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Balneário Camboriú, 29 de Agosto de 2014
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A cozinha ideal, segundo a teoria de Taylor


Por Lilian Primi

Uma boa cozinha deve ter de 2,5 a 3 metros de largura, bancada de trabalho coma pia debaixo da janela e equipamentos na parede oposta, com não mais do que 90 centímetros de espaço livre entre eles. Essa planta foi idealizada, segundo o arquiteto Paulo Bruna, a partir dos estudos realizados pelos adeptos da teoria de Taylor, que no início da industrialização pretendeu a organização científica do trabalho.

Bruna conta que os tayloristas se reuniam em casa para estudar o movimento dos operários e encontrar uma planta racional. "As senhoras ficavam ouvindo e sugeriram que racionalizassem a planta da casa", conta. Descobriram que as cozinhas eram muito mal projetadas e que a solução estava nos navios de guerra americanos. "De pequenas dimensões e poucos cozinheiros, era suficiente para produzir comida para toda a tripulação."

Os parâmetros de medidas e localização foram criados com base nessas plantas: um corredor onde se instala a bancada de trabalho especializada e pia na parede oposta a dos equipamentos, com espaço livre de 90 cm e armários sobre a pia, para aproveitar melhor o espaço.

A mais famosa cozinha projetada com esses parâmetros, a cozinha de Frankfurt, da alemã Margareth Shute-Lihotzky, foi precursora das cozinhas planejadas. "Ela projetou essa cozinha para habitações de interesse social, incluindo os móveis, e criou uma linha industrial que entre os anos de 1924 e 1933 produziu mais de 100 mil cozinhas", conta Bruna.

EVOLUÇÃO - O arquiteto Francisco Segnini, professor da área de Projeto da FAU/USP, orienta também na escolha de revestimentos e na definição das áreas de passagem. "Tem que ser final de linha, a circulação não pode atravessar a área de trabalho", diz. Para isso, a porta tem que ficar na lateral menor.

Segnini diz que a tendência atual, quando o objetivo é a funcionalidade, é colocar azulejo apenas nas paredes da área de trabalho. "Nos locais onde estarão os armários é um desperdício e nas demais paredes, com a evolução das tintas e dos exaustores, não há necessidade", justifica.

As janelas sobre a pia garantem iluminação natural na área de trabalho. E as despensas com prateleiras em concreto são preferíveis aos armários. "São mais baratas e fáceis de limpar. Dá para entrar com o esguicho", explica.

Detalhes
Largura - 3,00 metros é a largura máxima e a mínima é de 2,5 m. Não há limite de comprimento.
Bancadas - 65 cm tanto para a bancada de trabalho, quando para a área dos equipamentos.
Circulação - 1,20 metro no máximo.
O ideal é 90 centímetros. O limite é para evitar longos percursos.
Altura da pia - 93 cm no máximo. Esta altura obedece ao padrão americano. A altura mínima é de 82 cm
 
 
 
Cozinha sem perigos para os vovôs
Por Lilian Primi
A evolução do mobiliário e ferragens para cozinha criou produtos especiais, como os lançados este ano pela Blum, especialista em ferragens. A empresa está colocando no mercado uma linha de ferragens pensadas para o público da terceira idade e outra para reduzir o tempo de trabalho e o esforço necessário para realizar as tarefas, como os tayloristas

A Dynamic Space promete ser a cozinha do futuro e melhorar em até 55% o tempo na cozinha. E a Servo Drive troca as prateleiras pelos gavetões, além de automatizar todas as gavetas Elas se fecham com um leve empurrão. Um sistema amortecedor impede que "bata" bruscamente. A empresa promete que dura mais de 20 anos.

IDOSOS - Gavetas, gabinetes e prateleiras, que antes contribuíam para organização, dificultam a vida de uma pessoa de 60 anos na cozinha. Para este público, a Blum desenvolveu produtos como gavetas com acionamento elétrico e sistema de amortecedor, prateleiras com extensão total, que permite a abertura até o final sem que a gaveta caia e prateleira com porta ajustável, que se movimenta para cima e não para o lado.

Estas técnicas foram ajustadas por meio de uma tecnologia utilizada no exterior e inédita no Brasil, o Aged Explorer, um macacão com dobras, bandagens e pesos que limitam os movimentos do corpo e com acessórios que simulam o desempenho de um idoso com artrite, por exemplo.

 

ATRIZ MIKA LINS CARREGA A COZINHA JUNTO

A atriz Mika Lins, que gosta de cozinhar, escolheu uma planta racional quando fez o projeto de reforma de seu apartamento no Copan. "É um projeto que parte da planta básica em ‘U’ e com tudo à mão", conta Francisco Segnini, que assinou o projeto de reforma do apartamento da atriz. Além de não ter azulejos nas paredes, o projeto utilizou estantes vazadas em alumínio, uma solução encontrada por Mika nas lojas da rua Gasômetro, tradicional centro comercial de São Paulo, voltado para o setor. "Guardo a comida em grandes vidros ou na parte fechada do armário e as louças e vidros na estante. Fica tudo prático e visível", explica.

A atriz já não mora no Copan. "Tive filho e acabei me mudando para um local mais tranqüilo. Mas trouxe as estantes comigo", conta. A nova cozinha tem azulejo em meia parede. "Não gosto de azulejos e como não posso retirar, porque o apartamento é alugado, estou fazendo um patchwork de papel de presente", diz

Segnini também é adepto de revestimentos alternativos à cerâmica no piso e azulejo na parede. "No piso, o importante é que seja resistente a impactos e pressão. É a área com maior pisoteio da casa", avisa.


© Página3
Sábado, 23/8/2008 14:49.


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