Enquanto a maioria dos carros de passeio tem rodas com quatro ou cinco parafusos de fixação, em modelos de competição, como os da Fórmula 1, essas peças são de cubo rápido, com apenas um parafuso central. Mas alguns superesportivos de rua também exibem esse recurso, como o Spyker C8 Spyder, que começou a ser vendido recentemente no País, e o Porsche 911 Turbo, cuja nova geração chegará por aqui no ano que vem.
O objetivo principal desse tipo de aro é facilitar a troca durante as corridas, mas há outros benefícios. "Uma das vantagens técnicas é a roda ter menos peças ligadas a ela, o que reduz o peso não suspenso", afirma o preparador de carros de competição Antônio Octávio Ferreirinha de Oliveira.
Outro benefício é que o balanceamento da roda é facilitado por haver uma concentração de peso no centro do componente, de acordo com Ferreirinha.
Entretanto, a roda de cubo rápido tem seu lado negativo no uso cotidiano: a praticidade. Caso aconteça algum problema com a porca ou o parafuso, não há como trocar por uma peça qualquer. É preciso encontrar uma igual.
Além disso, a chave de roda é específica, impossibilitando o uso de uma convencional quando é preciso trocar o pneu.
Material - Um fator ainda mais importante para a eficiência do aro é o material do qual ele é feito. Quanto mais leve, melhor. Por isso, as rodas de liga leve (normalmente utilizam uma mistura de alumínio e silício) se destacam em relação às de aço. Segundo a fabricante de rodas Vaska, além de tornarem a direção mais leve, elas geram menos desgaste para suspensão e freios.
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