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A prestação das contas de campanha do candidato a prefeito Edson Renato “Piriquito” Dias e do seu vice Claudio Dalvesco, apresentada à justiça eleitoral na semana passada, é fraudulenta, o principal doador é dono de uma empresa de pescados “fantasma”, ela não existe.
A foto mostra o que existe no local onde funcionaria a tal empresa. (A reportagem esclarece que a entidade religiosa não tem nada a ver com o caso, apenas o endereço foi usado indevidamente pelos fraudadores)
O próprio doador de Piriquito e Dalvesco pode ser um “fantasma”. Trata-se de Waldemar Luiz Correa, supostamente nascido no Rio de Janeiro, que doou R$ 200 mil ao prefeito eleito. Para doar tal quantia, a legislação estabelece que Waldemar tenha obtido em 2007 uma renda pessoal mínima de R$ 2 milhões.
Waldemar não tem automóvel, não tem carteira de motorista, não é empregado ou empregador nas regiões sul e sudeste do país, não possui telefone fixo, o endereço da sua empresa não faz parte do cadastro de IPTU da prefeitura de Itajaí, seu título de eleitor é inválido, ele não é membro do Lions, do Rotary, da Maçonaria, dos principais clubes sociais da região e nem ele nem sua empresa são associados ao Sindicato da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) cuja base territorial cobre 30 municípios catarinenses.
Se alguém conhece Waldemar Luiz Correa, gentileza entrar em contato com a redação do Página 3. Manifeste sua opinião no blogp3 que é um espaço aberto para a discussão inteligente e responsável.
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