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Juventude Conectada retrata como os jovens usam a Internet
Divulgação.
41% dos jovens brasileiros conectados jamais usam a internet para estudar.

Terça, 25/10/2016 10:16.

A segunda edição da Pesquisa Juventude Conectada mostra a rapidez com que os modismos na internet se alteram, produtos e comportamentos que dominam o mercado hoje amanhã podem desaparecer.

Uma das surpresas da edição deste ano (com dado coletados em 2015) é o decréscimo do Facebook como rede social. Alguns dos entrevistados chegam a prever seu desaparecimento do cenário brasileiro.

Veja alguns destaques:

O celular, que na primeira edição era apontado como o equipamento preferencial de acesso à internet por 42% dos entrevistados, rouba definitivamente a cena e desponta como protagonista isolado: em 2015, é o dispositivo mais usado por 85% dos jovens. E essa liderança absoluta tem impacto direto e profundo no modo geral de uso da internet.

Mesmo com a ascensão meteórica do celular, o acesso doméstico, realizado na residência do jovem, ainda é predominante: 49% dos jovens afirmam utilizar a rede wi-fi de suas casas mais de uma vez por dia. Quando se observa a frequência média de uso, ela é de 5,1 dias por semana. Isso se deve, em parte, às limitações dos pacotes de dados dos smartphones (3G/4G), que são apontados como a segunda forma de conexão mais utilizada: 45% dos jovens dizem usar os planos de acesso à internet de seus celulares mais de uma vez por dia. Quando se observa a frequência média de uso, ela é de 4,7 dias por semana.

A comunicação interpessoal segue como a atividade online preferida pela ampla maioria dos jovens brasileiros. As redes sociais e os aplicativos de mensagens instantâneas figuram no topo dos conteúdos mais acessados, em todas as regiões do País

Apesar da queda na utilização, o Facebook segue como a rede social mais acessada pelos jovens, ocupando o segundo lugar do ranking, logo atrás do WhatsApp. Uma ampla maioria dos entrevistados concorda que o WhatsApp os leva a acessar menos as outras redes sociais: o índice de concordância é de 7,3.

Uma análise das declarações sobre as mudanças mais recentes dos hábitos de navegação e acesso às redes sociais pelos participantes dos grupos de discussão indica um possível distanciamento dos conteúdos mais densos, na mesma medida em que se amplia o uso de ferramentas e aplicativos à base de voz, imagem e vídeo (em detrimento dos baseados em texto).

Quando comparados os resultados da primeira e da segunda edição do estudo, é notável o crescimento dos aplicativos de conversa, em especial do WhatsApp: de 2013 para 2015 sua utilização saltou de 86% para 99% dos jovens entrevistados. Essa expansão é estimulada, em grande parte, pelo uso do celular como principal dispositivo de acesso. Mas também é impulsionada por uma percepção de maior privacidade em relação às redes sociais.

Como os grupos de WhatsApp são de participação restrita, os jovens declaram que se sentem mais à vontade para emitir opiniões e compartilhar conteúdos por meio dessa ferramenta do que no Facebook ou em outra rede social, em que o controle sobre quem pode acessar esses conteúdos é menor.

Assim, outro efeito direto do crescimento do WhatsApp é uma redução no uso de outras ferramentas de comunicação interpessoal, principalmente do email (cujo acesso pelos jovens caiu de 96% em 2013 para 88% em 2015) e também de redes sociais (que registraram queda de 99% em 2013 para 95% em 2015

Whatsapp - Ferramenta ganhou status de rede social, devido especialmente aos grupos de mensagem. • É hoje a principal forma de comunicação via celular. • É também alvo de controvérsia: muitos jovens afirmam que sua capacidade de aproximar as pessoas é tão grande quanto a de distanciar.

YouTube - Aparenta ser o principal destino dos jovens que deixaram de ler blogs, trocando o texto pelo vídeo. • Seus canais mais acessados falam de moda, maquiagem, vídeos engraçados, mensagens motivacionais, vídeo-aulas, dicas e instruções sobre todo tipo de assunto.

