Jornal Página 3

Atletismo de Balneário Camboriú parado, campeões esperam solução urgente
Waldemar Cezar Neto.
O governo do município virou as costas para os campeões.
O governo do município virou as costas para os campeões.

Sexta, 9/2/2018 18:03.

 

O atletismo foi um dos esportes que mais pódios frequentou no ano que passou. Desde competições municipais até regionais, estaduais e nacionais. O ano para estes atletas de rendimento começou muito diferente do que eles imaginavam.

Precisam treinar, porque as competições estão em andamento,mas seus treinadores não foram contratados pela Fundação Municipal de Esportes (FMEBC). Eles passaram na prova seletiva feita em janeiro, mas a prefeitura está impedida de contratar os 120 professores e técnicos porque extrapolou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“A LRF tem que existir, é dinheiro nosso, compreendemos isso, mas precisa haver prioridades. O atletismo é um esporte muito pobre e muito barato. Ele está dentro de um conjunto. Não estamos falando só de medalhas, só de atletas de rendimento, porque o atletismo atendeu esse ano mais de mil crianças nos JEBEC”, desabafou a professora Daiana Gamboa que prepara a equipe de rendimento junto com o treinador Diogo Gamboa.

A reportagem esteve na pista de atletismo na tarde desta sexta-feira. Com os treinadores estavam alguns dos atletas mais destacados do esporte municipal, entre eles, a mais veloz de Santa Catarina, Anny Caroline de Bassi, bicampeã dos 100m rasos dos JASC e campeã brasileira até 23 anos na mesma prova.

“Este era para ser um ano de gás total e esta situação está muito mais complicada do que a do Bolsa-Atleta. Precisamos treinar e nossos treinadores precisam estar tranquilos para que passem isso para nós. Sem treinador não conseguimos competir”, lamentou a multicampeã.

O plano maior de Annie, que aparece correndo em uma propaganda do IPTU da prefeitura e por ironia neste momento está sem treinar, era conquistar o bicampeonato brasileiro Sub-23, disputar o Troféu Brasil e participar de dois sul-americanos.

Outra atleta que demonstrou preocupação é Alice Zucchi, destaque estadual do salto com vara, recordista catarinense juvenil desta prova.

“A situação está muito pior para nossos treinadores do que para nós. Os treinamentos precisam acontecer porque as competições estão começando. Esperamos que esta situação se resolva rapidamente”, afirmou.

O velocista Marcos Berlanda também manifestou preocupação com o cenário que se apresenta. Ele conquistou duas medalhas de ouro nos 100m e 200m dos Joguinhos em julho, foi ouro na Olesc, representou o país no Mundial Escolar na Turquia e atualmente é chamado de ‘Bolt’ porque é o melhor velocista catarinense.

“É um trabalho de muitos anos que não pode parar assim. No começo achamos que tudo daria certo esse ano e começou desse jeito”, desanimou. 

Alice e Marcos Berlanda, campeões sem treinadores.

Local de treinamento precisa de uma reforma geral.


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