, acrescentando que, em vinte dias, enviará uma proposta técnica-orçamentária, para a comunidade discutir esta ampliação da faixa de areia. A proposta será enviada ao sindicato que irá encaminhá-la a prefeitura, câmara de vereadores e população em geral.

“O primeiro passo é um estudo do comportamento da dinâmica costeira, ventos, características das ondas, correntes, marés, etc”, explica o geólogo, dizendo que estas variações precisam ser avaliadas durante um ano.

Ele afirma ser possível fazer a faixa de areia crescer de 20 a 30% ao ano, até atingir de 100 a 120% da largura atual. “Ou seja, em três ou quatro anos, pode-se dobrar a largura da atual faixa de areia”, diz Ricardo que já realizou este trabalho em duas praias uruguaianas, Floresta e Piriápolis.

Projeto é simples

O projeto proposto pelo professor Ricardo é muito simples sob o ponto de vista de engenharia. Consiste em edificar o que ele chama de “espigas” (uma espécie de molhes de pedras), na beira da praia. Estas espigas ficam sob a areia e não interferem com a vista do mar. O segredo é o dimensionamento e o ângulo em que estas espigas precisam ser construídas para ir criando acúmulos de material e levantando o leito marinho.

Estes dados são determinados pelo estudo do comportamento do mar e, para isto, é necessário um prazo de mediações e observações ao longo de um ano, no mínimo.

(Matéria publicada em 20 de setembro de 1991, ed n.º 9)


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