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A estranha maldição que persegue os vice-prefeitos

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Quarta, 25/5/2016 8:23.

Por Waldemar Cezar Neto

Nos últimos 34 anos a cidade elegeu oito vezes prefeito e vice e apenas duas dessas duplas mantiveram relações cordiais, as outras brigaram, desde atritos mantidos entre as paredes dos gabinetes da Rua Dinamarca até xingamentos em público.

A série começa em 1982 com Harold Schultz e seu vice Mauri dos Passos Bittencourt. Não chegaram a brigar publicamente, governaram desafinados e essa animosidade aumentou, porque Mauri queria concorrer e prefeito em 1988 e não conseguiu espaço.

Ele concorreu a vereador e obteve apenas 120 votos, a metade do necessário para se eleger.

Em 1988, Leonel Arcângelo Pavan (PDT) e Aristo Manoel Pereira (PT) surgiram com a proposta da força do povo mudando a cidade.

E mudaram, o grupo político governou durante quase os 20 anos seguintes, mas Aristo não seguiu junto, ele e Pavan brigaram para valer. Acabaram rompidos e talvez nunca mais tenham se falado, nem socialmente.

Em 1992, Pavan deu lugar a Luis Vilmar de Castro, seu pupilo que teve Dado Cherem como vice. Em pouco tempo o governo desandou e Dado se recolheu ao seu consultório de dentista, onde a justiça iria chamá-lo, após afastar Castro por improbidade, para governar a cidade por algumas semanas.

Quatro anos depois, em 1996, Pavan se candidatou novamente, desta vez tendo como vice Rudis Cabral. Amor curtíssimo, em pouco tempo Rudis andava por aí reclamando do titular. Por ironia, depois de falarem cobras e lagartos um do outro hoje Pavan e Rudis são fraternais amigos.

A eleição de 2000 conduziu à prefeitura a única dupla que se deu 100% bem nesses anos todos, Pavan e Rubens Spernau.

A harmonia se deveu muito ao fato de Rubens estar habituado, ter sido o principal assessor de Pavan em dois governos e responder também com grosseria quando o titular resolvia ser mal educado, o que acontecia com frequência.

Spernau acabou sucedendo Pavan e carregando como vice Aldemar Bola Pereira com o qual teve vários e sérios atritos, mas sempre de maneira reservada, a porta da lavanderia ficava fechada enquanto eles lavavam a roupa suja.

O ciclo se fecha com Edson Piriquito, em 2008 e 2012, trazendo a tiracolo o ‘bom velhinho’, ficha limpa, amigo de todos, Cláudio Dalvesco que acabou envolvido num governo extremamente corrupto e rompido com o prefeito.

Neste ano da graça de 2016 não existem alianças conhecidas e não há confluência programática, porque os partidos políticos não têm programa algum.

Os arranjos serão de ocasião e de última hora, com grande probabilidade de mais uma vez prefeito e vice acabarem rompidos.

 

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