
O Conselho Municipal de Saúde que tem entre suas atribuições fiscalizar o setor, foi alterado por decreto do prefeito Edson Renato Dias que trocou 18 dos 30 conselheiros titulares e suplentes.
Segundo alguns dos integrantes exonerados a mudança decorre da atitude crítica dos conselheiros em relação a diversos fatos envolvendo a saúde pública. Um deles é que a prestação de contas do Hospital Santa Inês, que deveria ser mensal, não ocorre.
O presidente do Conselho Municipal da Saúde, Ivo Buzzarello também exonerado, só ficou sabendo ontem, quando chegou para a reunião mensal do Conselho, realizada na Secretaria Municipal da Saúde, "Fui surpreendido, sem qualquer comunicação prévia, foi um ato arbitrário", disse Buzzarello. Ele trabalha como voluntário há vários anos neste e em outros conselhos municipais. Crítico, costuma questionar e denunciar irregularidades. "Os conselhos municipais existem para cuidar do dinheiro público e não para ser 'Amén Jesus' ou 'Maria-vai-com-as-outras'. Eu estava praticando cidadania, um trabalho voluntário e perguntei, como cidadão, por que eu não servia mais, por que eu fora exonerado e ninguém conseguiu justificar", declarou.
Nem o secretário da saúde José Roberto Spósito que o nomeou para presidente do Conselho há menos de um ano, explicou o inexplicável. Ele tomou as rédeas da reunião, no lugar de Buzzarello, mas não respondeu aos questionamentos do presidente exonerado.
Buzzarello havia se manifestado contra o Pronto Atendimento da Barra, porque defendia a abertura do Hospital Municipal Ruth Cardoso. "Por que um PA, alugado há mais de meio em uma loja náutica sem as condições adequadas, tanto que até hoje não está funcionando, se temos um hospital pronto e fechado há mais de um ano", questionava com frequência.
Leia detalhes no Página 3 que estará nas bancas neste sábado.
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