Snapchat - Principal novidade e sucesso mais recente entre os apps. • No exterior, foi inicialmente muito utilizado para envio de vídeos íntimos que não podem ser salvos e desaparecem rapidamente. • No Brasil esse foco de utilização ainda não aparece.

Outro reflexo do crescimento no uso do celular como principal dispositivo de conexão é uma queda generalizada no acesso às ferramentas de busca, pesquisa de preços de produtos e serviços e até mesmo de serviços de localização. Essa redução se verifica tanto no porcentual de jovens que acessa esse tipo de conteúdo quanto na frequência de acesso. De 2013 para 2015, a parcela de jovens que faz pesquisas sobre informações em geral caiu de 96% para 90% e a média de dias por semana em que essas pesquisas foram realizadas caiu de 4,3 para 3,7 dias.

Nesse cenário de redução de uso, a única exceção entre as atividades relacionadas à busca de informa- ções e serviços foi o e-commerce: a proporção de jovens que utiliza a internet para fazer compras se manteve estável, em 46%, embora também se tenha verificado uma queda de frequência na realiza- ção dessas compras (em 2013 a média era de quase uma vez por semana e, em 2015, essa média caiu para menos de duas vezes por mês).

As atividades de lazer e entretenimento formam o segundo grupo de atividades mais popular entre os jovens entrevistados. Assim como na primeira edição, os participantes desta segunda rodada do Juventude Conectada gostam principalmente de assistir a filmes, séries e programas de TV online, além de ouvir música e fazer download de conteúdos diversos. A maioria dos jovens conectados brasileiros (53%) declarou praticar essas ações mais de uma vez ao dia, diariamente ou quase todos os dias.

Apesar dos altos índices de preferência, essas atividades também registraram quedas tanto de propor- ção quanto de frequência devido, mais uma vez, à ascensão do celular como principal dispositivo. Entre as quedas mais acentuadas estão acesso a sites de notícias e de revistas e o download de softwares e programas. Embora a maioria (69%) declare preferir ler revistas online, o acesso aos sites caiu de 45% em 2013 para 30% em 2015. Para os sites de notícias essa redução foi de 83% em 2013 para 70% em 2015.

Outra queda pronunciada se deu em relação a uma atividade bastante cara aos jovens desta geração: os games e jogos eletrônicos. A proporção dos entrevistados que afirma jogar online caiu de 66% em 2013 para 60% em 2015 e a frequência passou de 2,6 dias por semana, em média, para 2,2. Vale notar que essa é uma das atividades que apresenta a maior diferença quando a amostra é segmentada por gênero: enquanto 73% dos meninos afirmam jogar online, entre as meninas esse porcentual é de apenas 47%.

As atividades de educação, aprendizagem e treinamento foram as que registraram os índices mais consideráveis de queda no uso das ferramentas online, também impactado pelo novo perfil de acesso dos jovens internautas. Enquanto, em 2013, 86% dos jovens dizia usar a internet para pesquisas escolares, em 2015 esse porcentual despencou para 59%.

Isso significa que 41% dos jovens brasileiros conectados dizem jamais utilizar a internet para realizar estudos e trabalhos para a escola ou a faculdade. Apenas 25% dos entrevistados declaram fazer pesquisas escolares mais de uma vez ao dia, diariamente ou quase diariamente. Quando se trata de buscar informações sobre cursos, esse porcentual é significativamente maior: 70% dos jovens utilizam a internet para esse fim. Apesar de alto, o índice caiu bastante em relação à primeira edição do estudo: em 2013, essa proporção era de 85%.

A partir dos grupos de discussão, foi possível inferir uma redução de entusiasmo dos jovens quanto à construção de uma carreira profissional bem remunerada e que traga conhecimento. Especialmente entre os jovens das classes C e D, o ensino superior não é mais percebido como garantia de bons empregos na área de formação, embora eles o reconheçam como uma etapa necessária. Curiosamente, esse conjunto de atividades é o que apresenta as menores proporções de acesso pelo celular, talvez devido à proibição de uso do aparelho na ampla maioria das escolas (confira detalhes na tabela abaixo).

