Jornal Página 3
Inflação de 2016 fica abaixo do teto da meta pela primeira vez em 2 anos
EBC.
A redução do consumo fez ceder a inflação.
A redução do consumo fez ceder a inflação.

LUCAS VETTORAZZO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ano de 2016 encerrou com inflação em 6,29%, divulgou o IBGE nesta quarta (11). Em dezembro, o IPCA, índice oficial de preços ao consumidor, avançou 0,30%.

O centro de expectativas de economistas consultados pela agência internacional Bloomberg calculava o IPCA em 0,34% em dezembro e apontava avanço de 6,34% no ano.

Foi a primeira vez desde 2014 que o índice oficial de inflação ficou abaixo do teto da meta do governo, de 6,5%.

A redução do consumo de bens e serviços no país em decorrência da recessão econômica fez ceder a inflação, que teve seu auge em 2015, ao atingir 10,67%, maior percentual de uma década.

Na ocasião, o país vivia o reflexo do movimento chamado tarifaço, resultante do represamento de preços, como o da energia, de maneira artificial pelo governo no ano anterior. O resultado foi aumento de preços generalizado, tanto na cadeia produtiva quanto no setor de serviços.

Em 2016, com o avanço do desemprego, os brasileiros reduziram o ritmo de consumo, o que diminuiu, por consequência, a pressão sobre os preços.

Em janeiro, a inflação começou alta, em 1,27%, mas cedeu nos três meses seguintes, até ter uma leve alta em maio. O motivo era que, embora já não houvesse mais a pressão da tarifa de energia, a grande vilã da inflação do ano anterior, os alimentos subiam por problemas nas safras pelo país.

Chuvas em abundância no Sul e secas no Nordeste fizeram disparar preços de alimentos importantes na cesta de compras do brasileiro. O cenário impediu que a inflação cedesse de forma mais contundente ao longo do ano.

Em setembro, o índice de inflação ficou em 0,08%, menor taxa para o mês em 18 anos. A desaceleração da inflação abriu espaço para o corte na taxa básica de juros, a Selic.

No mês seguinte, em outubro, o Banco Central cortou a Selic pela primeira vez em quatro anos, para 14%. Em novembro, o BC fez o segundo corte e levou a taxa para 13,75%.

A próxima reunião do Copom (Conselho de Política Monetária) do BC ocorre nesta quarta-feira.

O governo enxerga na redução da taxa de juros uma oportunidade de reativar a economia. Juros baixos incentivam o consumo, mas o movimento pode levar a pressão de preços e inflação.

O mercado prevê, contudo, queda contínua da inflação neste ano, principalmente em razão da paralisação da economia.

A previsão é que o IPCA encerre 2017 em 4,81%, segundo Boletim Focus do Banco Central, divulgado na última segunda-feira (9). A partir deste ano, o intervalo de tolerância para a inflação cai para 1,5 ponto percentual. Ou seja, o teto recuará para 6% ao ano. 


Quarta, 11/1/2017 10:07.




Brasil

Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado e ex-assessor especial de Temer, também foi denunciado sob a mesma acusação


Cidade

Virada esportiva e cultural está entre as novidades


Policia


Política

Ainda não é a prometida reforma administrativa, mas algumas mudanças já foram feitas


Cidade

Reservatório R2 receberá limpeza


Cidade

Prefeitura não tem esse dinheiro 


Policia

GAECO gravou diálogos que mostram suposta corrupção em troca de apartamentos 


Agora Balneario

Evento será no Sibara Flat


Colunistas

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br