Jornal Página 3
Isenção fiscal a três unidades da JBS em MG ultrapassa R$ 300 milhões

CAROLINA LINHARES
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Benefícios fiscais concedidos a somente três unidades da JBS em Minas Gerais entre 2011 e 2020 ultrapassam R$ 300 milhões de acordo com estudo obtido pela Folha de S.Paulo. A isenção de impostos no Estado pode estar ligada ao pagamento de propina, segundo apontou a delação de um executivo da empresa.

Uma estimativa do Sindifisco-MG (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais) mostra que o regime tributário diferenciado nessas três unidades somou um total de R$ 56,6 milhões em isenções no ano de 2014.

O delator Ricardo Saud, diretor da JBS, afirmou que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) prometeu, em 2014, liberar o pagamento de aproximadamente R$ 30 milhões de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da empresa em troca de doações na campanha presidencial daquele ano.

Os créditos de ICMS são valores do imposto pagos a mais pela empresa e que devem ser restituídos pelo Estado.

"Temos lá hoje de cara R$ 12,6 milhões de créditos de ICMS só da JBS Couro. E tínhamos mais alguma coisa lá em torno de R$ 20 milhões da JBS para ser liberado, além dos incentivos que nós precisávamos", diz Saud em sua delação. A empresa reouve o valor em compensações tributárias na compra de caminhões.

Em 2014, a JBS foi a maior doadora da campanha de Aécio ao Planalto, com repasses registrados de R$ 30,4 milhões. De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o senador, outros R$ 60 milhões foram pagos ao tucano de forma indevida naquele ano.

O impacto gerado na arrecadação de Minas por essas três unidades da JBS (uma em Ribeirão das Neves e outra em Iturama, além de unidade da Seara em Ribeirão das Neves) alcança os R$ 332,9 milhões, já que os benefícios vigoraram entre três e dez anos. No caso da Seara, o regime diferenciado vale até 2020.

Os dados apontam ainda 107 benefícios fiscais concedidos a cerca de 30 unidades de empresas da holding J&F que recolhem impostos no Estado entre 2008 e 2020 -45 deles continuam vigentes no governo atual, de Fernando Pimentel (PT).

São unidades da própria JBS e também da Seara, Itambé, Vigor, Danúbio e Flora.

O Sindifisco-MG alerta para a concessão de benefícios fiscais no Estado sem que haja retorno para a sociedade e sem transparência sobre as empresas beneficiadas. Em 2016, o Orçamento previu isenções no valor de R$ 12,7 bilhões.

Um inquérito de 2012 ainda em andamento no Ministério Público de Minas Gerais investiga supostas irregularidades na Secretaria de Estado da Fazenda e lista a relação de empresas com regime tributário diferenciado.

O órgão informou que não há novas investigações sobre benefícios fiscais iniciadas a partir das suspeitas levantadas pela delação da JBS.

Mas afirmou que o MP faz parte do Cira (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos), criado em 2007 combater sonegação e fraudes fiscais em Minas Gerais. 


Sexta, 16/6/2017 5:23.




Cidade

Cemitério está superlotado há muito tempo


Cidade

O problema é antigo e de dificil solução a curto prazo  


Saúde

Pedido de autorização está indo hoje para a Câmara de Vereadores 


Justiça


Saúde

Mais da metade foi encontrada no centro  


Cidade

Ele pediu pressa ao prefeito Fabrício Oliveira, veja o filme. 


Cidade

Entidade quer capacitar a cidade para competir em alto nível


Cultura

Espetáculo de coros de música sacro erudita, de graça  


Cidade

Haverá um depósito central, de onde sairão os materiais para todas as áreas


Publicidade

A nova agência está funcionando na avenida Osmar Souza Nunes, 290


Publicidade


Colunistas
por Waldemar Cezar Neto
por Augusto Cesar Diegoli
por Marlise Schneider

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br