
Os vereadores de oposição se recusaram a votar ontem projeto do prefeito que entrega o posto de pronto atendimento à saúde 24 horas da Barra (PA) à uma empresa particular, cabendo ao município repassar à esta empresa um valor não declarado no projeto, mas estimado em pelo menos R$ 3,5 milhões anuais.
O governo ocupou as galerias da Câmara com pessoas ligadas a ele para pressionar os vereadores com vaias (foto). O presidente ameaçou suspender a sessão várias vezes e pediu à segurança a retirada de pelo menos um manifestante. As manifestações aconteceram apesar de proibidas, porque impedem o direito democrático dos vereadores votarem com livre arbítrio, sem pressões.
Agora o governo tem pressa, mas o projeto apresentando aos vereadores está incompleto e uma das planilhas está superfaturada, autêntica maracutaia para favorecer empresas particulares. A prefeitura demorou sete meses para apresentar o projeto que chegou em dezembro. No dia 19 de fevereiro o projeto foi substituído pelo prefeito, para permitir a participação de empresas privadas na disputa pela operação do PA.
A bancada de oposição apresentou emenda que proíbe que o hospital seja entregue a empresas privadas com fins lucrativos, apenas a Organizações Sociais, modelo que deu os melhores resultados nas privatizações de saúde feitas no país.
O secretário da Saúde, José Spósito, deverá se reunir com os vereadores na quinta-feira, antes da sessão, para esclarecer fatos obscuros sobre o projeto.
(Waldemar Cezar Neto)
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