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Gastos com o Hospital Ruth Cardoso comprometem o orçamento da cidade
Aldemar Bola Pereira.
Ambulância do Samu, na tarde deste domingo, trazendo pacientes para o Ruth Cardoso.
Ambulância do Samu, na tarde deste domingo, trazendo pacientes para o Ruth Cardoso.

O Hospital Municipal Ruth Cardoso, sozinho, deverá consumir nos próximos 12 meses cerca de 10% do orçamento da cidade, valor que poderia ser sensivelmente reduzido se a sua forma de gestão fosse alterada.

Após a terceirização no governo Piriquito, em setembro de 2012, com o escândalo de desvios de verbas por parte de dirigentes da Cruz Vermelha, o Ruth Cardoso se transformou numa “empresa” pública que usa mão de obra privada.

Seus funcionários não são concursados, mantém contratos temporários, uma situação à margem da lei que o Ministério Público quer solucionada até agosto próximo.

Todos os médicos são contratados e por isto custam pelo menos 30% mais caro do que se fossem, por exemplo, associados a uma organização social. Só aí a diferença no custo pode ultrapassar R$ 600 mil por mês.

O material de consumo também custa mais caro, inclusive medicamentos. Os hospitais privados, livres das amarras da Lei das Licitações, pressionam seus fornecedores ao máximo e com isto compram mais barato do que os públicos.

Essa distorção é bem conhecida entre administradores hospitalares que trocam informações entre si. Os hospitais públicos sempre pagam mais caro (até 50%) que os geridos por particulares ou cooperativas.

O Ruth Cardoso chegou ao limite do que a cidade pode sustentar.

A quantidade de atendimentos cresce constantemente e as despesas também. O volume de partos aumentou 15% em relação ao ano passado; o pronto socorro está atendendo mil pacientes a mais por mês do que em 2016.

A luz amarela acendeu nos gabinetes da prefeitura dias atrás quando a estimativa de gastar R$ 4 milhões por mês foi suplantada, o orçamento revisto para o segundo semestre deste ano é R$ 5 milhões, um valor insustentável dentro de realidade atual.

Esses números carregam também uma injustiça: tudo é pago pela população de Balneário Camboriú e mais da metade dos pacientes é de outras cidades.

Apesar dos apelos e promessas os prefeitos vizinhos se recusam a ajudar no pagamento da conta.

A foto abaixo, feita pelo vereador Aldemar Bola Pereira, mostra o pronto socorro do hospital, atolado de trabalho, na tarde deste domingo (18).


Domingo, 18/6/2017 17:05.


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