Para ler a pesquisa completa acesse http://fundacaotelefonica.org.br/projetos/juventude-conectada/
 

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Juventude Conectada retrata como os jovens usam a Internet

Divulgação.
41% dos jovens brasileiros conectados jamais usam a internet para estudar.
41% dos jovens brasileiros conectados jamais usam a internet para estudar.
Terça, 25/10/2016 10:16.

A segunda edição da Pesquisa Juventude Conectada mostra a rapidez com que os modismos na internet se alteram, produtos e comportamentos que dominam o mercado hoje amanhã podem desaparecer.

Uma das surpresas da edição deste ano (com dado coletados em 2015) é o decréscimo do Facebook como rede social. Alguns dos entrevistados chegam a prever seu desaparecimento do cenário brasileiro.

Veja alguns destaques:

O celular, que na primeira edição era apontado como o equipamento preferencial de acesso à internet por 42% dos entrevistados, rouba definitivamente a cena e desponta como protagonista isolado: em 2015, é o dispositivo mais usado por 85% dos jovens. E essa liderança absoluta tem impacto direto e profundo no modo geral de uso da internet.

Mesmo com a ascensão meteórica do celular, o acesso doméstico, realizado na residência do jovem, ainda é predominante: 49% dos jovens afirmam utilizar a rede wi-fi de suas casas mais de uma vez por dia. Quando se observa a frequência média de uso, ela é de 5,1 dias por semana. Isso se deve, em parte, às limitações dos pacotes de dados dos smartphones (3G/4G), que são apontados como a segunda forma de conexão mais utilizada: 45% dos jovens dizem usar os planos de acesso à internet de seus celulares mais de uma vez por dia. Quando se observa a frequência média de uso, ela é de 4,7 dias por semana.

A comunicação interpessoal segue como a atividade online preferida pela ampla maioria dos jovens brasileiros. As redes sociais e os aplicativos de mensagens instantâneas figuram no topo dos conteúdos mais acessados, em todas as regiões do País

Apesar da queda na utilização, o Facebook segue como a rede social mais acessada pelos jovens, ocupando o segundo lugar do ranking, logo atrás do WhatsApp. Uma ampla maioria dos entrevistados concorda que o WhatsApp os leva a acessar menos as outras redes sociais: o índice de concordância é de 7,3.

Uma análise das declarações sobre as mudanças mais recentes dos hábitos de navegação e acesso às redes sociais pelos participantes dos grupos de discussão indica um possível distanciamento dos conteúdos mais densos, na mesma medida em que se amplia o uso de ferramentas e aplicativos à base de voz, imagem e vídeo (em detrimento dos baseados em texto).

Quando comparados os resultados da primeira e da segunda edição do estudo, é notável o crescimento dos aplicativos de conversa, em especial do WhatsApp: de 2013 para 2015 sua utilização saltou de 86% para 99% dos jovens entrevistados. Essa expansão é estimulada, em grande parte, pelo uso do celular como principal dispositivo de acesso. Mas também é impulsionada por uma percepção de maior privacidade em relação às redes sociais.

Como os grupos de WhatsApp são de participação restrita, os jovens declaram que se sentem mais à vontade para emitir opiniões e compartilhar conteúdos por meio dessa ferramenta do que no Facebook ou em outra rede social, em que o controle sobre quem pode acessar esses conteúdos é menor.

Assim, outro efeito direto do crescimento do WhatsApp é uma redução no uso de outras ferramentas de comunicação interpessoal, principalmente do email (cujo acesso pelos jovens caiu de 96% em 2013 para 88% em 2015) e também de redes sociais (que registraram queda de 99% em 2013 para 95% em 2015

Whatsapp - Ferramenta ganhou status de rede social, devido especialmente aos grupos de mensagem. • É hoje a principal forma de comunicação via celular. • É também alvo de controvérsia: muitos jovens afirmam que sua capacidade de aproximar as pessoas é tão grande quanto a de distanciar.

YouTube - Aparenta ser o principal destino dos jovens que deixaram de ler blogs, trocando o texto pelo vídeo. • Seus canais mais acessados falam de moda, maquiagem, vídeos engraçados, mensagens motivacionais, vídeo-aulas, dicas e instruções sobre todo tipo de assunto.

