O deputado e ex-candidato a prefeito de Balneário Camboriú Dado Cherem recusou a oferta de transação penal feita pelo Procurador Geral Eleitoral, Cláudio Dutra Fontella, em processo que responde pela acusação de compra do voto de uma eleitora do bairro Nova Esperança.
Cláudio Fontella é o mesmo Procurador que nesta semana pediu a cassação do prefeito Edson Renato Dias e do seu vice Cláudio Dalvesco por fraude eleitoral.
Oferecer transação penal é obrigatório quando presentes certos requisitos como primariedade do réu e pena relativamente leve em caso de condenação. Aceita a transação o processo é encerrado e o réu fica obrigado a cumprir formalidades periódicas perante a justiça.
A principal peça de acusação de que Dado Cherem comprou um voto é a gravação de som e imagem feita pela própria eleitora onde não se verifica a oferta de vantagem ilícita. Em certo trecho ela pergunta se o candidato estava contratando gente para a campanha e qual o pagamento e Dado responde que sim e explicita o valor. A mulher, que admite ser cabo eleitoral Edson Piriquito e Marcos Kurtz (PMDB) havia armado uma armadilha com gravador e filmadora.
O deputado disse ao Página 3 na noite desta quinta-feira que “está aliviado” porque até agora ficou dando explicações, mas o processo entrou numa fase onde pode de fato se defender.
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