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Emasa poderá até reduzir tarifas de água e esgoto

O anúncio por parte da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina – ARESC - que pretende apresentar uma proposta de revisão de tarifas para a Empresa Municipal de Água e Saneamento - Emasa - causou reações de síndicos, moradores e políticos.

O líder do governo na Câmara, Marcelo Achutti, que já presidiu a Emasa no governo anterior, disse que é “inaceitável” qualquer forma de reajuste.

Síndicos lembraram que aguardam desde 2014, quando a Emasa alterou a forma de cálculo e onerou os condomínios, que a ARESC apresente essa revisão que está atrasada dois anos.

E os moradores, sempre que escutam a palavra “revisão” por parte de governos percebem que podem ser prejudicados e reclamam.

O prefeito Fabrício Oliveira não tomou posição, disse que aguardará a proposta da ARESC.

Por sua vez fontes da ARESC disseram que revisão não significa necessariamente aumento, mas aquela agência não é confiável, portanto é preciso aguardar a proposta.

Por que os condomínios pagam mais

Alguns condomínios foram à justiça contra a tarifa mínima mensal, alegando que individualmente os consumidores, na maioria veranistas, não gastavam aquela quantidade de água.

Em decorrência, a Emasa passou a cumprir um dos trechos de decisão judicial, aquele que lhe permite cobrar por faixa de consumo.

Quanto mais alto o consumo, maior a tarifa e a conta dos condomínios deu um salto porque antes a cobrança que era por apartamento passou a ser unificada do edifício inteiro, salvo naqueles poucos que têm medidores individuais para cada unidade habitacional.

Emasa não precisa arrecadar mais

A Emasa não precisa aumentar seu faturamento através de reajuste da tarifa porque bate seguidos recordes, em especial depois que começou a cobrar de forma extorsiva dos condomínios.

No governo Rubens Spernau a tarifa ficou congelada, a Emasa teve sucessivos ganhos de produtividade num negócio que já é altamente rentável, distribuir água num território pequeno e com população adensada.

Em 2014 o superávit orçamentário foi de 13,5%; em 2015 pulou para 45,55%; em 2016 ficou em 34,2% e em 2017, mantido o ritmo até esta data, baterá nos 25%.

Por outro lado a necessidade de investimentos é decrescente, na medida em que a cidade vai sendo totalmente coberta por redes de água e esgoto.

Serão necessários investimentos de médio e longo prazo na captação, reserva e tratamento de água bruta, além da ampliação da estação de tratamento de esgotos, iniciativas perfeitamente suportáveis com as tarifas atuais ou até menores do que as praticadas.

A audiência pública para discussão do assunto não foi marcada e nem existe certeza de ocorrerá neste ano, mas quando ocorre será a oportunidade dos consumidores manifestarem seu inconformismo com as tarifas aplicadas nos condomínios e qualquer possiblidade de reajustes.

Faturamento anual da Emasa 

Ano

Previsto

Realizado

Superávit %

2017

64.033,600,00

60.255.338,64*

25,00**

2016

57.017.294,00

75.313.626,87

32,09

2015

48.121.525,00

70.043.140,67

45,55

2014

45.902.940,00

52.145.460,87

13,60

2013

43.825.300,00

45.264.030,70

3,28

*Até 10/10/2017 ** Estimado.


Terça, 10/10/2017 15:36.


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