Snapchat - Principal novidade e sucesso mais recente entre os apps. • No exterior, foi inicialmente muito utilizado para envio de vídeos íntimos que não podem ser salvos e desaparecem rapidamente. • No Brasil esse foco de utilização ainda não aparece.

Outro reflexo do crescimento no uso do celular como principal dispositivo de conexão é uma queda generalizada no acesso às ferramentas de busca, pesquisa de preços de produtos e serviços e até mesmo de serviços de localização. Essa redução se verifica tanto no porcentual de jovens que acessa esse tipo de conteúdo quanto na frequência de acesso. De 2013 para 2015, a parcela de jovens que faz pesquisas sobre informações em geral caiu de 96% para 90% e a média de dias por semana em que essas pesquisas foram realizadas caiu de 4,3 para 3,7 dias.

Nesse cenário de redução de uso, a única exceção entre as atividades relacionadas à busca de informa- ções e serviços foi o e-commerce: a proporção de jovens que utiliza a internet para fazer compras se manteve estável, em 46%, embora também se tenha verificado uma queda de frequência na realiza- ção dessas compras (em 2013 a média era de quase uma vez por semana e, em 2015, essa média caiu para menos de duas vezes por mês).

As atividades de lazer e entretenimento formam o segundo grupo de atividades mais popular entre os jovens entrevistados. Assim como na primeira edição, os participantes desta segunda rodada do Juventude Conectada gostam principalmente de assistir a filmes, séries e programas de TV online, além de ouvir música e fazer download de conteúdos diversos. A maioria dos jovens conectados brasileiros (53%) declarou praticar essas ações mais de uma vez ao dia, diariamente ou quase todos os dias.

Apesar dos altos índices de preferência, essas atividades também registraram quedas tanto de propor- ção quanto de frequência devido, mais uma vez, à ascensão do celular como principal dispositivo. Entre as quedas mais acentuadas estão acesso a sites de notícias e de revistas e o download de softwares e programas. Embora a maioria (69%) declare preferir ler revistas online, o acesso aos sites caiu de 45% em 2013 para 30% em 2015. Para os sites de notícias essa redução foi de 83% em 2013 para 70% em 2015.

Outra queda pronunciada se deu em relação a uma atividade bastante cara aos jovens desta geração: os games e jogos eletrônicos. A proporção dos entrevistados que afirma jogar online caiu de 66% em 2013 para 60% em 2015 e a frequência passou de 2,6 dias por semana, em média, para 2,2. Vale notar que essa é uma das atividades que apresenta a maior diferença quando a amostra é segmentada por gênero: enquanto 73% dos meninos afirmam jogar online, entre as meninas esse porcentual é de apenas 47%.

As atividades de educação, aprendizagem e treinamento foram as que registraram os índices mais consideráveis de queda no uso das ferramentas online, também impactado pelo novo perfil de acesso dos jovens internautas. Enquanto, em 2013, 86% dos jovens dizia usar a internet para pesquisas escolares, em 2015 esse porcentual despencou para 59%.

Isso significa que 41% dos jovens brasileiros conectados dizem jamais utilizar a internet para realizar estudos e trabalhos para a escola ou a faculdade. Apenas 25% dos entrevistados declaram fazer pesquisas escolares mais de uma vez ao dia, diariamente ou quase diariamente. Quando se trata de buscar informações sobre cursos, esse porcentual é significativamente maior: 70% dos jovens utilizam a internet para esse fim. Apesar de alto, o índice caiu bastante em relação à primeira edição do estudo: em 2013, essa proporção era de 85%.

A partir dos grupos de discussão, foi possível inferir uma redução de entusiasmo dos jovens quanto à construção de uma carreira profissional bem remunerada e que traga conhecimento. Especialmente entre os jovens das classes C e D, o ensino superior não é mais percebido como garantia de bons empregos na área de formação, embora eles o reconheçam como uma etapa necessária. Curiosamente, esse conjunto de atividades é o que apresenta as menores proporções de acesso pelo celular, talvez devido à proibição de uso do aparelho na ampla maioria das escolas (confira detalhes na tabela abaixo).

Para ler a pesquisa completa acesse http://fundacaotelefonica.org.br/projetos/juventude-conectada/
 

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